OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

domingo, 20 de outubro de 2013

NEUROSES OBSESSIVAS COMPULSIVAS

As neuroses são transtornos que atacam a mente das pessoas. Esse transtorno provoca ideias, pensamentos, palavras ou frases negativas e pessimistas, imagens, números ou impulsos de forma repetitiva e continuada. A isto chamamos de obsessão.

Nas obsessões, a pessoa se sente irresistivelmente impelida a fazer alguma coisa.  Mas, esse “fazer” é estranho, esquisito e não tem uma explicação lógica para essa estranheza. 

As obsessões mais comuns são: 


Sentir-se sujo, ser contaminado por bactérias e ficar doente.  

Algumas pessoas tem uma necessidade de agredir, ferir, magoar ou insultar os outros, nem que isto fique apenas no pensamento. Outras limpam a casa inúmeras vezes por acreditarem que está suja. 

Há aquelas que recolhem lixo da rua e levam para casa, entulhando todos os espaços.

Ou pessoas preferem não gastar dinheiro, mesmo que algo seja muito necessário. Mas, não guardam numa agência bancária, porque preferem vê-lo, manuseá-lo e senti-lo bem próximo a si. Mas, também há quem goste da perfeição, do alinhamento, da simetria dos objetos e quem se preocupe com doenças ou com o corpo. 

Há também os que se preocupam com a religião e com os conceitos de pecado, sacrilégios ou blasfêmias. Agem como se fossem culpados de algo inescrupuloso que praticaram. 

Há também os que ficam fascinados com números especiais, cores, datas e horários (pensamentos mágicos). Essas pessoas contam e recontam os cantos da casa, calculam o número de tijolos de cada parede ou são extremamente preocupados com horários.

Mas, por que agem desse jeito?

As pessoas agem dessa forma porque sentem medo, ficam angustiadas, acreditam-se culpadas de algum que possa ocorrer. Elas não sentem prazer nesses atos, mas o fazem para se verem livres do desconforto que sentem. Outras lutam bravamente contra esses impulsos, porém, sem consegui-lo.

Ceder ás compulsões alivia a ansiedade por um tempo, por isso, repetem os atos compulsivos. Essa repetição (do gesto ou dos movimentos estranhos) transforma-se numa espécie de ritual e são chamados de “rituais mágicos”.

A presença dos pensamentos negativos, dos atos estranhos, repetitivos e ritualizados, os medos, a ansiedade e a culpa constituem as principais características deste transtorno.

A CAUSA

Muito se tem pesquisado sobre o pode ser a causa desse transtorno, mas os resultados ainda não são conclusivos. No entanto, há uma tendência ainda em estudo de que a causa desse transtorno pode ser ambiental ou familiar, como algo que é aprendido por conta de uma rigidez educacional. Essa tendência se baseia em relatos feitos por pacientes nos consultórios.

O transtorno tem início ainda na infância (por volta dos 9 e 11 anos de idade). Na idade adulta costuma aparecer os sintomas por volta dos 30 ou 40 anos. Pode ser um transtorno periódico (fica por um tempo e desaparece após tratamento) ou durar a vida toda. Mas, em qualquer caso, estão presentes os sentimentos de angústia, de ansiedade, de impotência, baixa autoestima e a depressão.

O TRATAMENTO

O tratamento é psicoterapêutico e realizado por psiquiatras. Quando necessário, é aplicado um acompanhamento medicamentoso que ajuda na baixa da ansiedade, o que auxilia no controle pessoal das compulsões e facilita a aquisição de uma melhor qualidade de vida.

No entanto, a maioria dos pacientes são resistentes ao tratamento. Primeiro, porque o desconforto e os medos os fazem pensar que estão ficando loucos. É preciso informar que, os transtornos obsessivos compulsivos atrapalham a vida das pessoas, mas não evoluem para estados de loucura.


Fonte:
Apostila e apontamentos de aula – curso de Psicopedagogia

terça-feira, 8 de outubro de 2013

AS “NEUROSES” E SEUS TIPOS

Os transtornos ou neuroses dividem-se em quatro grupos:

Grupo 1- dos transtornos de angústia 

Como o próprio nome já diz, caracteriza-se pelo sentimento de angústia.



A angústia é uma sensação esquisita. As pessoas imaginam que algo horrível vai acontecer com ela mesma ou com alguém próximo. Por isso, temem a ocorrência ou as consequências desse acontecimento.
É uma sensação que surge de repente. Começa com uma espécie de abafamento e com uma pressão sobre o peito que parece dilacerá-lo.  Uma pressão tão forte que chega a ser expressa como dor. Mistura-se a tudo isto: medo, insegurança e ressentimento.

A razão desses sintomas é uma propensão para criar pensamentos negativos vindos de lembranças traumáticas (reais ou imaginárias) e que chegam á consciência.
Quando ficamos angustiados esporadicamente, é normal.  No entanto, quando se torna uma rotina, já podemos dizer que se trata de um transtorno ou neurose. A constância pode fragmentar o ego, ou seja, a parte da mente que chamamos consciência.

Grupo 2dos transtornos fóbicos.

Fobia é um medo ou aversão diante de objetos, animais, lugares ou situações. Esse medo é proveniente de um transtorno de ansiedade que se manifestam em uma situação única e particular. Ex: medo de aranha, de cobras e serpentes, sapos, cães, barata etc. Dentre os objetos, o mais comum é o medo de andar de avião. E são chamadas de “fobias simples”.

Mas, algumas pessoas sentem medo de estar em lugares públicos apinhados de gente (agorafobia). Podem ainda ter medo de sentir-se observada por outras pessoas ou do julgamento (comentários) que essas pessoas poderão fazer dela (fobia social).

Grupo 3- dos transtornos histéricos ou dissociativos



Os transtornos histéricos se caracterizam quando problemas psicológicos passam a ser refletidos pelo organismo sem a pessoa tenha consciência. Ex: Conheci um menino que parou de falar aos 5 anos. Após um longo tratamento descobriu-se que, ao entrar na garagem de sua casa, viu um dos tios enforcado. Em outros casos, podem haver paralisias e contraturas musculares que vão de leves a graves.

Grupo 4- dos transtornos obsessivos


Neste grupo dominam as compulsões e obsessões. Compulsões são hábitos aprendidos e que garantem ao sujeito um bem-estar emocional. Por causa desse bem-estar, eles repetem este hábito inúmeras vezes e vira uma válvula de escape ou desculpa para qualquer problema emocional que venha ocorrer posteriormente.

Comer demais é uma compulsão e bom exemplo. Come quando está alegre, quando está triste, quando fica nervoso, quando está calmo e assim por diante. E quanto mais repete esse comportamento, mais difícil será o controle. Com o tempo, associado ao alívio, sente-se culpada por não ter evitado a comilança.

As obsessões são as ideias fixas de contaminação, doenças e morte. Para evitar a contaminação passam a lavar as mãos de forma exagerada (40 ou 50 vezes por dia) ou tomar banho seguidos; medicar-se sem necessidade para evitar que fique doente; ou bater na madeira a cada 15 minutos para evitar a morte.  

E ainda há outros comportamentos obsessivos como a mania exagerada de limpeza ou de organização da casa e dos objetos, dispondo-os sempre da mesma forma e nos mesmos lugares.

O tratamento desses tipos é psicológico (psicoterapia) e psiquiátrico (quanto for medicamentoso).

Fonte:

ABC.MED.BR,

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A NEUROSE

Assista ao vídeo abaixo, para compreender melhor do que se trata a neurose, embora o título do vídeo seja o de uma pessoa "nervosa".


 Imagine uma pessoa que comete um erro no serviço e o chefe lhe dá uma bronca. E, sem mais nem menos, esse funcionário agride o chefe, quebra o escritório todo. 
Uma ação exagerada para uma situação corriqueira, não acham? 
neurose é mais que nervosismo ou irritação. A neurose é um transtorno que faz as pessoas reagirem a um fato qualquer por meio de reações motoras fora do comum, inesperadas e que não conseguem controlar. Mas, o pior de tudo é que eles sabem o o motivo não corresponde a essa ação extremada que praticaram e que não puderam controlar. E se sentem mal com isso. Sentem-se mal, porque percebem e julgam os fatos e as situações como ela são na realidade. 

A neurose é, portanto, uma doença da mente, cuja causa ainda não está definida, nem é a única. O que se sabe é que tem a ver com o desenvolvimento da personalidade e com a afetividade das pessoas.

Na infância, a personalidade é como um botão de flor, que se desenvolve aos poucos e progressivamente. Mas, é na adolescência que esse botão se abre em flor. E é nessa mesma época que, quando não foi bem formada, as pétalas mostram os efeitos da má formação. 



Assim também é com a personalidade das pessoas. É na adolescência que a personalidade se consolida e mostra as marcas do seu desenvolvimento. Marcas provocadas por fatores hereditários, por modelos de identificação (geralmente, pai e mãe) que a criança observou, imitou e aprendeu a ser, por conflitos psicológicos que enfrentou nas suas relações cotidianas (família, escola, amigos etc)

Marcas que abatem o ânimo; que expressam pensamentos negativos, que provocam reações estranhas, incontroláveis e exageradas em situações comuns; que criam manias obsessivas e sustentam fobias. Marcas que podem vir acompanhadas de contrações musculares ou paralisias passageiras. 

Diante desses sintomas, o sujeito pensa que está ficando louco. Mas, não loucura, não. E não é, porque sabe o que acontece ao seu redor e, por isso, uma neurose jamais se transformará ou evoluirá para doenças mentais mais graves, como a psicose e a esquizofrenia.

Mas, como toda doença requer cuidados e tratamento. E o tratamento mais indicado é a psicoterapia. Para isso, é preciso procurar um psicólogo e, se for necessário uso de medicação, um psiquiatra será indicado.

ORIGEM DO TERMO "NEUROSE"


A neurose é uma doença muito antiga. A observação de seus sintomas também é. Porém, esse nome foi dado por William Cullen, um médico escocês. Ele estudava os “problemas nervosos” em seus pacientes. No século XVII era muito comum o diagnóstico de certas doenças como “problemas nervosos” ou “histeria”. E enquanto estudava, observou e descreveu uma série de sintomas, em seus pacientes, que não tinham uma explicação razoável. Então, chamou-os de “neuroses” acreditando que esses sintomas eram produzidos pelo próprio organismo.
No final dos XIX e início do século XX, o termo “neurose” foi amplamente utilizado e se tornou popular, graças ás pesquisas e o trabalho de dois psicanalistas de renome: Sigmund Freud e Carl Gustav Jung. Observando pacientes, esses psicanalistas registraram reações semelhantes áquelas que Cullen descrevera. Mas, concluíram  que as reações exageradas não eram orgânicas, mas psicológicas.

Só no século XX, por volta da década de 80, é que o DSM III (Diagnostic and Statistic Manual) da Associação Psiquiátrica Americana resolveu trocar o termo “neurose” por “transtorno”. E somente em 1993, é que o CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) da Organização Mundial de Saúde(OMS) passou a usá-lo.  E  mais de 30 anos se passaram após a mudança de nomenclatura  e o termo “neurose” ainda perdura.  Portanto, este blog ao se referir a elas, usará o termo correto: transtorno.

Fonte de pesquisa:

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

DISTÚRBIOS MENTAIS NA ADOLESCÊNCIA


Já afirmamos, por diversas vezes, que a adolescência é um período complicado. Um período de transformações internas lentas, sensíveis e progressivas e de atividades intensas. A soma de tudo isto mexe  com as emoções,  com a mente, com a vida  e o comportamento desses jovens.

Felizmente, a maioria dos jovens passa por esse período com certa tranquilidade. Mas, alguns jovens passam a apresentar um comportamento pouco adequado para o convívio social. Não se trata só do uso de drogas ou dos transtornos anteriormente descritos. Algo mais sério que eles: os “distúrbios mentais”.

Não. Também não se trata de deficiência, mas de uma doença que atinge a mente dos jovens, fazendo com que passem a apresentar comportamos estranhos. Ás vezes, maquiavélicos.

Cabe aqui, um esclarecimento e uma diferenciação entre distúrbio mental e deficiência mental.

Uma pessoa pode nascer com um funcionamento cerebral lento, dificuldade em memorizar e de compreender as coisas e situações. Ou adquiri-la mais tarde por meio de um acidente traumático. A isto chamamos de “deficiência”. A deficiência é, portanto, uma condição ou estado do sujeito.

Durante séculos, os “deficientes” foram tratados como “doentes mentais”. Ao longo do tempo, foram mortos, presos e torturados por causa dessa confusão. Portanto, estava mais que na hora de desfazer esse engano de termos. E a partir do ano de 2000, passou a ser chamada de “deficiência intelectual ou cognitiva”. Mas, muitos profissionais e leigos ainda se valem do nome antigo.

Nos distúrbios mentais, as pessoas nascem com o cérebro com um funcionamento normal. Não há lesões ou qualquer outro impedimento que afete a memorização ou a compreensão. Essas pessoas passam pela infância e pela puberdade sem maiores problemas, mas aparecem na adolescência de forma gradual e que pode ser notada pelos pensamentos e comportamentos. Algumas pessoas podem apresentar essa doença ainda na infância, mas não são tão comuns. Trata-se, portanto, de uma DOENÇA e não de um estado ou condição do sujeito. Uma doença que atinge a mente das pessoas.



O QUE É A MENTE?

Poderia buscar uma definição de mente num dicionário ou livro de um autor famoso. Poderia usar palavras bonitas e difíceis para descrevê-la. No entanto, seria de difícil compreensão. Portanto, descrevo-a como eu a entendo, mas baseada em tudo o que li e aprendi nos livros, nas aulas e vivenciei e vivencio.

A mente é o quem nos faz tomar consciência de quem somos, do que pensamos e do que sentimos e do como e do por que agirmos de determinada maneira. Nos faz reconhecer as outras pessoas como seres individuais e diferentes de nós e compreender seu modo de ser, sentir, pensar e agir. Ela também nos faz classificar as coisas, situações e fatos que aconteceram num passado próximo ou distante, do está acontecendo agora e nos dá a visão de futuro, nos fazendo planejar e organizar o que irá acontecer. A mente é quem nos mantém interessados por alguma coisa, provoca nossos desejos e vontades, cria necessidades e nos dá forças para vencê-las apesar dos obstáculos que aparecem durante essa busca. E é ela quem nos faz progredir, melhorar e vencer as dificuldades.


Em resumo, a mente é quem nos faz distinguir entre a ilusão e a realidade. Ela está em nós, mas não em um lugar específico do nosso corpo ou do nosso cérebro. A mente é um organismo vivo, porém, subjetivo. Ela envolve nosso cérebro, porque ela é o resultado de todo o conjunto de funções cerebrais chamadas “funções superiores”. Essas funções envolvem a nossa memória, a nossa inteligência, a razão, a linguagem, a imaginação, as intuições, as emoções, os sentimentos, os sonhos e a noção de tempo e espaço. A mente é, portanto, a nossa essência.


Quando a doença mental se instala, tudo fica confuso e tudo se perde. O que era real é visto como ilusão. E o que era ilusão é visto e sentido como realidade.

Na doença mental, dizemos que a consciência se parte. Quebra ou se estilhaça, conforme a gravidade dessa doença. E quando isso acontece, a pessoa perde o senso de realidade. Age mais de acordo com seus instintos do que de maneira consciente. Uma mente doente produz pensamentos contraditórios, ritualistas que, muitas vezes, se transformam em comportamentos desajustados, premeditados e diabólicos. Em certos casos, podem colocar em risco a vida de outras pessoas.

Uma mente doente pode apresentar-se nas seguintes graus: leve (como nas neuroses), moderado (como nas psicoses) e grave ou severo (como na esquizofrenia). É preciso dizer que, cada grau apresenta-se com níveis semelhantes: leves, moderados e severos.

Descreveremos cada grau e as doenças que contém esses graus nas próximas postagens. Conhecer nunca é demais.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

ADOLESCENTES E O SILÊNCIO


Durante a infância, os filhos naturalmente são curiosos e querem explorar o mundo. Mas, eles não conseguem resolver tudo sozinhos. Por isso, fazem muitas perguntas e comunicam tudo o que lhes acontece. Ao mesmo tempo, gostam da proteção e dos afagos que os pais lhes dedicam.

Contar as ocorrências cotidianas significa, tanto para as crianças quanto para os pais, uma forma de dar e receber carinho. A criança se sente protegida e os pais se sentem úteis e participativos na vida dos filhos. E se acostumam com isso.


Mas, quando chegam à puberdade e á adolescência, as coisas mudam. Os pais esperam que continuem perguntando, dizendo o que se passa em íntimo, que contem com quem e onde estiveram e o que fizeram.  Mas, principalmente, que falem sobre seus sentimentos e dos projetos futuros. Mas, nem sempre isso acontece.

A entrada na puberdade traz, aos jovens, uma nova consciência. A consciência do si mesmo. E com ela, o vislumbre de suas possibilidades de ação, porém, um tanto limitada ainda. Por isso, ficam mais quietos, introspectivos e reflexivos. Tentam compreender o que esta se passando com eles.

Essa consciência se intensifica na adolescência. Sentem-se mais capazes de resolver as situações e de tomar e assumir as próprias decisões. Por isso, tornam-se mais seletivos diante das comunicações feitas aos pais.

Por sua vez, os pais se aborrecem porque sentem que  já não participam ativamente da vida dos filhos como antigamente. E reclamam que os filhos já não os ouvem ou de que o diálogo já não existe porque as respostas são monossilábicas.


O início da puberdade e da adolescência são momentos (ou fases) de intenso silêncio, de pensamentos profundos, de sentimentos à flor da pele, de rupturas de comportamentos antigos e conquista de novos modos de pensar, sentir e agir. São momentos difíceis e de intimidade que devem ser experimentados e vividos plenamente e em isolamento, necessário para que o jovem firme sua personalidade e se conheça. melhor.

É normal que os pais se preocupem com esse isolamento e que queiram que logo termine, no entanto devem compreender e respeitar esses momentos silenciosos, que nada mais são do que etapas de um processo de autoconhecimento.

Comunicar e silenciar são formas de comunicação igualmente importantes. E não significa que se estenderão infinitamente. São fases. Para uns, passageiras e para outros, mais demoradas. Mas, elas terminam e sempre trazem resultados positivos.



O QUE OS PAIS PODEM FAZER QUANDO O JOVEM SILENCIA?

Conhecer o processo é fundamental para que os pais possam respeitar esses momentos.

Respeitar não é deixar para lá, nem obrigá-lo a sair do seu necessário isolamento. Mas, mostrar com ações carinhosas de que está junto e presente, acompanhando confiante todo o processo.

E, para isso, é preciso aprender a esperar, dando tempo ao tempo. Não é o momento de repreensões, cobranças ou imposições. Mas, alguns limites precisam ser colocados, quando envolvem o restante dos membros familiares.


QUANDO OS PAIS DEVEM PROCURA AJUDA ESPECIALIZADA?

Tudo em excesso é negativo. E quando os pais perceberem que:

a) o isolamento está demasiado, ou seja, quando passa impedir a realização de atividades costumeiras como ir á escola, ver ou sair com amigos, etc.

b) quando o silêncio vem acompanhado por atitudes agressivas

c)  quando o mau relacionamento entre eles e os pais (ou professores) tiverem outros motivos que não os da própria adolescência.

d) quando começarem a enveredar por caminhos nebulosos como o das drogas, da violência, da criminalidade, etc.

e) quando as notas escolares estiverem abaixo da média.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TRANSTORNO DE AGRESSIVIDADE


Nos últimos anos, a violência tem aumentado assustadoramente, principalmente por parte dos jovens e dos adolescentes. E tem se tornado uma espécie de epidemia incontrolável. Vemos jovens agredindo pessoas nas ruas, nos campos de futebol, nas baladas, no trânsito, nas escolas e nos assaltos. O resultado dessa agressividade é impressionante.

Matam os outros por motivos fúteis, com crueldade e frieza no modo de agir. E se matam também, colocando final a uma vida inteira de potencialidades que, poderiam dar frutos excelentes para si mesmos e para a sociedade em geral. As mortes entre os jovens e adolescentes (suicídios) tem sido considerada pela Classificação Internacional de Doenças (o CID) como a terceira causa dos óbitos na atualidade. É, sem dívida, uma estatística bastante assustadora.

Essa agressividade têm vários fatores e, na maioria, são sociais. A violência doméstica, fatores socioeconômicos, problemas escolares, utilização de drogas e fatores patológicos geram atitudes agressivas.

A família que escolhe um modelo educacional rígido e com atitudes violentas e repressão dos sentimentos para educá-los. A repetição, desde a infância, dos atos de espancamentos e castigos físicos por parte de pais e irmãos mais velhos, deixa marcas. E essa agressividade familiar se mostra presente na puberdade e na adolescência. 

Embora muita gente não concorde, outro modelo educacional que contribui para o aumento da agressividade é a superproteção. Crianças educadas com extrema liberdade, sem regras e limites, aprende que apenas a sua vontade é lei. Como nunca são frustradas em seu querer, não sabem lidar com os “nãos” que a vida apresenta. E como todos se submetem a essas vontades, tornam-se “pequenos tiranos”. Na infância, tiranizam os pais, os irmãos, os amigos. Mais tarde, os professores e colegas de turma. E, por fim, a sociedade em geral.


Oscar Wilde já dizia que “o homem mata o que ama”. Infelizmente, em nome do “amor aos filhos”, o tipo de educação familiar escolhida representa 70% dos casos de violência no mundo. Enquanto isso, outros 20% distribuem-se entre outros fatores e, apenas os 10% restantes são dedicados aos fatores patológicos.

Muitos estudiosos afirmam que a violência vem aumentando devido aos fatores socioeconômicos. Mas, ultimamente temos presenciado jovens em atitudes agressivas e violentas em todas as camadas sociais. Se a falta de condições financeiras é o grande motivo de revolta dos jovens, como se explica que jovens de famílias abastadas estão tendo o mesmo comportamento?


Na escola, alunos contrariados com algumas normas ou pedidos, acabam com atitudes violentas como espancamentos a professores. Com os colegas, o bulying e as brigas dentro das dependências escolares. A escola deveria ser um lugar de aprendizagens e de preparo das novas gerações, no entanto, constantemente, temos notícias de tiroteios e de mortes por armas brancas e outros tipos dentro dela.

A agressividade, aqui, é uma forma de conduta que faz parte do desenvolvimento humano. Pode ser boa quando bem direcionada na conquista de objetivos mais elevados. Dedicar mais esforço aos estudos, aprender cada vez mais, galgar novos postos no emprego, lutar e reivindicar melhorias para si e para os outros (sociedade) são formas produtivas da agressividade.

Outros estudos afirmam que os jovens respondem agressivamente em resposta à violência estrutural da social. E em repressão a esta violência estrutural é válido destruir o patrimônio social conquistado com o esforço de muitos ao longo dos anos, como se tem visto nos movimentos populares dos últimos meses? E como deveriam agir a polícia e as autoridades? Deveriam deixar que a fúria de uma pequena parcela dos manifestantes depredasse e destruísse tudo o que viam pela frente?


No entanto, a agressão é coisa bem diferente da agressividade e tem como finalidade ferir ou prejudicar outra pessoa (conhecida ou não). Por isso, o conceito de agressão e de agressividade possui muitas nuances, enfoques e direcionamentos.


Fonte de pesquisa:


Artigo: (VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E AGRESSIVIDADE) de MENEGHEL, S. N.; GIUGLIANI, E. J. & FALCETO, O; Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 14(2):327-335, abr/jun, 1998

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG)


A ansiedade é uma reação do organismo a um estímulo que nos parece desafiador. Essa reação funciona como um sinal de alerta diante de uma situação e podemos sentir: medo, dúvida, apreensão ou expectativa. Enfrentado o problema, relaxamos e não nos preocupamos mais. Por serem reações ocasionais são consideradas normais. Ficar apreensivo diante das provas do vestibular é um exemplo típico.

Muitas pessoas ansiosas podem: ter uma disfunção endócrina, ou seja, algumas glândulas produzem substâncias em quantidades maiores ou menores que o normal; seu sistema nervoso pode estimular ou relaxar diante de uma situação desafiadora, ou ainda, pode provocar a hipervigilância (ou consciência social). Esta hipervigilância se dá diante de situações banais e corriqueiras em que os outros estão presentes. Um exemplo fácil de ser entendido por qualquer adolescente é fazer uma pergunta ou dar uma opinião na sala de aula. Muitos deles não as fazem, não por vergonha ou timidez, mas por acreditarem que serão “zoados” pelos colegas ou, que os amigos o considerarão estúpido, impróprio e/ou ridículo. E pensando dessa maneira se omitem.

Todas estas formas de ansiedade são normais e passageiras. Porém, quando o corpo reage como preocupações e expectativas exageradas, persistentes, de difícil controle diante ou não de uma situação desafiadora. Mas, se forem seguidas de pelo menos três destes sintomas: inquietação, irritabilidade, tensão muscular, fadiga, perturbação do sono e dificuldade de concentração. Se tudo isso se apresentar com uma duração superior a seis meses, estamos diante de um TAG (transtorno de ansiedade generalizada).

Os sintomas variam de uma pessoa para outra. Outros sintomas como falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial, palpitações, aperto no peito, dores de cabeça, desconfortos intestinais, sudorese exagerada, dores musculares também foram descritos por algumas pessoas, mas precisam ser confirmados.

O TAG atinge pessoas de todas as idades, do nascimento á velhice. As mulheres são mais propensas ao transtorno que os homens. E os prejuízos são grandes. A adaptação ás atividades sociais ficam dificultadas ou impedidas de acontecer. Há também prejuízos para o seu próprio bem-estar. Isto porque a pessoa com o TAG faz julgamentos antecipados e infundados dos gestos, as palavras e as atitudes dos outros. E é o medo desses julgamentos quem paralisa os sujeitos.

A vida emocional também fica prejudicada. A autoestima e autoconfiança são baixas, os sentimentos em relação a si mesmos são os de pouca valia e de opressão, os pensamentos são sempre preocupações negativas, são incapazes de lidar com incertezas e possuem a necessidade de saber o que o futuro lhes reserva.

Na parte comportamental também há prejuízos por que: nunca conseguem relaxar e desfrutar momentos de paz, quietude e tranquilidade; nunca podem ser eles mesmos pois estão sempre preocupados com o julgamento dos outros. Começam muitas coisas ao mesmo tempo e não terminam nenhuma. Apresentam dificuldades de expressão e são muito impacientes e temerosos. 

O tratamento é medicamentoso e inclui terapia comportamental cognitiva.


Fontes de pesquisa: