OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

FREUD E A HOMOSSEXUALIDADE


Sigmund Freud foi um psiquiatra e neurologista austríaco que descobriu que além do corpo havia algo a mais que determinava a nossa vida: o psiquismo. Estudou-o e descobriu o inconsciente e deu a ele um caráter científico. Com essas descobertas desenvolveu a teoria da mente e do comportamento humano, que muitos seguem até hoje. Por isso, foi considerado o “Pai da Psicanálise”. Para Freud, tudo o que fazemos estava ligado a uma questão sexual, uma força que ele chamou de “libido”. E o que ele disse sobre a homossexualidade?

Freud achava que discutir sobre as causas da homossexualidade era semelhante a se questionar as causas da heterossexualidade. Dizia que o interesse exclusivo de um homem por uma mulher era uma questão que precisava de esclarecimento que não havia nada que comprovasse que esse interesse estivesse baseado apenas numa atração com base química.

Freud argumentava que as críticas à homossexualidade baseada na premissa de que não tem finalidade reprodutiva, não levava em conta os inúmeros casos em que os próprios heteros praticam e que não possuem finalidade reprodutiva, como por exemplo, uso dos métodos anticonceptivos, o sexo após a menopausa, o sexo fora do período fértil, o sexo com parceiros inférteis, o sexo oral ou o anal, a masturbação etc. Para ele, o sexo é um instinto. Incorreto e incoerente seria afirmar que os instintos teriam um objetivo. No caso, o instinto sexual seria a obtenção do prazer e não a reprodução.

Outro ponto que gera discussão é um trecho da teoria freudiana que trata do “Complexo de Édipo”. Para ilustrar e se fazer entender nesse acontecimento, Freud se valeu deste mito grego:

Laio era um homem feito e rei de uma localidade, que se apaixona por Jocasta, nos primeiros anos da adolescência. Casam-se e pouco depois, nasce Édipo. A localidade onde vivem está em guerra e para preservar a vida do filho ainda bebê, Laio o manda para longe. O tempo passa e a criança cresce sem conhecer o pai e a mãe biológicos. Édipo é agora um rapaz forte e belo, que viaja pela Grécia. Numa das estradas, encontra outro viajante. Eles entram em discussão por questões políticas, brigam e Édipo acaba matando-o. Ao chegar na cidade, Édipo conhece Jocasta, já mulher feita, mas ainda jovem e bonita. Apesar de ser bem mais velha que Édipo, ele se apaixona por ela e ambos firmam um romance. Numa conversa entre eles, Édipo descobre que o viajante que matou era seu pai biológico”.

Segundo essa teoria, todas as crianças (dos 4 aos 6 anos) passam por esta fase, e se ligam ao progenitor do sexo oposto. Não para ter com ele uma relação sexual, mas para comparar e se descobrir como pessoa. E para isso, passa a copiar os trejeitos e comportamentos do progenitor do seu sexo. É assim que, segundo essa teoria, as meninas aprendem os comportamentos femininos e os meninos, os comportamentos masculinos. Aprendidos esses comportamentos se afastam novamente dos progenitores.

O mito de Édipo e a realidade tem sentidos diferentes. Mas, como para Freud a libido tinha uma conotação sexual, as pessoas traduziram suas obras, a interpretavam e continuam interpretando do jeito que querem ou entendem. Em muitas traduções aparece a palavra “apaixonar” em vez de “encantar”.

Assim, com pais ausentes e mães super-presentes, as pessoas passaram a achar que o homossexualismo poderia surgir daí. Mas, nos dias de hoje, quantos pais (viúvos ou separados) não assumem a educação de suas filhas? E quantas mães (em igual situação) não assumem sozinhas a educação de seus filhos? Se fosse uma regra, as filhas seriam lésbicas e o filhos, seriam gays? E isto acontece? Não, porque a figura feminina ou masculina, pode ser substituída por outra pessoa (avó, tia, irmã mais velha, uma amiga ou madrasta e vice-versa).

Por outro lado, alguns grupos contrários ao homossexualismo citam o Complexo de Édipo como se fosse algo pecaminoso, como uma doença ou coisa parecida.

Freud escreveu e publicou inúmeros livros numa época em que a cultura mundial era conservadora e tacanha. Mas nunca afirmou que o homossexualismo era pecado ou doença. Ao contrário, sempre defendeu a homossexualidade como algo natural e que eles não deveriam ser tratados como doentes.


Um outro ponto que os grupo combatentes ao homossexualismo se apegam é quanto ao “sexualismo desviante”, também parte da teoria freudiana. Segundo Freud, este é um problema ligado ao como o imaginário cultural do ocidente lida com a sexualidade, definindo o que para determinada cultura é normal ou doentio. Como a imaginário ocidental segue os preceitos judaico-cristão, tudo o que foge dos padrões desse preceito é “doentio”.

Muito se tem discutido, analisado e avaliado cada ponto dessa teoria. Menos um: o das ideias de Freud sobre a homossexualidade. Estamos no século XXI, e vemos tudo evoluir. Mas o imaginário ocidental continua o mesmo. Como nos livrarmos dele para mudarmos para outro mais evoluído. Mais positivo e mais real?

Em 1920, Freud assume uma posição muito clara em relação ao homossexualismo e declara que não é função da Psicanalise acabar com a homossexualidade. O máximo que pode fazer é tentar explicar seus mecanismos. Para Freud, os mecanismos psíquicos nos direcionam para a escolha de um objeto amoroso por caminhos formados por disposições pulsionais e que isto funciona para todo mundo e em todos os sentidos.

Freud, em seus últimos livros revoluciona sua própria teoria e nos traz um novo conceito: o da psicossexualidade. Ele afirma que a pulsão sexual não tem um objetivo fixo como no instinto sexual dos animais. Ao contrário é anárquico, diversificado, e singular e plural ao mesmo tempo, e tem o poder de se manifestar de inúmeras formas e por inúmeras vias. Freud desvincula a sexualidade dos órgãos genitais afirmando que a sexualidade vai além desses órgãos.

Com essa afirmação Freud dá a sexualidade uma amplidão maior. Principalmente, quando afirma que o prazer é sua função principal e que a reprodução é uma função secundária. E na medida em que ele afirma que as pulsões integram nosso psiquismo, o conceito do que é normal ou anormal deixa de existir. O termo “amor” ligado aos impulsos sexuais afetuosos e amistosos é quem determinam a escolha do objeto sexual.

Para Freud, a homossexualidade não pode causar estranheza ou vergonha. Não é vício, nem condição degradante, nem pode ser catalogada como doença. A homossexualidade, segundo Freud, nada mais é do que uma variação da função sexual.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

A HOMOSSEXUALIDADE E A CIÊNCIA

Desde que o mundo é mundo, as ciências sempre existiram. Cada povo tinha a sua, praticada por observações cotidianas. Uns se destacavam na construção de cidades, outros na agricultura ou na pecuária e, outros, na arte de curar. E é esta última que nos interessa.

A arte de curar pessoas dos seus males é antiga. Nas sociedades tribais e na antiguidade os curandeiros eram os principais responsáveis, fazendo mandingas e chás de ervas. Outros povos praticavam rituais em que a arte da cura estava ligada aos deuses. Alguns povos da antiguidade merecem destaque. Os egípcios, por exemplo, praticavam as “trepanações” (perfurações de crânio) para a saída dos espíritos maléficos que deixavam as pessoas doentes.


Os gregos acreditavam que os males corporais eram o resultado de um desequilíbrio dos líquidos, isto é, que havia um excesso de produção sanguínea, por isso, praticavam as “sangrias”. 

Um filósofo, matemático grego chamado Galeno ficou famoso por ter curado uma pessoa muito rica. Com prestigio e muita fama, Galeno foi viver em Roma, o maior centro cultural e político da época. E vive lá de 162 até 192 a/C. 

Depois de ter dissecado um animal e observado os órgãos internos, Galeno passou a acreditar que o corpo das pessoas poderia ser parecido com o dos animais.


Para demonstrar como seria esse corpo humano, Galeno construiu um modelo cheio de ossos, músculos e órgãos internos e o levava para mostra-lo nas reuniões com outros “médicos”. 


A notícia espalhou-se pelo mundo conhecido. Muitos “médicos” correram para Roma para conhecer a novidade. Muitos deles permaneceram lá para estudar e acabaram fixando residência. Assim, a MEDICINA se tornava uma ciência.


Mas, na Idade Média, a Medicina encontrou grande resistência por parte da religião, proibindo veementemente as dissecações e o estudo das partes internas do corpo com a justificativa de que o corpo humano era sagrado e intocável. Mas as sangrias eram permitidas e usadas para todas as doenças.

No século XV (1401 a 1500) as dissecações voltaram a ser permitidas. Mas só podiam ser feitas em criminosos condenados a morte. E assim, a medicina passou a se desenvolver. E evolui vertiginosamente a partir do século XVI. O conhecimento do corpo e de muitas doenças e seus tratamentos são descobertos e outras tantas que ainda precisavam ser. Mas, nenhum médico se preocupava em estudar ou emitir uma opinião mais radical sobre a homossexualidade, apesar de que não ignoravam sua existência. Apenas evitavam o assunto ou eram muito discretos.


No entanto, no século XVII surgiu uma onda de promiscuidade, incluindo um aumento da atividade homossexual, e das doenças venéreas que se alastravam por todos os cantos. Esse fato fez com que atitudes mais drásticas fossem tomadas pelos governos. Surgem então, os primeiros grupos radicais contra o homossexualismo e os primeiros grupos a lutar pela liberdade individual. Por sua vez, os médicos começaram a se preocupar com a homossexualidade, mais na cura das causas e sintomas das doenças venéreas do que sobre a prática sexual. Foi quando a homossexualidade (principalmente a masculina) passou a ter maior visibilidade. No século XX, uma quantidade de homossexuais se projetaram no cenário artístico geral (pintura, literatura,política) e em outros campos do conhecimento e preocuparam os governos do mundo todo. Enfim, os médicos voltaram os olhos para esta questão.

Nesses estudos algumas questões foram levantadas:

A homossexualidade poderia ser hereditária? Depois de muito questionarem, examinarem pessoas e de muitos debates chegaram a conclusão de que a homossexualidade não era hereditária visto que há pais heteros possuem filhos homossexuais enquanto que seus irmãos são heteros.

Poderia ser inata? E como saber se as manifestações sexuais começam a surgir pelo menos uma década após o nascimento?

Se não é hereditária, nem inata, poderia ter o ambiente como agente causador? E quantas pessoas vivem em ambientes promíscuos e não são homossexuais? E quantos vivem em ambientes sadios e ricos em estimulações positivas e são?



Com a descoberta do DNA e a acessibilidade a este exame, os médicos passaram a investigar esta nova fonte de dados. E chegaram a conclusão que no corpo dos humanos não existe um gene específico para a homossexualidade. No entanto, o estudo dos genes, os médicos descobriram uma proteína (a MEs) que recobre os genes como se fosse uma nuvem. Essa proteína teria como função ligar e desligar determinados genes. Os genes são passados por hereditariedade, mas acreditava-se que os MEs não eram transmitidos no momento da fecundação. Nesse caso, o bebê não receberia essa proteína do pai ou da mãe. No entanto, essa proteína pode ser encontrada em alguns pesquisados, bem como em um dos pais. No entanto, essa proteína foi encontrada em outras partes do corpo. Portanto, até o momento, não há garantias de atuam especificamente nos genes sexuais.

Todos os bebês em formação, em condições normais, criam suas próprias MEs para atenuar ou equilibrar os níveis de tosterona produzidos pelo corpo de suas mães. É sabido que altos níveis de testosterona em embriões femininos podem masculinizá-los e baixo nível de testosterona em embriões masculinos pode feminilizá-los. Seria isto que influenciaria, mais tarde, a escolha de um parceiro sexual do mesmo sexo? Até o momento a ciência não tem uma resposta definitiva para esta questão. E sem respostas, prefere afirmar que não existem causas orgânicas que justifiquem a homossexualidade. Pelo menos, até que se prove o contrário.



O que sabemos com certeza é que não é escolha. Ninguém escolhe ser homossexual. Se fosse, poderia ser facilmente convencido a mudar de opinião. Ou, vivenciando o preconceito, mudaria rapidamente para não sofrerem as injúrias e o desprezo social. Não escolhemos um parceiro amoroso como escolhemos uma calça ou uma blusa que vemos numa vitrine. O parceiro amoroso é encontrado por acaso, sem hora e lugar marcados. É, simplesmente, algo que acontece.


Existem muitos ex-maridos, ex-namorados, ex-patrões, ex-funcionários. Mas não existe ex-homossexuais ou ex-heterossexuais. Podemos mudar de atitudes, de comportamentos, de opinião, de ideia, da forma de pensar porque são coisas que dependem do momento, da situação, dos projetos. Mas não se pode mudar os sentimentos, as emoções ou os desejos mais íntimos. Feliz ou infelizmente, não temos esse poder.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A HOMOSSEXUALIDADE E A IDEIA DE PECADO

Tudo começou com a queda do Império Romano em 476 a/C e quando  a Idade Média, um período de tempo desse ano até o século XV. Nessa época, Roma fora invadida por povos bárbaros e o povo fugiu para os campos. Foi um período difícil.


As mulheres, crianças e idosos tentavam a vida em lugares cada vez mais distantes. Trabalhavam nos campos plantando pequenas roças para a sobrevivência. Os rapazes e homens eram arrebanhados para formar grandes exércitos que defendiam o pouco que lhes havia restado: a terra. Muitos morreram nessas batalhas que duraram anos a fio. A vida era solitária longe da família e foi uma época que difundiu os estupros, a pederastia e o homossexualismo.


Mas não era só o populacho quem ia para o campo. Os nobres e imponentes generais também foram. Estes, acostumados ao luxo e conforto, mas principalmente à luta pelo poder, dominavam grandes quantidades de terras, que ficaram conhecidas como feudos. Os senhores feudais lutavam entre si com o objetivo de conquistarem cada vez mais terras. A população mais simples e pobre era rendida facilmente. E se transformavam em servos e escravos.


Para garantir o poder e os domínios, os senhores feudais precisavam de exércitos. Eles buscavam os soldados (ou guarda) entre a população de servos e os remanescentes das guerras. E quanto maior a quantidade de terras, maior era o contingente dos exércitos feudais. A guarda ficava aquartelada nos castelos por longo tempo, esperando o momento de novas lutas ou defendendo seus senhores em viagens em busca de novas terras. E o homossexualismo corria solto.
Os senhores feudais obedeciam a seus próprios interesses, ao Papa e ao rei. Por isso, mesmo sabendo que havia pederastia e homossexualismo entre seus soldados, não dizia nada por acharem que as necessidades sexuais deviam ser satisfeitas de alguma forma.


Os padres da época eram pessoas pobres, incultas, eremitas e bonachonas. Viviam entre a população e atendiam aos doentes quando necessário, além de levarem os ideais cristãos á população. Por isso, sabiam do homossexualismo, estupros e casos de pederastia que acontecia nos castelos, mas fechavam os olhos diante da situação. Diante do poder, era melhor calar. Muitos deles também eram homossexuais. Dessa maneira, as práticas homossexuais eram consideradas comuns e necessárias.

No século V, surge uma novidade. O cristianismo tinha muitos adeptos e tentava se projetar como uma instituição religiosa de caráter universal. Para isso, precisava ter uma estrutura estável e hierárquica. Foi então que a igreja se dividiram em padres, bispos e Papa. Mas para que tudo funcionasse era preciso definir a função e as obrigações de cada um. O Papa era a autoridade máxima. Os bispos eram os representantes legais do Papa nas províncias e os padres comuns atenderiam a população. E durante os séculos V e VI o trabalho religioso se viu às voltas em firmar esta estruturação e na construção de mosteiros em lugares distantes e pouco habitados.


A vida no interior dos mosteiros não era fácil. Além das obrigações religiosas e da meditação, a reclusão e o distanciamento das outras pessoas obrigava os padres e monges a uma vida solitária, austera, embora fossem levados a esta vida por vontade própria. A disciplina religiosa e corporal, os trabalhos diários (cozinha, limpeza, lavoura) e divididos entre todos marcava a vida comunitária dos mosteiros. Além disto tudo, a obediência ás normas religiosas e às ordens do padre superior também eram rigorosas. A vida monástica apresentava-se como modelo civilizador e moralizador e é nessa época que o celibato (a renúncia dos prazeres carnais) foi instituído.

A vida nos mosteiros foi um campo fértil para as práticas homossexuais. Uma regra, a Regra de São Bento, que exigia que os mosteiros tivessem uma cama para cada monge. Porém, eles dormiam no mesmo quarto com padre mais antigo. Por outro lado, uma outra regra, a de Cluny, proibia que os noviços ficassem sozinhos, inclusive a noite, sem que fossem vigiados por um padre orientador. Assim, tudo o que faziam (incluindo as necessidades fisiológicas) tinham que ser acompanhados.
No entanto, ás escondidas, a homossexualidade entre alguns monges e padres continuava acontecendo. Os homossexuais agiam como uma espécie de bullying entre alguns desafetos ou como forma de intimidação para conquista de algum privilégio ou regalias dentro do mosteiro.


No meio urbano, as práticas homossexuais entre jovens solteiros era muito frequente. O governo de algumas cidades instituiu uma lei que obrigava os jovens masculinos a se casarem mais tardiamente possível. Ao contrario, as moças casavam bem cedo.
Os padres pregavam sobre a moral e os bons costumes e sobre as medidas pelas autoridades nessas cidades promovendo discussões a esse respeito. Dessa maneira, a Igreja se posicionava contrária a prática homossexual. Mas, a prática continuava.
Por isso, a Igreja decidiu imputar algumas penalidades a quem as praticasse. A primeira era a de acusá-los de heresia. Porém, alguns mais afortunados explicava a situação afirmando que os encontros não eram sexuais, mas amorosos porque gostavam da companhia um do outro para jogar ou se divertir. E assim, as penalidades mais sérias e com conotação sexual eram dirigidas às mulheres. Dessa forma, a homossexualidade passou a ser vista como inocentes brincadeiras e não tiveram condenação antes do século XII. Quem fosse pego no ato, fosse padre, monge ou leigo cumpria uma penitência, o que mostrava que a Igreja era bastante tolerante.

Entretanto, São Columbano voltaria a insistir num tema: a sodomia (entendida por ele, como prática homossexual). E ameaçava com condenações mais duras. Assim os monges que cometessem atos de sodomia ou matasse alguém deveria viver a pão e água por 10 anos. E se o mesmo fosse um leigo a pena seria de 7 anos, sendo que os primeiros 3 anos seria a pão e água e os anos restantes poderia comer legumes secos com sal. No entanto, não poderiam comer qualquer espécie de carne.
Em 1120, o Conselho de Naplouse, ficou acordado que qualquer pessoa que se valesse voluntariamente da sodomia, cometia um pecado gravíssimo cuja pena seria a tortura e a morte na fogueira, o mesmo tratamento dado aos hereges e “bruxas”. E em 1179, o III Conselho de Latrão anunciou que quem agisse contra a natureza (referindo-se à prática homossexual) seria expulso do mosteiro se fosse padre ou noviço ou iria para ele se fosse um leigo. E ambos seriam excomungados e banido do Igreja.

No final da Idade Média, muitos países europeus foram despovoados por conta da epidemias e guerras. Era o momento de procriar. Então, os homossexuais aproveitaram a oportunidade e as práticas homossexuais voltaram a crescer, o que começo a preocupar os governantes dos séculos XIV e XV. Mas não tinham mais as condenações de antigamente. Não ignoravam sua existência, mas também não consideravam uma prática comum e sem importância. Mostravam-se discretos, comentavam sigilosamente e silenciavam sobre a questão da pedofilia, como recomendava o Cânon de Avicena.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

HOMOSSEXUALIDADE: COISA DA MODERNIDADE?

Muita gente pensa que a homossexualidade é coisa dos tempos atuais. Mas se enganam porque ela existe há muito mais tempo. Segundo John Boswell nos escritos de Platão já há relatos dessa pratica. Compreender como a homossexualidade é encarada há milênios se faz necessário.
O primeiro registro da união entre dois homens da história foi encontrado numa pintura da arte egípcia da antiguidade. Mhnumhtep e Niankhkhnum viveram por volta de 2.400a.C e que serve de prova documental.
Segundo o relato dos antropólogos Stephen Murray e Will Roscoe, em Lisoto, no continente africano, mulheres mantinham relações afetivas e eróticas prologadas (chamadas “motsoalle”) com outras mulheres mesmo antes da colonização pelos ingleses. Outro antropólogo, Evans-Pritchard afirma que era costume os guerreiros de Zandes (norte do Congo) terem jovens (entre 12 e 20 anos) que os ajudavam nos afazeres domésticos e não se envergonhavam de confessar que mantinham com eles relações amorosas e sexuais.
Na China dos anos 600 a.C, a homossexualidade era conhecida por diversos nomes: prazeres do pêssego picado, manga cortada ou costume do sul. Estas denominações referiam-se ao comportamento homossexual e não às pessoas. 
                                                 Mulher espia dois homens namorando
Estudiosos do Oriente médio asiatico afirmam a existência de exemplos de homossexualidade descritos em antigas literaturas da Mesopotâmia. Como exemplos citam a história de Davi e Jonas e a Epopéia de Gilgamesh em que Gilgamesh e Enkidu mantinham um relacionamento amoroso.
Os povos hindus tinham no Código de Manu, o fundamento de suas leis. Nesse código, segundo os antropólogos, há um artigo que faz menção a um “terceiro sexo”. Esse artigo permitia que as pessoas pudessem se expressões livremente com comportamentos e formas não convencionais e ter e manter atividades homossexuais.
No continente americano não era diferente. Muito antes da colonização européia os nativos das três Américas praticavam práticas homossexuais. Entre os astecas, maias, quichuas, moches, zapotecas e os tupinambás (do Brasil) havia uma festividade religiosa conhecida como “Dois-Espíritos”. 
                                                                   Um xamã
Por ocasião dessa festividade, uma das crianças da tribo era era escolhida, retirada dos pais e educada para ser um “xamã”, uma espécie de feiticeiro ou curandeiro. Os xamãs eram pessoas importantes e poderosos na tribo. E podiam ter vida sexual ativa com quem desejasse, inclusive com pessoas do mesmo sexo. Seus parceiros (homens ou mulheres) preferidos eram as pessoas comuns da tribo. Entre esses povos era muito comum encontrar homossexuais e trangêneros.

 
                           Jovem grego em relação sexual                 Romano bulinando um pajem
                                      com seu pajem
A deusa Afrodite, a deusa do amor, nos versos de Safo, é tida como a patrona das lésbicas. (foto abaixo)







Na Grécia Antiga, a pederastia era amplamente difundida. Eles achavam normal e benèfico. E foi um modelo pedagógico por muito tempo. Inclusive elogiado nos escritos iniciais de Platão. Comentários realizados por estudiosos dos escritos de Platão afirmam que, este filósofo comparava a aceitação da homossexualidade em comparação com a aceitação da democracia. Para Platão, a aceitação de ambas era uma foma de combater o despotismo dos povos bárbaros, porque estes tinham a mente fechada para os assuntos mais inovadores. Segundo Platão, os bárbaros só pensavam em seus interesses particulares e no poder que poderiam ter sobre os súditos.
Na Papua, Nova Guiné e outras sociedades da Melanésia (Oceania), as relações homossexuais eram parte de integrante da cultura. Assim, um menino na pré adolescência se tornaria parceiro sexual de um adolescente mais velho. Este último seria seu mentor nas práticas sexuais ( orais, anais  e perversões) até que os primeiros atingissem a puberdade, quando então seria mentor de outros.


Evidentemente, com o transcorrer do tempo, estas práticas foram sendo modificadas fosse pela ação do cristianismo e dos colonizadores europeus que  ficaram chocados ao descobrirem que a homossexual era comum e aberta entre os colonizados. Os colonizadores viam a homossexualidade como um pecado contra Deus e puniam rigorosamente quem a praticasse.
Por isso, os que continuavam praticando, o faziam em segredo com medo das punições que eram a execração pública, a morte na fogueira ou decaptação e o repúdio às suas famílias.
Mas haviam sociedades que jamais permitiram que elas acontecessem, como os povos árabes (Arábia Saudita, Irã, Mauritânia, Nigéria, Sudãi e Iêmen) e muitas outras sociedades porque os governantes a criminalizavam. Muitos ainda negam ou ignoram sua existência, certos de que a erradicaram em seus domínios. Mas o fato real é que ela continua secreta.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

SAIR DO ARMÁRIO

O que significa essa expressão?
Na língua inglesa, a palavra “closet”, entre outros significados, quer dizer “fechar”. Significa “esconder” algo que é secreto, reservado, privado, como guardar coisas valiosas num cofre. E em se tratando do homoerotismo, o jovem guarda para si as descobertas sobre sua sexualidade. Segundo Lead (1996), o segredo e a autodeterminação em guardà-lo a “sete chaves” são características dos homossexuais.
Por um tempo, estar “dentro do armário” é uma segurança de que seu segredo está bem guardado. Mas, é uma falsa segurança, pois sabe que no menor deslize seu segredo pode vir a ser revelado. E temem as consequências dessa revelação.
A tradução das expressões inglesas “to come out of closet” e “coming out” é “sair do armário”. Um desejo de todo homoafetivo. Significa que chegou o momento de revelar seu segredo e assumir sua homossexualidade diante de todos.
Mas, “sair do armário” não é tão simples, nem tão fácil como pode parecer. É uma atitude que exige muita reflexão, autoconhecimento, de pensar, repensar e pesar prós e contras, de conhecimento dos outros e de suas atitudes, das regras do novo jeito de ser, de enfrentamentos, pois muitos ainda dependem economicamente dos pais. Uma atitude, principalmente, de amadurecimento e de muita coragem. Portanto, “sair do armário” é sempre um avanço e um momento importante em suas vidas.
Com o segredo assumido, segue-se o momento da comunicação para a família, para a escola, trabalho (se tiver ou não for adolescente), aos amigos e, por fim, para a sociedade em geral. Esperam conseguir visibilidade e desejam assegurar que suas relações e vínculos homoafetivos recebam o devido respeito.

Mas, nunca estão completamente fora do armário. Sempre haverá ocasiões ou situações em que serão considerados e tratados como heteros, pois é assim que a sociedade se acostumou a ver a sexualidade das pessoas. E isto acontece até mesmo dentro das famílias e entre os amigos que sabem e aceitam a homossexualidade de seus entes queridos. Não é preciso mencionar novamente que muitos pais ainda acreditam que não passa de uma fase, uma doença e que, um dia, tudo passará e constituirá uma família de acordo com os padrões sociais. 
Por outro lado, muitos adolescentes fingem que são heteros em festas, na escola, na casa ou em reuniões com parentes. E na tentativa de evitar o constrangimento dos pais, muitos adolescentes fingem ser heteros, fazendo com que permaneçam dentro do armário um tempo maior que o necessário. O armário não só esconde o segredo, mas também o que a sociedade se nega a enxergar. Castañeda (2007).

sábado, 30 de maio de 2015

DESCOBRINDO A HOMOSSEXUALIDADE

Sempre que procuramos algum artigo sobre homossexualidade, encontramos duas versões: a “técnica”, que define o que isso é e a do “sofrimento dos pais” ao receber a notícia de que o filho é gay. Porém, muito raramente, encontramos algum texto que expresse claramente todo o processo pelo qual os adolescentes passam para se descobrirem gays.

A descoberta da sexualidade é um fato importante e marcante na vida de todo adolescente.  Essa descoberta ocorre através de um processo longo de maturações fisiológicas, mentais e emocionais. Fisiológica porque seus órgãos, embora estejam prontos, não entram em funcionamento e ficam prontos de uma hora para outra. Mental, porque precisa se conhecer bem para poder tomar consciência de que está num novo estágio de sua vida e criar uma nova autoimagem. Essas maturações mexem com a maneira de se ver e de compreender a vida e o mundo. As variações de humor na adolescência são prova de como tudo isto mexe com o emocional nessa fase.

É em meio a tudo isto que alguns jovens de ambos os sexos descobrem um fato novo e estranho em suas vidas. Sentem-se atraídos sexualmente por pessoas do seu próprio sexo e descobrem das mais variadas formas. E seja lá de que forma for, o fato é que ficam muito assustados.


A partir o susto inicial, a observação do comportamento dos amigos é inevitável. Percebem os olhares que eles lançam para as meninas do grupo ou da classe, ouvem com mais atenção as conversas nas rodinhas que promovem, observam as brincadeiras, os trejeitos e as paqueras do grupo. Observa e faz comparações. É uma comparação silenciosa, apavorante e secreta. Mas, é ela quem lhes dá a real dimensão de seus sentimentos desejos e fantasias sexuais. Descobre que são realmente diferentes daquelas que os amigos expressam. É quando o susto se transforma em pavor e medo do “ser diferente”.

É claro que ninguém quer isso para si. Quem quer andar na contramão da maioria? E a primeira reação é a de negar para si mesmo o fato. Lutam ferrenhamente para serem iguais aos companheiros. Algumas vezes, são mais radicais e impiedosos do que os companheiros de turma nas brincadeiras, nas chacotas e injúrias dirigidas a outros gays. Saem e ficam com várias meninas e tentam desesperadamente encontrar o encantamento tão propagado pelos amigos heteros. Mas não consegue porque tudo lhes soa falso. Nada o satisfaz.


A segunda reação é a de reprimir ou suprimir esses os sentimentos, desejos e fantasias. Ficam mais caseiros, não saem mais com os amigos, ficam absorvidos pelos próprios pensamentos. Na escola, as notas despencam e as reclamações de desatenção, falta de estudo e a da presença-ausente aumentam. Na verdade, estão decidindo como lidar com a nova descoberta. A repressão dos desejos e das fantasias se torna uma carga difícil de carregar porque o corpo reage insistindo no oposto de suas tentativas. Procurar ajuda? Falar para alguém? Mas quem?

Sabem que se contarem para um amigo, a novidade se espalhará como um rastilho de pólvora e, em pouco tempo, a turma do grupo ou colégio toda ficará sabendo. E aí virão as piadinhas, os olhares e risinhos, os cochichos, os comentários. Sabem que serão discriminados ou rejeitados pelos amigos e pela sociedade. Que sofrerão preconceito.

Contar para os pais? Imaginam a mãe chorando desesperada, a cara brava do pai, o estranhamento dos irmãos... Sentem medo, culpa e muitas dúvidas com relação à reação deles. Será que os continuarão amando e os protegendo como antes? Sentirão vergonha? Deixarão de amar e os colocarão para fora de casa? E se isto acontecer, o que farão? Para onde vão? E então, se atormentam com os próprios pensamentos porque não queriam ser assim e causar sofrimento aos familiares.


A terceira reação é descobrir onde tudo começou. A cabeça dá voltas e reviravoltas na tentativa de lembranças da infância. E quando surgem algumas imagens, notam que já naquela época, tinham comportamentos atípicos. E isto os machuca ainda mais. Sentem-se como se fossem seres estranhos ou verdadeiras aberrações da natureza. E o sofrimento se torna maior.

Uma quarta reação é a de procurar modelos de conduta. A mídia e a internet geralmente, são fonte de pesquisa. E o que encontram?  Essas mídias, infelizmente, mostram os homossexuais como bufões (palhaços). Figuras caricatas, de modos extravagantes e afeminados. Não existem outros modelos mostrados. E a forma que alguns encontram é a adequação ao modelo heterossexual.

A descoberta, a diferença, o medo, a insegurança, a frustração de não corresponder às suas próprias expectativas e da família, a culpa, o medo da rejeição, da discriminação e do preconceito social rebaixam a autoestima desses jovens que, por sua vez, colaboram para uma fragilidade emocional. Muitos, não aguentam tanto sofrimento e tentam o suicídio.

Sobrevivendo a isto, partem para a prática sexual com parceiros distantes dos grupos a que pertencem, encontrados ao acaso ou não. Se essas experiências forem positivas e satisfatórias, a construção de sua autoimagem se dará de forma mais saudável e os ajudará a assumir sua homossexualidade.

A aceitação da homossexualidade vem aos poucos. Mas garante que sua orientação sexual se integre e se consolide. Só então estará pronto para revelar aos familiares que é homossexual. Se forem negativas e frustrantes tendem ao isolamento, a sublimação dos sentimentos e desejos e guardam para si todo esse sofrimento.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

EU SOU “GAY”.


Você fez uma porção de planos enquanto esperava a chegada do seu bebê. Nestes planos estavam inclusos os desejos de boa saúde, que fosse feliz em tudo o que fizesse, que cursaria boas escolas e quem sabe, seria “doutor”. Mas jamais, nem nos sonhos mais remotos e inconscientes, você desejou que ele(a) fosse homossexual, assim como ninguém deseja que o filho nasça com uma deficiência qualquer, que seja marginal ou doente mental.

E seu bebê nasceu bem, bonito e forte. Na Infância, parecia ser a criança mais perfeita do mundo: educada, prestativa, amorosa, carinhosa, dedicada aos estudos. Na adolescência também. Mas a certa altura do caminhar de seu filho, ele ou alguém lhe diz que o seu “bebê” é gay.

Claro que você não acredita no que está ouvindo. Nem pode acreditar. Como ele (a) prefere uma pessoa do mesmo sexo para amar? Meu filho (a) que amo tanto, que acalentei em meu seio para que se alimentasse; aquele a quem dedico o meu mais incondicional amor é gay? Não, não pode ser. E aí vem a confirmação e o mundo parece desabar.



Achar que é uma doença, um problema psicológico, uma aberração da natureza, um castigo divino, uma falha de caráter ou uma opção pessoal é normal e faz parte de um processo de aceitação. Um processo longo e demorado que passa por algumas fases. E a primeira é, sempre, a negação do fato. Afinal, vivemos numa sociedade que é majoritariamente heterossexual (com casais formados por um homem e uma mulher). E o que os outros vão pensar?

Para os pais que vivenciam esta fase, saibam que não são os únicos. Não é errado ficar assustado, triste, chorar e se revoltar. Mas não se precipitem em colocá-los para fora de casa, nem os tratem mal. Mantenha-se fiel no amor pelo seu filho (a) e dê tempo ao tempo. Quanto ao que os outros vão pensar, não se preocupe porque seu filho (a) é MAIS IMPORTANTE do que os achismos e pensamentos de terceiros.


A segunda fase, é a da ajuda. O pensamento mais comum é o de “se meu filho está “doente” preciso levá-lo ao médico, ao psicólogo, ao psiquiatra, ao padre, pastor ou curandeiro, etc.” Antes de tomar esta atitude, pense mais uma vez no seu filho e procure informações a respeito.

Saiba que o homossexualismo não é doença de nenhuma espécie, nem desvio de caráter ou o que mais você pensar e, portanto, não precisa de cura. Também não é castigo. Vocês pais fizeram algo errado para merecerem castigo? Acredito que fizeram tudo o que estava ao seu alcance para dar a melhor educação. Homossexualidade também não é opção, pois ninguém, em sã consciência, escolheria para si um caminho dificultoso em busca da felicidade, como ser discriminado, perder certos direitos civis ou ser assediado por gente preconceituosa como os homofóbicos.

Por que você pai, escolheu uma mulher por companheira? E você mãe, por que escolheu um homem por companheiro? Por opção? Por que mãe, você escolheu esse homem para marido e não outro, talvez mais rico, mais bonito? E você pai, por que escolheu entre tantas mulheres, justamente essa por companheira? Com os homossexuais é a mesma coisa. O que nos atrai para esta ou para aquela pessoa é uma química inexplicável e misteriosa a que chamamos de “AMOR”.


E o que é o amor? Segundo os dicionários, o amor é um sentimento de carinho e de afeto entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar. É um querer bem, um querer estar junto e bem perto da pessoa amada e suscita a necessidade de proteção.

O amor manifesta-se de várias maneiras: entre pais e filhos (amor paternal e maternal), entre irmãos e amigos (amor fraternal), o amor pela natureza, o amor por animais, amor altruísta, o amor religioso, o amor à vida, o amor próprio etc. O amor físico existe entre casais e o sentimento que os une é uma forte ligação afetiva que, geralmente, envolve a sexualidade. O amor suscita o interesse de agir em benefício da pessoa amada, e isto, provoca entusiasmo. E desse entusiasmo e da necessidade de fazer a pessoa amada ser feliz, vem o sexo, como consequência.

E é, dentro desta definição de amor, que o filósofo francês Michel Foucault disse: “mais que uma explicação para os gostos sexuais, o que os seres humanos mais precisam é de uma arte de bem-viver”.  Para Foucault, essa arte era saber cuidar de si mesmo, porque ao fazermos uma outra pessoa feliz, também ficamos felizes. “Cuidar de si mesmo” é uma prerrogativa de todo e qualquer ser humano, tenham eles uma destas designações: hetero, homo ou bissexuais. E “querer fazer o outro feliz” é tão natural que não importa o sexo que esse outro tenha.



Qualquer pai ou mãe não quer que seu filho (a) sofra. E quando isso acontece o acolhimento, o carinho, e o respeito são sempre uma boa pedida. E todo filho (a) hetero, homo ou bixessual quer ser amado, acariciado, compreendido, aceito e respeitado pelos pais.