OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

terça-feira, 19 de junho de 2018

ALEITAMENTO MATERNO: solução ou problema?




Em todas as épocas, o aleitamento materno sempre foi considerado como algo de suma importância. No início de 1600, século XVII, Idade Moderna, o aleitamento materno acabou tornando um enorme problema. Como assim, problema?


É que as mulheres já estavam cansadas de tantas culpas e de submissão. Afinal, isso já durava muitos séculos. Conscientes ou não de sua importância no mundo, as mulheres começaram a se rebelar. E tudo começou com as aristocratas e pessoas da classe social mais abastada. 

Elas começaram a reclamar sobre a amamentação, alegando que os inúmeros compromissos sociais lhes tiravam o tempo necessário para a amamentação dos filhos. E passaram a contratar as amas-de-leite.

Sabendo disso, as mulheres da classe média, passaram a reclamar que o meio urbano era insalubre demais para os bebês, já que seus compromissos sociais não lhes serviriam como justificativa. 

E passaram a mandar os filhos e as amas-de-leite para o campo, onde ficavam até o desmame. E as mulheres da classe pobre não tinham outra alternativa a não ser deixá-los com alguém (vizinhos, parentes ou filhos mais velhos) que cuidavam dos bebês, enquanto trabalhavam fora de casa.

Foi aí que a Medicina e a Igreja se meteram nessa história. Cada uma com suas versões sobre o assunto, mas sempre tentando culpar as mulheres. A Medicina ainda possuía um pequeno conhecimento sobre o corpo humano. 

E, em se tratando do corpo feminino, menor ainda e baseado em crendices que divulgavam como sendo ciência. 

Afirmavam. por exemplo que, as lactantes (mães que amamentam) não ovulavam porque o sangue se transformava em leite em vez de ser eliminado na menstruação. Ou, que as relações sexuais desviavam o leite materno para as genitálias, por isso, as amas-de-leite não podiam ter relações recentes. Ou ainda, de que as amas-de-leite não podiam estar grávidas porque o embrião sugaria o leite que seria destinado ao bebê da patroa.

A Igreja, por sua vez, querendo evitar o adultério (que já acontecia muito e há muito tempo), impunha restrições quanto as amas-de-leite viverem na residência das patroas, alegando que a troca do leite das mães pelo das amas-de-leite uma ação antinatural. Foi daí que surgiu um grande problema.

O primeiro ponto desse problema era o de conciliar o que a Igreja e a Medicina queriam com a amamentação das crianças. O segundo ponto foi que, não havia amas-de-leite que escapasse das normas ditadas por ambas. O resultado dessa encrenca foi a redução do número de nascimentos nas classes alta e média nos séculos XVII.


FONTE DE IMAGENS (por ordem de apresentação):

 "VIRGEM MARIA E A CRIANÇA" (1490)- Pintura de Giovanni Bellini - Pinterest.com

"MATERNIDAD" - Pintura de Henri Lebasque (1865 - 1937) - Pinterest, com

"A WET NURSE WITH BABY AND MOTHER" de Marguerite Gerard  (sd) - Pinterest.com

terça-feira, 12 de junho de 2018

A MULHER NA IDADE MODERNA (1453 a 1798)


Na nossa caminhada pela história das mulheres, chegamos aos anos de 1453, quando começa uma nova era: a IDADE MODERNA.


Nos séculos XV, XVI e boa parte do século XVII da nova era, quase nada havia mudado. As mulheres continuavam sendo culpadas por qualquer coisa e a sociedade continuava tão machista quanto na Idade Média. Continuava o controle sobre a sexualidade, o prazer sexual ainda era ilegal, bem como as demonstrações de afeto entre os casais e familiares continuavam sendo consideradas imorais e os instintos deviam ser contidos. As mulheres continuavam submissas aos pais e aos maridos e tinham por obrigação, o reconhecimento dessa “proteção” por financiá-las e por dar-lhes um sobrenome.

O casamento nessa época era coisa séria e importante, pois visava principalmente a questão econômica das famílias e da sociedade. Para as famílias, o casamento era um negócio. Para os homens, o casamento visava apenas a procriação. Para as mulheres, era uma forma de mudarem de vida. Mas para isso, deviam ser obedientes, companheiras e dar aos maridos uma prole saudável como forma retribuição por tê-las escolhido como esposas. Todas queriam uma vida melhor do que a viviam.

Muitas mulheres ainda eram chamadas de bruxas e condenadas por isso. Geralmente essas mulheres pertenciam às classes mais pobres e eram condenadas por crimes sexuais, acusadas de enfeitiçarem e seduzirem os homens, especialmente pelo clero.

Uma coisa havia mudado em termos: a educação dos filhos que passou a ser responsabilidade única e exclusiva das mães. Por que “em termos”? Porque a orientação dessa educação deveria seguir os padrões da época, do lugar e do sexo dos filhos. Os meninos deviam ser preparados para lidarem com as questões cotidianas e de como enfrentar o mundo, ou seja, para os negócios da família. Já as meninas eram preparadas para cuidar das obrigações e tarefas domésticas e de como deveriam se apresentar nas diferentes ocasiões.

A vida dessas mulheres continuava não sendo fácil. Continuavam casando cedo e com homens mais velhos indicados pelos pais. Mas era ainda pior para as mulheres das classes mais pobres. Casavam-se entre 10 e 12 anos e com homens bem mais velhos, também indicados por seus pais. O sonho dessas meninas era o de sair da miséria em que viviam e desfrutarem uma vida mais tranquila. Algumas até sonhavam em conseguir juntar algum dinheiro para suas velhices.

Na alta sociedade, as tarefas das esposas eram: cuidar do marido, zelar pela educação dos filhos, administrar a casa e as propriedades com ajuda dos feitores e agentes.

Mas, para muitas moças pobres, o sonho terminava em pesadelo, pois além das tarefas domésticas, do cuidado e educação dos filhos, dos cuidados com o marido, de ajudar nos negócios deste, ainda tinham que trabalhar fora para garantir o seu sustento e o da família. Trabalhavam onde podiam: numa quinta leiteira fazendo queijo e manteiga por ser próximo da sua moradia ou por ser a única coisa que sabiam fazer. E ganhavam pouco por esse trabalho.


Outras se aventuravam nos grandes centros urbanos para buscarem trabalho, no entanto, dependiam do conhecimento e do contato que suas famílias ou marido mantinham com os comerciantes locais.

Boa parte delas, por causa dos contatos, trabalhavam como: criadas, cozinheiras, ajudantes de cozinha, lavadeiras, criadas de quarto, damas de companhia em casas de famílias mais abastadas. Embora o desejo fosse o de subir na hierarquia dos serviços domésticos, era bastante difícil e nem sempre conseguiram porque as tarefas femininas eram sempre as de nível mais baixo. E continuavam ganhando pouco.

Ricas ou pobres ainda cuidavam dos pobres, dos doentes e dos idosos porque tinham “doçura, compaixão e amor maternal”.

Como mães deviam cuidar dos filhos, alimentá-los, vesti-los e mantê-los limpos e bem apresentáveis (para os padrões da época). A amamentação com o leite materno ia até os dois anos. E ainda eram responsabilizadas pelas doenças (mesmo as infantis), pelas deformidades no nascimento, pela morte prematura, ou pelo desvio de caráter dos filhos já crescidos. Naquela época, as doenças e as mortes prematuras de bebês e de crianças pequenas, fosse lá qual fosse o motivo, tudo era diagnosticado como “sufocação”.

Só para se ter uma ideia, um ensaísta publicara o seguinte pensamento: “Uma mulher é uma filha, uma irmã, uma esposa e uma mãe: um mero apêndice da raça humana”.

Mas tudo começa a mudar no início do século XVIII.

terça-feira, 5 de junho de 2018

MAIS UMA DAS IGREJAS MEDIEVAIS


Disse Igrejas (no plural) no título desta postagem, porque neste ponto da história, existem duas Igrejas disputando para quem seria a mais poderosa. De um lado a Igreja Católica, já estruturada há séculos e sempre querendo ser a mais poderosa que em outras épocas. De outro lado, a Igreja Protestante (fundada por Martinho Lutero) e seus seguidores que queria se afirmar como religião e ser tão importante quanto a primeira.


A principal rivalidade entre elas, não estavam nos dogmas. Mas nas atitudes como cada uma pensava e agia diante dos diferentes assuntos do cotidiano. Por exemplo, a Igreja Católica pregava o celibato dos monges. Já na Igreja Protestante o celibato estava extinto.

Apesar da imposição da Igreja em toda a Europa, homens e mulheres mantinham uma certa liberdade sexual, principalmente na nobreza e nas classes sociais mais ricas. O sexo era visto como um desejo natural dos humanos, portanto, não era “pecado”, nem “algo a ser proibido”, nem estava ligado a “práticas ou rituais demoníacos”. No entanto, as classes sociais mais baixas mantinham as relações sexuais somente após o casamento. Em alguns países europeus, como por exemplo a França, os municípios davam a maior força para a manutenção dos bordéis. 


Porém, devido a uma epidemia de sífilis, ocorrida no final dos anos de 1500 (século XVI), os bordéis ficaram mau vistos. E os maiores críticos dos bordéis foram: as reformas religiosas protestantes, a preocupação da Igreja Católica em não perder o poder que sempre teve e do início da formação dos primeiros reinos absolutistas.

Quando a caçada às bruxas terminou, as Igrejas católicas e protestantes precisavam de um motivo para se manterem no poder. As primeiras, para manterem suas conquistas e as segundas, para se firmarem. Os reis absolutistas agradavam a ambas para conseguirem aliados para seus intentos. Portanto, a epidemia veio a calhar. E a sexualidade foi um verdadeiro “prato cheio” para suas intenções.


Católicos e protestantes se uniram e se apressaram em escrever um documento sobre o assunto: o MALLEUS MALEFICARUM. Segundo esse documento, composto de vários artigos, os cleros de ambas as Igrejas explicavam o seguinte:

a) Que Deus permitia que o demônio fizesse muito mal aos homens com a finalidade de arrebanhar o máximo de almas possíveis.


b) E que esse mal era feito por meio do corpo, onde o demônio tinha, como único acesso, à alma dos viventes. Sendo assim, o espirito era governado por Deus e a vontade era governada pelos anjos.  O corpo era governado pelas estrelas. E como as estrelas eram inferiores a vontade e ao espírito, ao demônio só lhe restava o corpo para atingir a alma.

c) Para dominar o corpo, o demônio se valia dos atos sexuais, apropriando-se do corpo e da alma dos homens. Afirmavam ainda que o pecado original cometido por Adão e Eva fora causado pela sexualidade, que era o ponto mais vulnerável de todos os homens.

d) Que a sexualidade estava diretamente ligada às mulheres e, por isso mesmo, serviam de agentes do demônio por terem mais conivência com ele. E que Eva, tendo saído de uma costela torta de Adão, “nenhuma mulher poderia ter uma conduta reta”.

e) Que a primeira e a mais importante característica das mulheres era a de “copular com o demônio”. Portanto, Satanás era o “senhor dos prazeres carnais”. Por isso, como faziam as feiticeiras, as mulheres eram capazes de desencadear inúmeros males aos homens, tais como: a impotência masculina, as paixões desenfreadas, os abortos, além da oferenda de crianças ao demônio, estragos na colheita e doenças nos animais.

f) Que o prazer sexual praticado pelas mulheres (novas bruxas) era um pecado não só contra os homens, mas também contra Deus e o próprio Cristo. Portanto, um crime hediondo e imperdoável, passível de tortura e morte para o resgate de suas almas.

Diante de tal documento, os reis absolutistas passaram a passaram a criar leis que puniam com mais rigor os casais que sentissem prazer nas relações sexuais. Alegavam ainda, que quem denunciassem o companheiro (a) teria sua pena reduzida como uma forma de vigilância dos costumes.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A GRANDE MUDANÇA


Desde os primórdios da humanidade, os banhos nunca foram diários. Os povos nômades precisavam de um rio e tempo quente para se banharem. Na antiguidade, com a formação das cidades e a aproximação das pessoas a higiene melhorou um pouco e os banhos passaram a ser públicos e semanais. 

E foi assim por muito tempo. Mas, um fato sério ocorreu na Idade Média, a partir do século XIV.

A Europa foi assolada por uma pandemia durou por volta de 50 anos. A peste bubônica (ou peste negra, como ficou conhecida) não escolhia ninguém para atacar. Ricos e pobres, nobres e plebeus estavam sob a mira da peste.

Sem saberem mais o que fazer para dar um fim a esta pandemia, os médicos culparam a água de ser o agente transmissor dos efeitos nocivos da doença que assolavam as populações. Diziam que os corpos molhados pelos banhos quentes ou mornos abriam os poros, facilitando a entrada dos bacilos transmissores. E recomendavam que os banhos fossem evitados.


Isto se tornou num grave problema para a aristocracia e classes mais abastadas. Para resolver este problema, os aristocratas inventaram uma forma de driblar a sujeira corporal e manter a boa aparência sem usar a água.  A solução foi misturar algumas ervas. E inventaram os cosméticos que eram usados no rosto, colo e mãos.
Com a sujeira provocada pela falta de banho, os cabelos viviam infestados por piolhos e eram escondidos pelo uso de perucas. Para evitarem as famosas “coceiras” passavam desinfetantes e purificadores. O povo, infelizmente, se acostumou com a sujeira. E este costume permaneceu por uns três séculos após a pandemia ter sido debelada.

Com a rebeldia das mulheres com relação a amamentação, elas também se rebelaram contra a sujeira corporal. Passaram a cuidar do corpo, dos cabelos, das roupas e do ambiente. Nascia uma nova mulher e com ela, uma revolução nos costumes.

Com a chegada da nova era, uma nova concepção de corpo e de seus cuidados foi criada. Foi uma verdadeira revolução dos costumes, não só do corpo, mas do ambiente também. Cresceu o interesse pelo banho semanal e pela troca mais frequente das roupas íntimas. Surge, então, os cuidados (quase obsessivos) com o corpo e com o ambiente. E estes costumes passaram a ser fundamentais.


Até este momento, a beleza natural era o que definia uma pessoa da outra. A partir do século XVII, surge o primeiro padrão de beleza reconhecido mundialmente. Ser bonita era ter um corpo roliço, formas suaves, quadris largo e seios fartos conquistados com boa alimentação, possuir uma gordura saudável que, aliás, era atributo dos mais abastados. A pele devia ser branca, tida como símbolo de pureza, de castidade, de feminilidade.
A magreza, as peles mais escurecidas pelo sol, marcas de cicatrizes na pele do rosto eram sinônimos de feiura, de pouco saudável, sinal de pobreza e de descuido. Esse modelo de beleza física e feminina era espelhado no Renascimento. Assim, todas as mulheres daquela época queriam ou se esforçavam para serem belas e mostrarem-se com ares saudáveis para se encaixarem dentro.

O uso de pinturas faciais e o uso de cremes ajudava nessa diferenciação entre as próprias mulheres, deixando evidente o gosto e a personalidade de cada uma. E a partir de então, as mulheres passaram a ser “escravas” dos padrões de beleza. Não mediam esforços, nem sacrifícios para serem consideradas belas. Por exemplo, ficavam várias horas ao sol com o rosto, colo e braços cobertos para clarear os cabelos. Outras, arrancavam no todo ou em parte as sobrancelhas e os cílios, para desenhá-las mais finas com um lápis de carvão, porque os cílios e sobrancelhas grossas era considerado antiestético. As magras comiam loucamente para que ficassem mais roliças e as obesas, deixavam de comer. Todas queriam melhorar sua aparência e corrigir ou contornar os defeitos reais ou imaginários.


AJUDA OU PROBLEMA?
O uso dos cosméticos foi uma salvação e também um problema para as mulheres, principalmente, para as das classes mais pobres. As mais ricas encomendavam perfumes e cosméticos nos boticários (químicos da época). Mas as pobres não tinham dinheiro para isso e também queriam ser consideradas belas. E por que não?
As mulheres mais pobres faziam cremes caseiros. Misturavam uma porção de ervas e outras substâncias com elas faziam uma pasta. No entanto, usavam ervas ou substâncias, algumas nocivas, que reagiam quimicamente entre si ou em dosagens muito maiores que o indicado. O resultado eram queimaduras, sérias alergias, cicatrizes feias, manchas nos dentes etc. E o que era para ficar bonito, acabava ficando feio e, muitas vezes, para sempre.

Lógico que a Igreja e a Medicina interferiram novamente. A Medicina afirmava que a maquilagem “tirava a humanidade do rosto das mulheres”. E a Igreja afirmava de que as mulheres ficavam “irreconhecíveis aos olhos de Deus”. Para explicar o despreparo nas misturas de substâncias e a necessidade de se sentirem belas, a Igreja passou a afirmar que “estas misturas eram coisas diabólicas e preparadas com rituais de feitiçaria”, por isso, em vez de embelezar marcavam as mulheres com a feiúra. Por isso, conhecemos as bruxas desta forma:


Outra mudança radical se refere ao vestuário. Se desde os primórdios o vestuário femininos eram muito parecidos. Agora as vestes passavam a valorizar os contornos femininos. A partir deste momento, as mulheres passam a se vestir para agradar a si mesmas. Outra forma de rebeldia ou formação da autoestima? Quem sabe? O fato é que a vaidade feminina fora despertada. E mais uma vez, as mulheres se tornam “escravas” dos modismos. As mulheres passaram a se vestir com mais elaboração e cuidado embora houvesse um padrão a ser seguido e que era respeitado por todas.


Essas mudança vão além da beleza física e da moda. Ela atingiu também o comportamento feminino e a maneira de pensar das sociedades. Como comportamento, o fato de se sentirem belas refinou os gestos e os movimentos que passaram a ser mais leves, delicados e harmoniosos. O que era visto com “encantamento ou feitiçaria” contra a população masculina.

fonte: imagens Google

segunda-feira, 21 de maio de 2018

UMA NOVA FORMA DE HERESIA

Indiano pedindo graças divinas

Desde as épocas mais remotas, os seres humanos tentaram controlar a natureza de alguma maneira. Para esse controle faziam rituais a um Ser Divino (fosse ele qual fosse) onde pediam a essa divindade que os ajudasse, como parar de chover ou que chovesse quando o tempo estava muito seco, que a colheita fosse farta etc. A magia estava entre esses rituais e esteve presente em várias partes do mundo e sendo aceita e respeitada por muitos séculos.


Ìndio Kaiapo e o fogo sagrado

Porém, no gelado norte europeu, vivia um povo pacífico e dado a questões intelectuais, mas que não fugia da luta quando se fazia necessário. Esse povo eram os Celtas.
Território Celta

Seus domínios eram vastos e compreendia a região onde hoje é a Irlanda, a Inglaterra, o País de Gales e a Escócia. Um povo que valorizava e respeitava muito as mulheres fossem como mães, esposas, guerreiras ou assumindo papéis de destaque na sociedade como, por exemplo, Sacerdotisas. Por isso, diferente da maioria dos povos europeus, tinham uma sociedade matriarcal. Ou seja, uma sociedade onde homens e mulheres tinham os mesmos direitos, inclusive em caso de defesa do seu território homens e mulheres lutavam lado a lado e com a mesma bravura.


 
As três fases da Grande Mãe Celta: a Virgem, a Mãe e a  Velha Sábia.

Como religião, praticavam um culto dedicado à Grande Mãe, que consideravam como o “útero da criação”. Essa deusa era representada simbolicamente pela Lua. Acreditavam que em suas fases, a Lua ou a Grande Mãe, guardava os segredos e mistérios da energia e da intuição feminina. Para os Celtas, a Lua Crescente era a personificação da Virgem, por ser jovial, alegre e deslumbrante como todas as jovens são. A Lua Cheia era a personificação da Mãe, por ser meiga, gentil e carinhosa. A  Lua Minguante, era a personificação de uma Velha Sábia por ser poderosa, firme, conselheira e conhecedora das ervas que curavam todos os males do corpo e da alma. A Lua Nova, mais escura, o tempo do luto, do recolhimento e do autoconhecimento. 


Cornífero

Como deus solar, masculino, corajoso, que trazia o pensamento lógico, a fertilidade, a saúde e a alegria cultuavam a CORNÍFERO. E ambos, reinavam no campo espiritual para completar os ciclos da natureza.


Rituais de magia

No culto a esses deuses, realizavam rituais de magia baseados no universo da imaginação popular. Preparavam grandes porções de infusão de ervas curativas que eram usadas se... e quando alguém precisasse. Esses remédios eram preparados e passados de geração a geração pelas mulheres mais velhas e em noites de Lua Cheia.

Os Druídas

Os druidas, a elite intelectual entre as tribos Celtas, resolveu que deveria controlar todas as tribos e transformar a sociedade matriarcal em patriarcal, como acontecia no restante da Europa. Houve muitos desentendimentos entre as tribos e por causa disto, acabaram enfraquecidas. Dessa maneira, os Druidas conseguem expulsar os seus contrários e dominar seus aliados.

Ao deixarem suas terras, o povo se espalham por toda a Europa. Algumas tribos ocupam o sudoeste da Itália e a região da Britânia, na França, enquanto outros vão para outros lugares. E nessa mudança, levam consigo sua cultura e suas tradições. E por quase dois mil anos, viveram em paz e em perfeita harmonia com os habitantes de todos os lugares onde fincaram raízes.


Preparo de poções medicinais

Na época das grandes epidemias, as anciãs celtas eram procuradas devido aos conhecimentos de anatomia que possuíam e dos remédios que faziam. Foram enfermeiras, parteiras e conselheiras dos camponeses pobres que não podiam pagar um “profissional habilitado”. Essa prática era chamada de WICCA.


Inquisidores da Igreja

Mas quando o Tribunal da Santa Inquisição foi instituído, o clero que, até então não se manifestava contra as práticas mágicas dos descendentes celtas, resolveu incluir suas práticas como heresia.

Para influenciarem o povo, mais uma vez criaram uma imagem deturpada do que realmente acontecia. Era uma propaganda contra os descendentes celtas, acusando as anciãs de praticarem “rituais de bruxaria”. Mais tarde, já eram as mulheres adultas e jovens numa ação verdadeiramente xenofóbica. Eram presas, culpadas sem julgamento e condenadas a morrer na fogueira em praça pública. Milhares eram condenados e queimados durante o ano.



Não satisfeitos, solteironas, viúvas, qualquer mulher que não dependesse economicamente de um homem, pessoas doentes, deficientes físicos, doentes mentais ou apenas por suspeita sem fundamento, eram condenados e mortos na fogueira. As falsas denúncias eram, geralmente, feitas por pessoas que tinham alguma desavença, indicadas por algum inquisidor ou por um inquisidor que tinha como objetivo ficar com os bens da pessoa denunciada. Há registros de que depois de mortos os bens eram divididos entre os inquisidores. Comprova-se ainda que o clero, além de manipulador de dados, fatos e sociedades inteiras, de corromper de acordo com seus interesses, de serem corrupto e machistas, eram também misogênico, xenofóbico, preconceituosos, discriminatórios e avarentos. E assim se passaram muitos séculos.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

OS REFLEXOS DA MISOGINIA (cont).

5- O PATER FAMÍLIAS

Um novo código governamental fez com que as mulheres tivessem um novo golpe em sua liberdade: o PATER FAMÍLIAS. Por esse código, os homens se tornavam definitivamente o “chefe do lar”.

De modo simplificado, ser o “chefe do lar” significava que as mulheres e filhos passavam a ser propriedade dos pais ou dos maridos e que eles tinham pleno poder sobre a vida ou a morte das mulheres e dos filhos, caso cometessem uma falta grave.

O pater famílias também aumentou a idade da maioridade dos filhos de de 17 para 25 anos. Com esse aumento da maioridade, os filhos e filhas ficavam mais tempo sob a influência dos pais.

O pai ou os maridos administravam tudo (do andamento da casa, da educação e dos bens familiares), cabendo às esposas a obediência das ordens do marido.

No século XVI, em 1593, por um DECRETO DO PARLAMENTO FRANCÊS, as mulheres francesas perderam o direito opinar, de dirigir negócios ou instituições e de participar da política local. Como obrigações sociais, as mulheres voltavam a condição de serviçais dos maridos, da casa e dos filhos. Vale lembrar que naquela época, o que acontecia num país era copiado por todos os outros países.

6-  A MEDICINA

A Medicina também contribuiu para a desvalorização das mulheres. Ao longo dos tempos, sempre houve quem cuidasse dos doentes, que conhecessem ervas naturais que agiam como remédios etc.


Qualquer doença, mesmo as mais simples como uma febre ou dor de garganta, era curada com as famosas “sangrias”, ou seja, deixava-se o sangue escorrer do corpo por meio de um corpo numa das veias do braço. Isto porque os conhecimentos sobre os corpos humanos e de alguns sintomas eram muito pequenos. Conhecia-se pouco o corpo humano por dentro. E os estudos feitos até então, eram realizados com cadáveres. Portanto, não conheciam o funcionamento dos órgãos. E somente eram permitidas as dissecações em corpos masculinos, retratados pinturas de pintores  famosos.

 Portanto, não conheciam os corpos ou os órgãos femininos. Tanto a Medicina como a Igreja acreditavam que os corpos femininos eram obscuros, enigmáticos e cheios de mistérios no qual Deus e o Diabo tentavam conquistá-lo. Daí ,a proibição da dissecação.

Do corpo feminino, os médicos conheciam apenas a “madre”, nome dado ao órgão que gerava a vida humana, ou seja, ao útero (como é conhecido hoje). Para eles, a madre era um receptáculo sagrado com a função da procriação. Um lugar onde Deus fazia frutificar a vida que o homem colocava na mulher. No entanto, por serem frágeis e vulneráveis às ações demoníacas e por não poderem gerar sem a participação do homem, as mulheres estavam sujeitas a várias doenças como a angústia, a histeria, a loucura, a ninfomania.


7- A HERESIA

No final da Idade Média Clássica e na etapa seguinte, a Igreja Medieval se reergueu novamente e se firmou como uma grande e influente instituição. A autoridade do Papa e de seus representantes voltou a ser indiscutível e suas decisões eram aceitas, apoiadas e rapidamente aplicadas pela sociedade masculina. 

Arquitetonicamente, as Igrejas Medievais eram belíssimas. Por dentro, enfeites nas paredes e altares, candelabros e instrumentos religiosos feitos em ouro maciço. Pura ostentação de seu poder. 

Assim como a misoginia nada tinha a ver com as práticas religiosas ou da doutrina cristã, o reerguimento da Igreja também não tinha. O motivo dessa “volta por cima” da Igreja estava baseado nos interesses particulares dos membros da Igreja, que era o de conseguir o maior número de terras e riquezas possíveis. E para isso, precisavam arrebanhar e influenciar o maior número de pessoas que colaborassem nessa conquista, por meio de doação de privilégios.

Mas, mesmo com toda a diplomacia do clero, uma parte da população arrebanhada, passou a desconfiar e a discutir os propósitos pelos quais a Igreja ficava cada vez mais rica, enquanto a população ficava cada vez mais pobre. A população vivia de modo miserável mesmo.

A Igreja percebeu isso e passou a usar uma prática chamada HERESIA, ou seja, é quando uma pessoa (ou um grupo) expressa uma ideia contrária sobre a doutrina. Mas não era isso que estava acontecendo. As pessoas não estavam contra a doutrina, mas a forma como a Igreja vinha acumulando suas riquezas.

Para evitar que o povo não se manifestasse contra o que a Igreja estava fazendo, os chefes da Igreja mandavam prender essas pessoas. As cadeias estavam ficando lotadas e as pessoas continuavam criticando. Sinal que somente a prisão não estava surtindo efeito. Os padres então permitiram que os presos fossem torturados para servir de lição aos outros. Depois os soltavam. Mas também não resolveu.

Era preciso uma atitude decisiva, que impusesse medo e respeito indiscutível à Igreja. Então, o Papa e seus representantes resolveram criar uma espécie de tribunal para julgar esses casos. E esse tribunal foi chamado de “Santa Inquisição”.


Esse tribunal, formado por bispos, arcebispos e duas ou três pessoas influentes da Igreja (claro), que percorreria toda a Europa quando alguém era denunciado e sua função era a de investigar, julgar e punir os culpados.

Mas não era isso o que ocorria. Mesmo se declarando inocência e explicando com todas as letras os motivos pelos quais não deviam estar presos, as palavras do preso eram deturpadas ou modificadas a favor da Igreja. Isto quando o sujeito tinha a chance de se explicar.

Algumas das muitas formas de tortura aplicadas aos hereges.



Muitos sofreram tantas torturas que confessavam qualquer coisa, apenas para se livrarem das dores. Outros tantos, mesmo confessando-se inocentes eram julgados porque inventavam provas ou por qualquer outra coisa. Ninguém saia livre desse tribunal. E a punição era sempre o confisco dos bens e a morte do denunciado.
E desta vez, o povo ficou com medo. Claro, não é mesmo? E as práticas da heresia continuavam fazendo novas vítimas, agora, como norma da Igreja.


Essa prática chegou a tal ponto, que bastava um pequeno deslize (por exemplo, fazer um chá de uma erva desconhecida pela maioria e dada a um doente) ou uma conduta incompreendida (como dar de comer ou recolher um gato preto ou tê-los como animais de estimação) para que homens e mulheres fossem denunciados hereges por familiares, vizinhos ou pessoas amigas. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

OS REFLEXOS DA MISOGINIA

Após a Igreja ter espalhado o falso documento religioso sobre como as mulheres deviam ser vistas, a população masculina ficou muito satisfeita. O sentimento de serem “seres perfeitos”, obras-primas da natureza criada por Deus, subiu à cabeça da população masculina da época.  E o que antes já não era bom para as mulheres, ficou ainda pior.

Os governos machistas criaram uma nova lei de conduta: o CORPUS JURIS CIVILIS ou CÓDIGO JUSTINIANO I. Essa lei modificou toda a estrutura social da Idade Média. E, logicamente, as mais afetadas por essa lei foram as mulheres, pois restringia a liberdade feminina ainda mais, fazendo com que as mulheres perdessem novamente seu espaço na sociedade. Em contrapartida, aumentava os direitos dos homens. Na verdade, essa lei foi uma volta ao tempo dos romanos que viam as mulheres como um “nada”, e que serviam apenas para cuidar da casa e satisfazer os desejos sexuais dos maridos.

 Essa lei trouxe várias consequências:

1- NO AMBIENTE FAMILIAR

Embora todas as mulheres fossem atingidas ela misoginia, havia diferenças no comportamento familiar da elite e da plebe.


A elite ainda mantinha certos privilégios. O seleto grupo doméstico fazia questão de marcar a separação entre homens e mulheres. Os encontros entre eles tinham uma única finalidade: a procriação. Haviam outros encontros no ambiente, mas com propósitos diferentes (festejar datas religiosas ou do reino).

Com essa lei, os homens encontravam uma forma de delimitar os espaços de cada um dentro da casa e de refinar a vigilância sobre as mulheres e sobre a sua “pureza”. Enfim, o comportamento feminino dependia essencialmente das mulheres.


O quarto era para elas um lugar de liberdade e de prisão ao mesmo tempo. Prisão porque permaneciam nele por um bom tempo, já que não era permitido o trânsito pelos corredores e outras dependências a elas. De liberdade porque ali podiam fazer o que bem entendessem: trabalhar, estudar, bordar, costurar, ler, escrever, fazer enfeites para suas roupas ou para os cabelos. Cuidavam da higiene pessoal, descansavam, faziam as refeições e oravam. Podiam ter a companhia de outras mulheres ou ficarem sozinhas.

O cuidado pessoal era importante. Os cabelos, considerado como manto natural e um símbolo sexual, requeriam uma atenção a mais porque definiam o grau de “pertencimento” de cada mulher, ou seja, grau de submissão ao pai ou ao marido. Em resumo, os cabelos definiam se as mulheres eram solteiras, casadas ou prostitutas.

 

Os cabelos soltos (por provocarem efeitos eróticos na população masculina) definiam as prostitutas. Os cabelos presos em uma ou várias tranças definiam as solteiras. E presos com tranças e escondidos por uma espécie de touca mostrava quem eram as casadas. Por isso, pentear e escovar os cabelos era uma tarefa reservada e somente podiam ser realizadas em seus aposentos.

Outro item importante eram as peças do vestuário. Os guarda-roupas das moças da elite eram repletos e variados por duas razões: para marcar sua posição social da família a que pertenciam ou para mostrar uma certa rebeldia (como uma libertação). Vestidos muito colados ao corpo, saias longas e amplas, decotes ousados, cintura bem marcada por um cinto ou cordão com fivela ou uma joia, feitos em tecidos luxuosos e caros definiam a origem elitista das moças.

Os passeios aos jardins das residências ou palácios para o “banho de sol” tinham horários marcados (de manhã ou no entardecer) para que o caminho percorrido por elas estivesse vazio.
As plebeias continuavam convivendo normalmente com suas famílias, seja ajudando nos afazeres da casa ou trabalhando fora de casa. Seu vestuário era simples e recatado. Mas os cuidados com os cabelos seguiam a elite.

2- NAS ESCOLAS E NOS ESTUDOS

Nos áureos tempos, quando as mulheres estavam assumindo novos papéis na sociedade, as famílias queriam que suas filhas fossem bem instruídas e progredissem na vida. Embora muita gente não aceitasse, as moças ricas ou pobres frequentavam as mesmas salas de aula que os rapazes ou a plebe, todos aprendiam as mesmas coisas: ler, escrever, contar e fazer cálculos básicos. Como as escolas eram particulares, evidentemente, as famílias mais pobres se esforçavam e faziam mais sacrifícios para manter as filhas estudando.


No entanto, por causa do documento manipulado pela Igreja e pelo CORPUS JURIS CIVILIS tudo mudou. Para não dar na vista de pronto, começaram por separar as escolas, ou seja, passando a haver escolas só para rapazes e outras, só para moças. As escolas para rapazes continuavam ensinando normalmente ou incluindo novos cursos.

Porém, grandes mudanças ocorreram nas escolas para as moças. A primeira delas foi a separação entre moças da elite e da plebe. A segunda e mais importante, ocorreu na grade curricular, ou seja, no que as moças aprendiam.


As moças de famílias nobres ou da classe mais abastada aprendiam a leitura e a escrita na língua natal e em latim, hebraico e grego, contagem e cálculos básicos, ensino religioso (onde aprendiam os princípios morais da fé cristã), com a justificativa de que suas responsabilidades sociais assim exigiam. Além disso, também havia a preparação para o casamento onde aprendiam sobre as responsabilidades conjugais, o cuidado com os filhos e a compreensão de suas responsabilidades sociais.

Já as moças da plebe aprendiam a realização das tarefas domésticas, os cuidados com o marido e com os filhos, costura, bordado entre outras habilidades manuais e que poderiam se transformar num ofício caso fosse necessário.

A terceira mudança ocorreu no preço cobrado pelas escolas. As escolas passaram a cobrar mais caro os cursos para as moças da plebe. O intuito era o de fazer com que elas desistissem dos estudos por falta de recursos.
E conseguiram esse intento. Uma grande parte dessas moças voltaram a trabalhar na lavoura, no comércio ou como operárias nas indústrias que começavam a se instalar.

3- NO TRABALHO

A maioria das moças da plebe trabalhava fora de casa. Plantavam nas lavouras. Comerciavam de produtos cultivados em pequenas hortas caseiras e vendidas nas feiras. Ou trabalhavam como operárias nas pequenas indústrias.


Fosse qual fosse o tipo de trabalho que as moças da plebe realizavam, começava muito cedo e não tinham um horário determinado para encerrá-lo. Muitas vezes, após um dia exaustivo de trabalho, meninas, moças e mulheres ainda realizavam as tarefas caseiras.

Mesmo assim, viviam com muitas dificuldades financeiras. Outras, porém, levavam uma vida de miséria extrema.

4- NA VIOLÊNCIA

A prostituição sempre foi era uma forma de marginalizar a mulher. Agora de afirmar e confirmar o que a Igreja pregava com seu falso documento.


Convivendo com vários tipos de pessoas diariamente, as meninas e moças da plebe eram constantemente assediadas sexualmente ou sofriam com estupros dentro ou fora de casa. Mas não se queixar, pois não havia onde ou com quem reclamar.

E quando o faziam, a culpa do ocorrido sempre recaía sobre a vítima devido a “imperfeição” das mulheres. Por causa dessa violência, 50% das meninas e moças entre 15 e 17 anos entravam na prostituição. Outras 35% delas, que conviviam num ambiente familiar de miséria total por não conseguirem um trabalho remunerado e vivendo da caridade pública, buscavam na prostituição uma forma de melhorar de vida. E apenas 15% delas, entravam na prostituição por iniciativa própria, com o objetivo de encontrarem um marido de posses ou para lhes arrancar uma boa quantia de dinheiro. 
continua...