OBJETIVO DO BLOG
Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
FELIZ NATAL!
A todos os meus caros leitores, amigos, seguidores, pais e professores que acompanham este blog.
É com o coração feliz por poder contar com sua presença neste blog, seja por uma simples passagem, por comentários ou por perguntas que tanto me fazem aprender. Afinal, estamos sempre aprendendo, não é mesmo?
Também é, com o coração feliz e emocionado, que desejo a todos um Natal muito feliz, cercado de muito amor, de paz, de tranquilidade e de harmonia. Que o Cristo Menino espalhe bênçãos de fé e de esperança sobre vocês e suas famílias.
Estes são os votos do "EDUCANDO ADOLESCENTES" e os meus.
Sueli Freitas
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
DINAMISMO DA PERSONALIDADE
Na
postagem anterior, vimos que introvertidos e extrovertidos ficam sujeitos a
ação de funções psicológicas como as de pensamento, sentimento, sensação e intuição.
Jung
observou ainda que uma dessas funções ficam mais evidentes (prevalecem) mais
que as outras. Sendo assim, chamou-a de “função
dominante” ou “principal”, porque
e ela quem exerce maior influência sobre a personalidade dos indivíduos.
Enquanto isso, as outras não desaparecem. Apenas se desenvolvem com menor
intensidade, como se fossem auxiliares desta, foram chamadas de “funções secundárias”. A última,
denominada por Jung de “função terciária”
ou “inferior”, geralmente em oposição
a função dominante, permanece no inconsciente sem que se desenvolvam.
Um
sujeito introvertido ou extrovertido, por exemplo, poderá ter suas atitudes voltadas
para o sentimento (função principal), tendo a sensação e a intuição como
funções auxiliares e a função pensamento (inferior) não desenvolvido.
Isto
parece complicado, mas não é tanto assim. Vejamos:
A
função dominante é sempre inata ao sujeito, ou seja, já vem estabelecida no
momento do nascimento e, com o decorrer do tempo, ela vai se mostrando mais
evidente ou, frequentemente utilizada por ele. Por isso, dizemos que é a mais
marca do sujeito.
Observando
as pessoas, podemos verificar que umas pensam mais antes de agir, outras são
mais impulsivas, outras que são dadas a seguir o “coração” (sentimento) ou as suas
intuições. Por outro lado, existem aquelas que preferem viver ao ar livre ou
escolhem profissões em que usem mais os sentidos (sensações). Para Jung, a
função dominante ajuda os sujeitos na luta pela própria existência e adaptação
ao meio.
Já
as funções secundárias é para Jung, uma função diferenciadora e, por isso
mesmo, possuem um desenvolvimento menor. Mas, são importantes porque são elas
que mantém o equilíbrio entre a introversão e a extroversão. Por isso mesmo, há
introvertidos que conseguem falar em público ou escolhem profissões em que conseguem
expor seus pensamentos, como por exemplo: cantores e atores.
Como
vimos, a função terciária tem um desenvolvimento bastante rudimentar. Ela
também é importante porque estabelece o equilíbrio entre o consciente e o inconsciente
já que é oposta a função dominante.
Se
tivesse algum desenvolvimento, a carga energética dispendida faria com que a
pessoa entrasse em choque com o tipo dominante. Assim, por exemplo, o sujeito
estaria constantemente em dúvida em ter autonomia ou dependência. Isto causaria
personalidades patológicas e colocaria em risco a sanidade mental.
É
preciso citar que não existem sujeitos de um tipo psicológico único ou puro. Todos
os seres humanos são uma mescla destes tipos, onde inúmeras combinações são possíveis.
Fonte:
JUNG,
C.G. Tipos Psicológicos. RJ, Editora Vezes, 1971
SILVEIRA,
Nise da. Jung, vida e obra. RJ, Ed. Paz e Terra, 1998
STEIN,
Murray. Jung: o mapa da alma – uma introdução, SP, Cultrix, 1998
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
A PERSONALIDADE E SEUS TIPOS

Jung gastou mais de 20 anos observando as pessoas,
registrando, estudando e analisando os dados obtidos. O resultado foi um
trabalho completo, original e bastante interessante sobre a personalidade. E esse
trabalho foi publicado num livro que intitulou como “TIPOS PSICOLÓGICOS”, onde
Jung traçou um perfil da personalidade.
No entanto, preferiu usar o termo “TIPOS
PSICOLÓGICOS”, porque para Jung, a personalidade se trata de uma disposição
geral, ou seja, um estado da psique que se organiza para agir e reagir de
determinada maneira diante das situações. Ao se referir a essa disposição, o
autor lembra deve-se levar em conta: a genética, as referências familiares, as
experiências, os interesses individuais e as aptidões e habilidades pessoais. Lembra
ainda que essas ações e reações podem ser conscientes ou inconscientes e que
funcionam como atitudes ou preferências natural das pessoas diante de qualquer
tipo de situação.
Baseado em seus estudos, Jung (1967) determinou
dois tipos básicos da personalidade: a extroversão e a introversão.
Na extroversão, as pessoas se mostram mais
preocupadas com objetos, pessoas e situações do mundo externo. São mais
decididas e confiantes, tomam mais iniciativas para alcançar seus objetivos, são
mais comunicativas, mantém boas relações sociais e maior facilidade na
expressão oral. No entanto, são mais impulsivas (agem primeiro e pensam
depois).
Na introversão, ocorre o oposto. As pessoas se
preocupam mais com o mundo interno, ou seja, são mais introspectivas,
reflexivas, hesitantes e pensam muito antes de agir. São mais reservada e
discretas, retraídas socialmente, guardam suas emoções para si próprias e
apresentam ótima comunicação escrita.
Jung adverte que nenhum ser humano é apenas
introvertido ou apenas extrovertido. Ao contrário, ambas estão presentes em
cada ser humano. O que ocorre é que uma foi mais desenvolvida que a outra. Por
isso, o tipo que não foi desenvolvido adequadamente perde força, mas ainda
assim continua influenciado o sujeito.
Outra influência importante é a das funções
psíquicas ou psicológicas. Essas funções nada mais são do que atividades da
psique que estão intimamente ligadas com nossas percepções, pensamentos, afetividade,
habilidades, aptidões e tendências e que atuam sobre nossas ações e reações
diante dos fatos apresentados pela vida e pelo mundo. São elas que diferenciam
as pessoas que se encontram em cada um dos dois grupos citados acima. Funções que estão presentes em
tudo o que fazemos diariamente e cada momento de nossas vidas.
Para Jung, quatro são as funções psíquicas ou psicológicas: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Funcionam como pares opostos e
quando um dos pares é mais acentuado, o outro é mais fraco. Mesmo sendo fraco,
não deixa de existir. Ao contrário, continua influenciando. As duas primeiras
são mais racionais e ligadas aos julgamentos, enquanto que as outras duas são
mais irracionais e ligadas as percepções e informações.
A função PENSAMENTO é mais lógica. Liga as
percepções com a razão. Separa as percepções umas das outras, classifica, faz
sua análise por meio da reflexão e sem deixar que os afetos e emoções se
envolvam, conclui e emite um julgamento que determina a ação.
Oposta a anterior, a função SENTIMENTO desempenha
as mesmas tarefas, mas avalia e se preocupa com a harmonização do ambiente,
incentivando as ações sociais. Para isso, vale-se dos valores pessoais e morais
para tomar suas decisões. Embora tenha uma lógica diferente, não exclui a razão.
A função SENSAÇÃO é a função dos sentidos, do real,
da que traz as informações do mundo por meio dos órgãos sentidos. A pessoa com
esta função mais desenvolvida, dão valor aos fatos, lembram-se deles com mais
facilidade e são mais preocupados com o aqui e o agora. São mais realistas, seus
pensamentos são mais concretos e mais práticas, dedicam-se ao bom funcionamento
das coisas e evitam seguir ou criar um novo caminho.
O oposto da função sensação é a da INTUIÇÃO. Uma função
onde o inconsciente atua mais que o consciente. As percepções se formam por
meio de “pressentimentos”, de “palpites” ou “inspirações”. As pessoas com esta
função mais desenvolvida buscam os significados, as relações e as
possibilidades das coisas. Tendem a ver o todo em detrimento das partes, razão
pela qual encontram mais dificuldades em perceber ou reparar nos detalhes.
Resumindo, as pessoas do tipo Pensamento tendem a
não dar valor aos sentimentos (valores pessoais) ao contrário das pessoas do
tipo Sentimento que insistem em não dar crédito ao que não gosta ou ao que não
lhe é prazeroso. Da mesma forma, as pessoas do Tipo sensação ignoram a intuição
e o intuitivo, despreza o presente e o que está diante dos olhos.
CONTINUA
Fontes:
JUNG, C.G. Tipos Psicológicos. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro,
Editora Vozes,1971aª
_______. O eu e o inconsciente . Petrópolis: Editora Vozes, 1985.
_______. O homem e seus Símbolos. Rio de Janeiro: Editora Nova
Fronteira, 1977.
SILVEIRA, Nise da. Jung: vida e obra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.
STEIN, Murray. Jung: o mapa da alma - uma introdução. Editora Cultrix,
São Paulo, 1998.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O QUE É PERSONALIDADE?
Personalidade
é o conjunto de características psicológicas e que nos torna quem somos. Essas
características determinam nosso modo de agir, de pensar e de sentir. É,
portanto, a individualidade de cada sujeito e engloba o ser pessoal e o ser social.
Todas as pessoas a tem. Portanto, afirmar que uma pessoa não tem personalidade
é uma inverdade.
Muitas
pessoas acreditam que nascemos com uma determinada personalidade. Mas, não é
bem assim. A personalidade é formada ao longo do tempo e de acordo com as
experiencias e vivências de cada um. Por isso, a formação da personalidade é única,
gradual e complexa.
O
bebê não nasce com personalidade, embora tenha predisposição para isso. Ela
ainda não tem consciência de quem é e por que está neste mundo. Por isso,
levará algum tempo para que isso aconteça.
O
primeiro passo para essa consciência é dado pelos cuidados maternais. A
alimentação, a sede, o banho e a troca das fraldas exigem um contato sensorial
com o bebê e é fonte de inúmeras experiências prazerosas ou não. Mas, o bebê,
devido a sua relação de dependência com a mãe, ainda sente como se fosse uma extensão
dela. Por isso, essa relação é tão forte.
Com
o crescimento do bebê e com os afazeres maternos, a mãe provoca um afastamento natural. Espera
um pouco mais para levar o alimento, demora (ou atrasa) o banho ou a troca de
fralda, ou então, deixa o bebê sozinho no quarto para pegar alguma coisa. É por
meio destes pequenos afastamentos que o bebê adquire a noção de que ele e a mãe
são pessoas diferentes.
O
sentar e o andar são fontes de autonomia para o bebê e provocam uma ampliação
de suas percepções. Ao final do primeiro
ano de vida, o bebê já sabe que ele e a mãe são pessoas distintas e com
necessidades diferentes.
Dos
2 aos 6 anos, o bebê entra numa fase de imitação dos adultos para que ele
compreenda como a vida funciona. Nesta fase, a criança imita tudo: o jeito de
falar, de fazer as coisas e o modo de se comportar dos pais. Isto porque os
pais são modelos (exemplos) que devem ser copiados.
Crianças
teimosas, briguentas, birrentas, agressivas não possuem personalidade forte. Da
mesma forma, a criança calma, tranquila e obediente não possuem uma
personalidade passiva. Elas apenas
repetem e refletem a atitude dos pais. Carl Gustav Jung costumava dizer que:
“até os 6 anos de idade, os filhos são o que os pais fizeram dela”. Reparem bem
e percebam com Jung estava correto em sua afirmação.
Por
volta dos 6 anos, alguns comportamentos imitativos se fixaram na forma de ser
da criança. É a época em que despontam as primeiras tendências de comportamento.
Tendência porque a criança pode apresentar um certo comportamento hoje e daqui
a uma semana ter outro completamente diferente. Comportamentos que ainda variarão
por meio de e novas e importantes experiencias.
Por
volta dos 7 anos, começa a despontar a personalidade baseada nas tendências comportamentais
que se fixaram. Mas, a personalidade ainda é um pequeno embrião e ainda levará um
bom tempo para que se fortaleça.
Por
volta dos 11 ou 12 anos, já com uma compreensão maior de si mesmo e dos outros,
a criança define certos comportamentos que serão marcantes em sua vida. As
tendencias deixam de existir e passam a ser traços de personalidade. Mas, esses
traços ainda podem sofrer alterações.
Fonte:
apontamentos de aula
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