OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A MULHER NA ANTIGUIDADE

A antiguidade começa em 3500 a.C, quando os primeiros homens decidem deixar de serem nômades e se fixaram em um determinado lugar e ali construíram suas casas.
Os papéis de homens e mulheres continuavam simples e claros. No entanto, as atividades mudaram radicalmente, principalmente para as mulheres.


O homem passa a domesticar os animais, a cuidar do rebanho que começava a se formar e arar a terra para o plantio. Já as tarefas femininas eram: ajeitar a casa, cuidar dos filhos e do marido, cuidar das roupas, da alimentação de todos e ainda, do plantio e da colheita. Mas ninguém reclamava e continuavam felizes porque ambos tinham seus trabalhos reconhecidos pelos companheiros.


O tempo passou. E os lugares foram compartilhados com outras famílias que resolveram fixar suas raízes naquele lugar. Formavam-se assim, as primeiras povoações. E quanto mais gente chegava, mais o espaço ia diminuindo, dando origem às primeiras cidades. E como toda aglomeração, precisava de uma pessoa para liderar o grupo e resolver as questões de conflito que se formavam.

militares - guerreiros


Agora, além de proteger e prover, os homens assumiam a governança e a guarda da cidade. No início tudo ia bem até que ”o poder subiu à cabeça” – como diz o velho provérbio popular. E os líderes que decidiam as questões da terra e ordem do lugar, passaram a decidir também a vida das pessoas. E as cidades se transformam em reinos. 

cuidados na lavoura
tarefas caseiras

E as mulheres? Continuavam cuidando da casa, da prole, fiar, tecer e costurar, a lavoura (preparação da terra, plantio, cuidados e colheita) e dos animais domesticados e de todos os cuidados pertencentes a esta função.

os soberanos

os políticos

os sacerdotes

Na maioria desses reinos, os governantes acreditavam que eram divindades, ou seja, que eram deuses. E como tal, acreditavam ter todos os poderes possíveis e imagináveis, daí a maioria ser tiranos implacáveis. Como soberanos só pensavam em si mesmos. Como só podiam governar, precisavam de assessores e de uma guarda que protegesse a ele e ao reino. E passou a ser novas funções dos homens. E as sociedades se dividiam em castas: a realiza, dos políticos (assessores) e sacerdotes, a guarda, eunucos e o povo (maioria composta por mulheres, crianças e anciãos).


Na antiguidade clássica (Grécia) as mulheres não tinham o menor valor, porque os gregos exaltavam as qualidades intelectuais e desprezavam os trabalhos manuais (geralmente, realizados pelas mulheres). Logo, não tinham o menor valor na sociedade. Não tinham voz, nem vez. Não podiam ter propriedades (tudo era do marido), nem participar de cargos governamentais, estudar ou praticar esportes e muito menos de opinar ou ter ideias, porque os homens de então acreditavam que elas “não sabiam pensar”. Nem cidadãs eram consideradas.

submissão


No Egito, Roma, Assíria, Mesopotâmia, Pérsia e tantos outros reinos da antiguidade nada era diferente. Eram, portanto, sociedades bastante machistas. Os governantes manipulavam a todos para satisfazer seus desejos e loucuras. Os políticos legislavam em proveito próprio. A guarda e os sacerdotes procuravam tirar proveito dos que estavam acima deles e dominar a plebe. A esta só restava a obediência a todos.

Os governantes exploravam o povo para aumentar suas riquezas. Surge, então, a cobrança dos impostos, aumentando mais uma tarefa para as mulheres do povo: a venda dos produtos do plantio e do cuidado dos animais para a sobrevivência da família e para pagar os impostos.


AS MULHERES E O MATRIMÔNIO

casamento real

Os casamentos eram na grande maioria impostos às mulheres por seus pais, do qual dependiam inteiramente. Podia ser por algum interesse ou pagamento de uma dívida contraída.

Os casamentos da nobreza sempre visavam o setor financeiro ou o político e nunca por amor. As famílias das noivas davam um dote ao pretendente. Esse dote podia ser em dinheiro (moedas de ouro), joias ou terras férteis. 

Os maridos podiam casar inúmeras vezes (sendo a primeira, a rainha) e ter quantas mulheres quisessem. Mas as mulheres tinham que ser fiéis a seus maridos. Com a formação dos haréns, lugar reservado nos palácios, guardado e protegido pelos eunucos. Os eunucos eram “homens castrados” e por esse “privilégio”, eram os únicos a terem contatos com as esposas reais.

Tela representando o rapto de Europa por Zeus

A maioria dessas esposas eram moças raptadas em caravanas de viajantes ou sobreviventes de ataques a algum povoado. Neste caso, podiam ser nobres ou da plebe e sempre as mais bonitas e levadas ao palácio como presente ao soberano fosse como concubinas ou como escravas.

As mulheres mais abastadas (esposas reais, de políticos e dos generais mais famosos do reino) para conseguirem algo em benefício próprio (obtenção de alguns privilégios como dinheiro, joias ou serem sacerdotisas) usavam uma arma poderosa: a sedução. Mas tudo tinha que ser muito discreto.

No casamento das mulheres do povo, era sempre imposto pelos pais de quem dependiam e deviam obediência cega por serem propriedade destes e precisavam ser castas. Não havia uma idade limite para casá-las, portanto, podiam ser meninas ou jovens e não podiam reclamar de nada. Com o casamento passava a ser propriedade dos maridos a quem deviam fidelidade total. Se desobedecessem ou traíssem os maridos podiam ser devolvidas às suas famílias ou serem enxotadas de suas casas. Eram obrigadas a partir sozinhas e com apenas a roupa do corpo. E, geralmente, terminavam na prostituição.

O abuso sexual entre as meninas e moças da plebe era enorme. E como ninguém queria casar com elas porque não eram mais castas, só lhes restava a prostituição.
Conta-se que entre os povos bárbaros havia um rei que decretou uma lei que todo pai devia comunicar a ele, o dia do casamento de sua (s) filha (s), para que ele pudesse passar a noite de núpcias com ela.

Como se vê, os homens podiam tudo. A elas cabia apenas as tarefas de servir e nunca poderiam ser servidas.


concubinas 

Entre as mulheres da antiguidade também havia uma divisão: as esposas e as prostitutas. Cabia às esposas: satisfazer sexualmente o marido e obedecê-lo em tudo, fidelidade e dar à luz muito filhos e a filhos saudáveis (pois se fossem deficientes ou doentes eram mortos), cuidar da casa e da prole, cozinhar e tecer, costurar, bordar, cuidar lavar e passar, já que eram sustentadas pelos maridos. As esposas sabiam que os maridos se “divertiam com as prostitutas” antes de chegarem em casa e não podiam reclamar.

Em caso de viuvez, a situação das mulheres era terrível. Como já não tinham mais o provedor, restava-lhe duas opções: casar-se com o irmão subsequente ao marido e ser uma segunda, terceira ou mais esposas ou se tornar prostituta para garantir sustento dos filhos e o seu.

A função das prostitutas era o de manter e garantir que as esposas fossem puras, castas. Elas deviam servir a todos os homens que lhes pudesse pagar ou servir a eles como forma de pagamento de alguma dívida contraída pelo marido falecido ou por ela, após a viuvez.

Havia também muita discriminação entre as próprias mulheres das classes sociais mais ricas. As ricas sempre se colocavam como melhores diante das que não tinham o mesmo poder aquisitivo que o delas. Dessa maneira, conseguiam os melhores maridos e as melhores posições sociais e desencorajava as outras. Muitas mulheres solteiras preferiam a prostituição do que manter-se castas para juntarem uma pequena fortuna e conseguirem um melhor pretendente, já que entre os ricos, a castidade era visto como algo supérfluo. O mesmo acontecia entre as esposas e as solteiras além de uma rivalidade velada (pois não podiam reclamar) entre as esposas e as prostitutas, mesmo sabendo que um dia seriam como elas.

Nenhuma mulher conseguiu se destacar nesta época. E a Idade Antiga termina no ano 800 a.C.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

POR QUE TANTA A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES?

Todas as vezes que ouço uma violência contra meninas, moças ou mulheres me pergunto o porquê as mulheres são sempre as vítimas? Talvez, você também se pergunte. E nem sempre obtemos respostas. Por essa razão resolvi investigar. E as respostas que sempre procurei as encontrei na história. E por isso quero compartilhar com vocês, para conhecer, compreender e combatê-la.

A MULHER NA ERA PRIMITIVA


Desde a era mais primitiva, aquela dos primeiros hominídeos, não haviam vínculos afetivos entre eles. Machos e fêmeas agiam por instinto. E como animais no cio, os machos cobriam as fêmeas próxima por serem mais fracas diante deles. O que valia era a lei do mais forte. Copulavam apenas para necessidade (instinto). Depois do ato consumado, cada um seguia seu caminho.



Depois de milênios de evolução, descobrem que o grupo era importante porque facilitava o trabalho e a manutenção da sobrevivência. É quando surge o sentido de grupo e em seguida, o sentido de família. Tudo era muito simples, com papéis definidos para os homens e mulheres.

Cabia aos homens: a “atividade da caça” para alimentar a mulher e os filhos e, a “proteção do espaço”. Nestas atividades os homens arriscavam a vida enfrentando animais selvagens e os inimigos. No entanto, precisaram desenvolver: a) o senso de direção para localizar a caça e leva-la para casa e, b) a pontaria, para atingir a presa parada ou em movimento. Era só isto o que todos do grupo ou da família esperavam do homem. Nascia ali, a ideia do provedor e protetor do grupo.


No entanto, cabia a mulher: a procriação e o cuidado da prole. Ter filhos era considerado como um ato sagrado. E como os filhos quando pequenos precisavam de muitos cuidados, cabia às mulheres esses cuidados. Assim, as mulheres passavam o dia cuidando de seus rebentos e se relacionando com outras mulheres.
Quando a caça começava a rarear, os homens precisavam ir mais longe e muitas vezes, ficavam fora vários dias. 



Cabia então ás mulheres, encontrar sementes e frutos nas redondezas para alimentar os filhos maiores e a si mesma. Por isso, também tiveram que evoluir e adquirir certas habilidades como: a) identificar sinais de aproximação de algum perigo; b) aprimorar o senso de direção a curta distância, c) orientar-se por pequenos sinais da paisagem para encontrar o caminho de volta. Os cuidados maternais fizeram com as mulheres desenvolvessem uma sensibilidade especial: a de identificar pequenas mudanças comportamentais e na aparência no de crianças e adultos.


Nesse período da história, os homens ficavam satisfeitos quando a mulher reconhecia seus esforços para trazer a comida. E elas ficavam satisfeitas quando os companheiros reconheciam os cuidados dispensados aos filhos e aos outros. O grupo também ficava satisfeito porque cada um cumpria seus deveres. E como esses grupos eram nômades, nada mais havia para fazerem.

domingo, 28 de janeiro de 2018

VIOLÊNCIA CONJUGAL

Na violência conjugal, homens e mulheres também são vítimas e/ou agressores.


Homens vítimas são minoria, mas não se pode negar que existam casos de mulheres dominadoras e são raríssimos os casos denunciados. Porém, em mais de 90% dos casos, as mulheres com idade que variam de 15 a 44 anos são as vítimas. Nesta estatística fica claro que não importa a classe social, raça, idade, etnia ou nível de escolaridade para que as agressões aconteçam.


Os motivos da agressão contra as mulheres são variados: necessidade de mostrar-se poderoso, autoritarismo, alcoolismo, uso abusivo de drogas, agressividade mal controlada, crueldade etc. As atitudes agressivas vão desde os xingamentos e espancamentos até os assassinatos (os atuais feminicídios). Porém, em todos os casos, o intuito é a dominação do “mais forte sobre o mais fraco” com requintes de perversidade.


De todas as formas de violência contra as mulheres, o espancamento é a forma mais grave, porque deixa marcas visíveis e invisíveis minando a baixa autoestima e autoconfiança, causando ansiedade social e generalizada, depressão, sintomas de estresse pós-traumático, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias e a apresentar risco de suicídio porque atinge e deixa marcas profundas nos aspectos psicológicos, morais e emocionais da mulher. As mulheres ficam enfraquecidas em seu papel social prejudicam também a saúde emocional dos filhos, que assistem e convivem com essas as cenas agressivas.

Por consequência, resulta num aumento dos índices de violência social.  A maioria dos homens e mulheres agressores são frutos de famílias em que existe a violência conjugal. Quando crianças aprendem pelo exemplo, assistindo as atitudes de seus genitores, ou seja, pelas agressões do dominante e as reações de suas vítimas. 


Essas atitudes distorcem os sentimentos dos meninos sobre o que eles conhecem como amor, respeito e compaixão. Acreditam que amar é espancar, dominar, judiar etc. E repetem quando são adultos. Para as meninas, filhas de mulheres constantemente agredidas, também é danoso. Ao verem suas mães serem agredidas e permanecerem caladas, sentem que este é o caminho que devem percorrer diante de seus maridos. Por isso, sentem medo, não reagem e submetem-se a toda espécie de violência, porque acreditam que a vida é assim e essa é a forma de se comportarem.

A sociedade costuma dizer que essas moças ou mulheres “não tiveram sorte no casamento”. Isto não é verdade. O que acontece, é que diante de suas vivências e pelo exemplo dado por suas mães (de se calar diante das agressões e aguentar toda sorte de investidas), as faz procurar parceiros agressivos (semelhante aos pais) em seus relacionamentos, repetindo assim o padrão da violência conjugal.  É uma atitude inconsciente, segundo afirmas muitas teorias da Psicologia.

Por outro lado, muitas mulheres confundem as chamadas “obrigações sexuais”. Por dessas “obrigações”, entendem que precisam ceder a tudo e a todo momento que o marido ou companheiro deseja, mesmo que depois sintam-se desconfortáveis.


Toda relação sexual sempre deve ser consentida, ou seja, os parceiros devem querer realizar o ato sexual. Com o consentimento de ambos é uma relação prazerosa e faz com ambos fiquem felizes. 

No entanto, há circunstâncias em que as mulheres estão sendo abusadas sexualmente ou estupradas e não se dão conta disso. Acreditamos ou queremos acreditar que estas coisas ocorrem apenas quando somos forçadas por estranhos e que jamais acontecem com a pessoa que amamos. Isto ocorre porque a coerção é velada, discreta e sem violência física, mas que deixam as mulheres constrangidas e infelizes. E é muito mais comum do que se pode imaginar.

Sempre que uma mulher não estiver a fim da relação sexual, o marido ou companheiro deve respeitar essa decisão. No entanto, se ele não aceita essa decisão e força (insiste) de alguma forma (mesmo que corriqueira ou parecendo ocasional), e fazendo com que a mulher ceda, mesmo se sentindo desconfortável, configura-se como abuso sexual. Já quando cobra a tal “obrigação conjugal ou quando parte para a penetração sem aviso (carícias preliminares)”, configura-se como estupro.


Outro tipo de situação com coerção velada é o abuso psicológico. Configura-se por ressaltar seus “defeitos” ou proferindo palavras desairosas sobre a sexualidade dela (pressão verbal) antes ou no momento da relação, inibindo com essas palavras o desejo sexual feminino ou fazendo com que as mulheres se sintam amedrontadas e culpadas, cedendo aos desejos sexuais do companheiro. Fazem parte ainda dos abusos psicológicos dentro ou fora do casamento: os espancamentos, insultos, acusação de infidelidade, a acusação ou a comparação do amor (sendo o dela menor do que o que ele sente por ela), humilhações, rejeição e isolamento.

Fora do casamento, a coerção sexual também existe, seja induzindo, pressionando, ameaçando ou intimidando a mulher a praticar o ato sexual contra a sua vontade, a qualquer momento e em lugar (rua, carro ônibus, trabalho etc).  As ações coercitivas, neste caso, podem ser: a molestação, a pressão verbal, a penetração forçada ou sob ameaças.

Há ainda formas organizadas e com feição criminosa, como por exemplo o tráfico e a exploração sexual de mulheres, configurando-se como coersão.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A VIOLÊNCIA JUVENIL

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os jovens na faixa dos 10 aos 29 anos, são maltratados em casa ou nas ruas no mundo inteiro. As agressões contra eles são constantes e devido a agressões verbais, por bullying, brigas com contato físico, abuso alcoólico, uso de drogas proibidas, assédio e/ou abuso sexual e por homicídios.


Nessa faixa etária, os rapazes são a maioria. Corresponde a 41% da população jovem mundial, ou seja, mais ou menos 250 mil jovens são vítimas de agressões constantemente. 40% dessas vítimas, acabam hospitalizadas por ferimentos graves. E os números e percentuais aumentam quando esses jovens são de países pouco desenvolvidos e provenientes das classes mais pobres e beiram a cifras alarmantes. 

E não estamos falando de conflitos, revoluções ou guerras. Nos países subdesenvolvidos, os governos tendem a não se preocuparem com as estatísticas e, por essa razão não agem de modo eficaz ou não desenvolvem programas de combate à violência.


Rapazes e moças são agredidos sexualmente. As vítimas consideram-se culpadas ou envergonhadas. E por essa razão não formalizam denúncias, o que colabora para que as estatísticas não sejam confiáveis.


Quanto ao abuso sexual na juventude, moças, gays e transgêneros são vítimas em maior quantidade. Com relação aos rapazes vítimas de abuso sexual, a divulgação é muito pequena. Não porque esses casos não existam. Ao contrário, são inúmeros. Mas, o silêncio entre os jovens que vivenciam essas ocorrências é muito grande, dando a impressão para a sociedade de que esses fatos não ocorrem.


Um outro problema que acontece com as jovenzinhas é a iniciação sexual. Na adolescência, as mocinhas sonham e se preparam para a primeira vez. Assim, para elas, este fato é sempre algo muito significativo. Porém, nem se sempre isso se dá como nos seus sonhos. Para algumas acontece de forma traumática, quando essa iniciação se dá de modo forçado por amigos, namorados ou parentes. Para muitas outras, ainda não era o momento.

O que estudos tem revelado é que "a experiência de ser penetrado a força é traumática, tanto para meninos quanto para as meninas". E sendo um ou outro é preciso que esse ato seja denunciado para que as autoridades possam livrar delas outras pessoas e punir os agressores.



JOVENS, 


É PRECISO DENUNCIAR QUALQUER TIPO DE ABUSO QUE SOFRER. 

SE O AGRESSOR (seja ele quem for) NÃO FOR DENUNCIADO, REPETIRÁ 

MALDADE OUTRAS VEZES E COM OUTROS JOVENS IGUAIS A VOCÊ.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

OS MAUS-TRATOS INFANTIS 2

Chamamos de trabalho infantil toda e qualquer forma de tarefa que envolve a mão-de-obra remunerada de crianças e de adolescentes. Você deve estar se perguntando por que tratar deste assunto neste momento, não é mesmo?

Vejamos: Se considerarmos que quando uma criança trabalha quem lucra são os adultos (pais ou empregadores) e, portanto, é exploração. Logo, a exploração é uma das formas com que a violência se apresenta. Você não se sentiria violentado se fosse explorado? Por outro lado, todas as crianças têm o direito de estudar e brincar assegurado por lei. E se não forem respeitados, é negligência. E como já sabemos a negligência é violência. Um terceiro quesito é que, dependendo do tipo de trabalho que crianças e adolescentes executam, este trabalho pode colocar em risco a integridade física deles. Logo, não é nenhum absurdo tratar deste assunto e neste momento.


Várias são as causas do trabalho infantil: a pobreza e a baixa renda das famílias; a baixa escolaridade dos pais; o número alto de filhos; a má qualidade da educação; a procura de mão-de-obra barata e, finalmente, a falta de fiscalização por parte do governo.


Essas crianças e jovens trabalham nos campos (em sítios e fazendas), nos canaviais, em minas de carvão e pedras, no garimpo e em fábricas.


Durante muito tempo, os pais foram acostumados a ouvir que, quanto mais filhos tivessem, os casais podiam melhorar de vida porque esses filhos podiam ajudá-los financeiramente no futuro. Assim, era comum que os casais tivessem muitos (12 a 16) filhos. Esta ideia antiga, era calcada nos três primeiros quesitos: pobreza, ignorância e a má qualidade educativa. Os empregadores, por sua vez, não querem pagar ás crianças e adolescentes, o mesmo salário que pagam aos adultos justificando serem menores de idade. Por isso, o salário desses pequenos trabalhadores é muito baixo. Embora trabalhem o mesmo número de horas e exerçam as mesmas funções dos adultos, os salários são irrisórios, obrigando as famílias a colocarem neles, os filhos cada vez mais jovens.


Exercendo as mesmas funções dos adultos, muitas crianças e jovens lidam com máquinas perigosas, o que resulta em uma série de mutilações e muitas vezes, da morte desses pequenos trabalhadores. Daí originarem-se graves prejuízos sociais, que vão desde a aposentadoria extremamente precoce, problemas de saúde e outros.


Há quem pense que estes problemas ocorrem apenas no sertão nordestino de nosso país. Mas eles estão também nos grandes centros urbanos, como os pequenos que trabalham nos semáforos lavando vidro dos carros ou vendendo doces. Estes também colocam em risco a integridade física, pois são comuns os atropelamentos e mortes. Além disso, são vulneráveis a prostituição, ao uso de drogas, álcool e fumo e facilmente aliciados pelo narcotráfico.


Muitas famílias de baixa renda “emprestam” seus filhos a alguns “espertalhões” que vivem da caridade pública. Muitas vezes, batem de porta em porta ou ficam em um certo ponto de uma rua ou avenida importante onde mendigam. O adulto se passa por genitor de um bando de crianças sujas e esfarrapadas (geralmente “emprestadas”) causando o sentimento de compaixão nos transeuntes. No final do dia, a féria é repartida miseravelmente entre essas crianças, enquanto a maior parte cabe ao adulto.


Como consequência deste trabalho estão: o mau desenvolvimento da criança ou jovem; a perda da infância; a geração de doenças e problemas psicológicos, o baixo rendimento e a evasão escolar e o despreparo para o mercado de trabalho.


Outro tipo de exploração do trabalho infantil é o doméstico. São crianças que muito cedo vão trabalhar em casas de família e que trabalham muitas horas diárias e seguidas. Segundo relatórios oficiais de 2013, estimava-se que cerca de 258 mil crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos (sendo 94% de garotas) no mundo trabalhem em casas de família. E hoje, devem ser bem maior.


O risco do trabalho infantil doméstico são os casos de assédios e estupros dessas trabalhadoras mirins. Sem contar que ainda há famílias que sobrevivem da prostituição das meninas a partir dos 7 anos de idade, por viverem em extrema pobreza. E aqui, os riscos também são enormes: a proliferação das doenças venéreas e da AIDs, da pornografia infantil, da pedofilia e do tráfico de pessoas. Os prejuízos são psicológicos e difíceis de serem revertidos.

Como vimos, o trabalho infantil não traz benefício algum. Ao contrário, só traz prejuízos para a pessoa e para a sociedade. Na maioria dos casos, o trabalho infantil se assemelha ao trabalho escravo, onde as condições são precárias, insalubres e forçadas. 

O QUE DIZ A LEI

O trabalho infantil é combatido no mundo inteiro. Cada país possui uma legislação que determina a idade mínima para o mercado de trabalho. A maioria dos países determina que a idade mínima é 16 anos para início do trabalho. Porém, em países mais pobres, essa idade mínima cai para 14 anos (Abaixo dessas idades, é considerado exploração infantil e quem o permite deve sofrer as penas da lei.

No Brasil, a idade mínima é 16 anos. Mas segundo o artigo 7.º da Convenção n.º 138 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é permitido o trabalho aos 13 a 15 anos de idade nas seguintes condições:

a) se os trabalhos forem leves e desde que não prejudiquem a saúde ou o desenvolvimento dos referidos menores. Trabalho conhecido como trabalho aprendiz.

b) que não prejudiquem a frequência escolar, na participação em programas de orientação ou formação profissionais, aprovados pela autoridade competente, ou o aproveitamento do ensino que recebem.

c) as atividades laborais para os jovens de 16 e 18 anos são permitidas quando forem realizadas entre as 06h as 22h.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

OS MAUS-TRATOS INFANTIS

Muitos pais acreditam que a única forma de educar os filhos é impondo-lhes castigos, afirmando que as crianças, de vez em quando, “pedem uns tapas”. Mas essa história não é verdadeira. Se faz algo que não gostamos é por dois motivos: ou porque já fez e ninguém a repreendeu e ela acredita que pode repetir ou porque ninguém a ensinou a obedecer certas regras básicas de convivência.

Muitas vezes, os castigos impostos às crianças são exagerados e impróprios para a situação a qual está sendo castigada ou para a sua idade. Esses castigos podem ser: físicos, mentais, morais e emocionais.


Triste, não é?

 

Os castigos físicos são os tapas, surras e espancamentos, queimaduras com pontas de cigarro, atirá-las contra uma parede, encarceramento etc. Os morais são: os xingamentos, apelidos depreciativos e olhares intimidativos. Os mentais são aqueles levam as crianças a acreditarem que são incapazes quando, na realidade, não são. Tecer comentários negativos intencionalmente para ela ou para amigos e parentes diante dela, com o intuito de ridicularizar ou menosprezar suas habilidades e capacidades.
 

Porém, os mais perniciosos são os castigos emocionais. Estes causam marcas e dores cruciais e que perduram a vida inteira. São eles: o abuso sexual e a exploração sexual de menores com finalidade lucrativa.

O ABUSO SEXUAL INFANTIL
Crianças que sofrem abuso sexual existem em todas as sociedades. E independe da idade (de 1 a 12 anos) e do sexo que as crianças abusadas possam vir a ter. Quando se fala em abuso sexual, costuma-se pensar apenas no contato sexual entre adultos e crianças. Porém, esquecemos (ou deixamos de perceber) aqueles que ocorrem entre crianças (maiores e a outra menor em idade ou tamanho).
Embora o fato do abuso sexual acontecer também com meninos (de todas as idades) e o número de casos ser bem alto, a quantidade de meninas abusadas sexualmente é ainda maior, ou seja, o triplo dos casos com meninos.

Seja qual for o sexo da vítima, estudos e estatísticas mostram que o agressor é homem (a maioria) e conhecido das vítimas. Podendo ser pais, padrastos, tios, vizinhos e amigos frequentadores da residência da vítima. Esses homens, geralmente, foram abusados na infância. No entanto, não atacam enquanto meninos. Só o fazem depois de adultos. E se a estatística mundial já possui um número elevado desses casos, na realidade podemos considerar o triplo.

O QUE É CONFIGURADO COMO ABUSO SEXUAL INFANTIL

Define-se como abuso sexual infantil “toda a forma que um adulto (ou adolescente mais velho) se vale para se estimular sexualmente”. Essas formas independem do ato sexual consumado, ou seja, expor fotos dos órgãos genitais dos menores, intimidar ou aliciar uma criança para sua própria satisfação, despir ou tatear o corpo do menor, pressionar o corpo da criança contra o seu aparelho genital, ejacular sobre o corpo da criança  e produzir pornografia infantil.
Este assunto é cercado por uma aura de tabu. Primeiro, por ser difícil conseguir dados estatísticos confiáveis e, segundo, pela “lei do silêncio” que impera nas famílias das crianças abusadas.
A lei do silêncio familiar se faz presente quando o agressor é o pai ou um parente próximo. O silêncio existe por dois motivos: a) o agressor é um familiar e b) por intimidação.
No primeiro caso, os familiares preferem conviver com o fato e não denunciar o agressor. No segundo, mesmo sendo um parente (pai, filho ou irmão), o medo da intimidação do agressor (agressiva ou financeira) ou exercida pelo consenso do grupo familiar faz com que as “testemunhas” se calem. Porém, o silêncio e a falta de denúncias enfraquecem os dados estatísticos e não os torna confiáveis.

CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO SEXUAL INFANTIL

O abuso sexual sempre gera consequências nocivas a curto e longo prazos. Essas consequências são: físicas, psicológicas e comportamentais.


As consequências físicas são os ferimentos provocados quando o ato sexual é consumado por um adulto. O corpo da criança até a adolescência ainda está em formação, portanto, não está preparado para esta atividade. Logo, a penetração do adulto dilacera os órgãos internos da criança causando intensa hemorragia que pode levá-la à morte. Caso sobreviva, a criança apresentará várias reações físicas, tais como o “efeito de regressão”, ou seja, voltar a chupar o dedo, voltar a urinar na cama (o maior indicador de abuso sexual infantil), medo de ser tocada por qualquer pessoa (pela mãe inclusive) e pavor ou recusa de aproximação diante do agressor.
Na escola poderão encontrar dificuldade de aprendizagem, evitar o contato social com os colegas, praticar crueldade com animais, déficit de atenção, atitudes agressivas contra os colegas e transtorno desafiador opositor (aquelas crianças que desafiam os adultos e não ficam contentes com nada), baixas autoestima e autoconfiança.
Na adolescência poderão apresentar: depressão, ansiedade, transtornos alimentares, baixas autoestima e autoconfiança, de dores físicas por somatização da dor vivenciada, transtorno do sono, choros compulsivos sem motivos aparentes, isolamento. Podem apresentar algumas patologias comportamentais como: transtornos sexuais, automutilação (incidência 4 vezes maior que em outros casos) e tendência ao suicídio.
Na idade adulta podem apresentar: tendência ao uso abusivo de álcool e drogas, tendência às práticas criminosas e ao suicídio.

O QUE DIZ A LEI?
TODA E QUALQUER FORMA DE ABUSO SEXUAL INFANTIL É CRIME. A visão de consentimento nestes casos, deixam de existir. As crianças não têm o discernimento necessário para consentir, pois ainda não faz parte do seu desenvolvimento.

NÃO SE CALE... DENUNCIE.