OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


Inglaterra, século XVIII, dá-se a “REVOLUÇÃO INDUSTRIAL”. Estudiosos, baseados no desenvolvimento das máquinas, afirmam que essa revolução se deu em três etapas. A primeira aconteceu da seguinte maneira:

Naquela época, as pessoas tinham o seu ganha pão no trabalho manual, fosse ele agrícola, pecuário ou no artesanato. Ganhar mais ou ganhar menos dependia exclusivamente da disposição e do interesse de cada um. E quanto mais trabalhassem, mais ganhariam e vice-versa. Era, portanto, um trabalho livre. Mas a necessidade de levar esses produtos (muitos deles perecíveis) para lugares mais distantes e abastecer esse mercado precisava ser cada vez mais rápido. Essa necessidade fez com que se desenvolvessem os motores a vapor, tanto para a produção ser maior, quanto para fazê-la chegar ao seu destino. E esses motores mudaram o rumo da história.

As máquinas movidas a vapor ajudavam os trabalhadores a produzir mais e com menos esforço físico. E isso era o que todo mundo queria. Mas, nem todos os trabalhadores tinham condições financeiras para comprar as tais máquinas. A solução era emprestar de alguém que as possuísse. No entanto, o proprietário cobrava pelo empréstimo, e não era barato. E enquanto o produtor ficava com pouco lucro, os proprietários das máquinas enriqueciam cada vez mais.
A sociedade se divide em duas classes: a classe dos patrões, que tinham as máquinas e as melhores condições de trabalho; e a classe dos “operários”, que apenas operavam as máquinas. E foi assim que surgiram as primeiras indústrias. Por isso, muitos trabalhadores deixaram de trabalhar por conta própria e para trabalharem nas indústrias.
A segunda etapa, ocorre no final do século XIX, com a descoberta da eletricidade e sua aplicação sobre os motores que deixavam de ser a vapor para se tornarem motores elétricos ou de explosão, garantindo maior produtividade e mais rapidez na produção. Mesmo com a novidade e a troca das máquinas que ficavam obsoletas, os patrões continuavam ricos e os operários continuavam pobres do mesmo jeito.

A relação entre patrões e empregados nunca foi tranquila e pacífica. Os trabalhadores sempre se sentiram explorados e sempre lutaram para melhores condições de trabalho e de vida. Sempre acharam que trabalhavam muito e ganhavam pouco porque tinham hora para entrar no serviço, mas não tinham hora para terminar o expediente. E sempre fizeram greves para reivindicar melhores salários. No entanto, nunca tiveram um apoio legal, embora também lutassem por isso.

A I Guerra Mundial (1910 a 1914) trouxe um certo desenvolvimento. As indústrias de armamentos, de víveres e de remédios decolam em suas produções. Como os homens estavam lutando, os operários passam a ser mulheres. Eram mães, esposas, filhas e namoradas dos soldados que partiram em defesa dos ideais de liberdade. E elas trabalharam duro, sem horário de termino de sua jornada. Mostraram que eram valentes, responsáveis e capazes de produzir tanto quanto os homens. 

Passada a guerra, as mulheres e homens voltaram ao trabalho. Mas, elas sempre ganhavam menos que eles. Em 1918, nos Estados Unidos, um incêndio numa fábrica matou muitas operárias. Só então, empresários e governos começaram a pensar em uma legislação trabalhista e de segurança no trabalho.
Mas algumas décadas depois tem início após a II Guerra Mundial (de 1945 em diante), quando acontece a automatização por meio de aparelhos eletrônicos. E foi a época em que as indústrias se desenvolveram mais em toda a sua trajetória histórica.

A terceira etapa ocorre após a II Guerra Mundial. Todas as guerras sempre abalam o mundo. Mas, esta em especial, trouxe um desenvolvimento de forma inigualável. Nunca houve um desenvolvimento tão grande das máquinas como nessa época. Em 5 anos de guerra, o mundo produziu conhecimentos numa velocidade jamais ocorrida em toda a história da humanidade. E as indústrias investiram pesado nesses conhecimentos e na sua aplicação prática.

A princípio, porque os soldados necessitavam de uniformes, apetrechos de sobrevivência (cantis, cintos, sapatos, remédios, alimentos, etc) e armas leves e pesadas (canhões, aviões, lança-chamas, bazucas, misseis etc) e munições de todos os tipos e tamanhos. Novas indústrias foram montadas especialmente para suprir as necessidades de guerra. Depois, E a população que permanecia também precisava sobreviver.

Durante a guerra, mulheres e idosos voltam ao trabalho nas indústrias. Dão duro e trabalharam muitas horas a mais do que deveriam porque, afinal, era preciso.  Quando ela terminou havia destruição por todos os lados. Muita gente morreu e inúmeros voltavam mutilados. Era urgente a reconstrução de cidades inteiras em quase toda a Europa, mas os países estavam sem recursos por investimentos e dependiam de cada membro de sua população e da ajuda dos países aliados. 


As indústrias e seus empresários estão mais ricos do que quando a guerra começou. Por outro lado, os países e suas populações estavam mais pobres que nunca. Mas ainda assim, patrões e operários dependiam um do outro. As indústrias precisavam da produção cada vez mais e os operários, precisavam garantir sua sobrevivência. Foi um tempo muito difícil.
Continua na próxima postagem

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O TRABALHO E O REGIME CAPITALISTA


No correr dos séculos XVI e XVII, iniciaram-se as grandes viagens, com a elas a descoberta de novos caminhos marítimos e novas terras. Foi uma época de muita evolução nos conhecimentos técnicos e científicos.



Os homens daquela época, conheciam o mundo de maneira diferente. Para eles, o mundo correspondia ás terras que conheciam por ouvirem dizer ou por terem estado lá. Alguns sábios fizeram estudos sobre novas terras, mas acabavam sendo presos porque ninguém acreditava. Porém com o início das navegações tudo mudou. Por isso, as navegações marcaram a passagem da idade Média para a Idade Moderna.


É, portanto, no início da Era Moderna que as relações comerciais de produtos in natura (como as especiarias) e de produção (como os tecidos) foram se estabelecendo entre a Europa e as novas terras recém-descobertas. E é, justamente neste momento que um novo regime sociopolítico e com objetivos econômicos mais de acordo com que os ideais de liberdade, fraternidade e igualdade começaram a se tornar uma prática concreta e real.

Surgem, então, as primeiras indústrias por toda a Europa. Como precisavam de mão-de-obra, os burgueses eram os candidatos perfeitos. Os burgueses sonhavam com a liberdade, melhorias de condições e mudança de status. E com isto surge uma nova ordem social: o capitalismo.


A propaganda do capitalismo apregoava objetivos que iam de encontro com o sonho da burguesia. E com isso, o o capitalismo se desenvolve a todo vapor.
O sucesso do novo regime também promove uma revolução: a Revolução Industrial, baseada no aumento da produção material e no rendimento sobre o trabalho realizado. Dessa forma, que se empenhasse mais ganhava mais e isto beneficiava a todas as classes sociais. Parecia a maravilha das maravilhas e conquistava todas as classes sociais.


E o capitalismo se desenvolve a todo vapor. Os trabalhadores passaram a se dedicar cada vez mais, chegando a trabalharem 18 horas diárias em 1840, na França.
E como tudo o que é bom sempre tem um “mas...” para atrapalhar, o capitalismo não foi aquilo que todos pretendiam. A realidade mostrava-se outra por causa da desigualdade social em detrimento do pessoal. Isto porque as metas sociais a serem alcançadas eram sempre muito maiores que as estipuladas para os trabalhadores, ou seja, quanto mais trabalhavam para atingir a meta social, continuavam recebendo o mesmo salário. Em virtude dessa desigualdade percentual, surgia uma nova desigualdade: “riquezas” para poucos, e “pobreza” para a maioria dos trabalhadores.
A sociedade capitalista dividia-se em duas classes sociais distintas: a CLASSE CAPITALISTA (formada pelos burgueses mais ricos) que possuíam todos os meios e recursos para a produção e dominavam os negócios e a CLASSE DO PROLETARIADO ( formada pelos trabalhadores) que vendiam o seu trabalho em troca de salários, nem sempre condizente com o que necessitavam.


Está parecido com a vida de hoje? É que desde que foi instaurado este regime, ninguém pensou ou tentou mudá-lo. E é assim a quase dois milênios. Assim, gostando ou não desse regime econômico, vamos nos adaptando ás situações mais adversas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O TRABALHO NA IDADE MÉDIA

Chega a Idade Média e com ela um novo regime: o feudal. O feudalismo (do latim “feodum”) continha uma nova ordem econômica, política e social.

O feudalismo se diferenciava por possuir uma estrutura social: a realeza, a nobreza, os camponeses e os servos. O território pertencia ao rei que o distribuía em lotes de terras entre os nobres da corte. A finalidade desta distribuição era a de garantir apoio militar, fazendo-a prosperar ou não.

A maior parte da população era constituída pelos camponeses. Homens livres, pobres, sem terras para trabalhar e que arrendavam pequenos terrenos dos senhores feudais que lhe cobravam impostos altíssimos. Os senhores feudais não só possuíam o direito de escolha dos pretendentes como também de expulsá-los de suas terras se descumprissem o prometido. Portanto, os camponeses e seu trabalho dependiam exclusivamente dos senhores feudais.


Os camponeses também pagavam tributos aos senhores feudais, mas podiam dispor das terras como quisesse, seja na construção de lavouras ou de comércio de artesanatos. Podiam também comercializar os frutos do seu trabalho. Podiam trabalhar como empregados de comerciantes da região e não ser considerado como servo ou escravo.

Os servos eram pessoas semi-livres. Trabalhavam nas dependências dos castelos e fortalezas. Eram obrigados a servirem seus senhores. E se ganhassem a confiança dos senhores. podiam ganhar terras para trabalhar como herança ou herdado de seus anteriores, embora não perdessem a condição de servos. Não podiam pretender a chegar ao status de camponeses, embora muitos tivessem mantido suas terras. Mas, quando os senhores morriam, os herdeiros tinham o direito de tomar as terras de volta se desejassem e obrigá-los a voltar ás obrigações de servos.

Mas não era de graça toda essa bondade, pois tinham que pagar os altos impostos como os camponeses. E para cultivar a terra, os servos precisavam de ferramentas, moinhos, depósitos e currais. Como não tinham condição para ter isso pessoalmente, os senhores feudais emprestavam-nas e cobravam altas taxas.
Os servos podiam ser vendidos, comprados ou trocados com outros senhores, sem que fossem avisados previamente. Era, portanto, uma espécie de escravidão sem o uso dessa nomenclatura. A relação econômica entre os senhores feudais e os servos era antagônica e irreconciliável, pois não permitia que eles ascendessem socialmente e sofriam muita opressão.

Dessa forma, economicamente um dependia do outro, pois tudo dependia da terra. Mas também foi uma época em que o comércio com povos de lugares distantes e de além-mar estava em franco crescimento. E o desejo de galgar novos espaços no cenário social fez com que os camponeses mandassem seus filhos aprenderem uma outra profissão junto aos comerciantes locais. Estava assim criada a primeira escola com cunho profissionalizante. E com ela, surgem as raízes da burguesia.

Mesmo assim, os progressos para a classe popular (camponeses e comerciantes) era difícil e demoravam muito para ascender a um nível social mais alto. A falta de propriedade (importante para a época) era o grande empecilho. Poucos conseguiam tal façanha, por conseguir juntar algum dinheiro por conta da força do trabalho pessoal e/ou familiar. Mas, mesmo assim, não tinham prestígio e sofriam com a miséria de parentes e amigos, sofriam humilhações e ouviam desaforos por parte da nobreza, dos senhores feudais, dos homens da ciência (alquimistas), da classe artística e da Igreja. Mas nada disso os impedia de sonhar com prosperidade e de ascensão social. Queriam, na verdade, que a vida fosse igual para todos, que todos fossem livres para trabalhar e conquistar coisas.



Foi devido a esse sonho que foi se estruturando uma resistência. Camponeses pobres e remediados, comerciantes ricos (burguesia), soldados e servos juntaram-se com objetivos diferentes e terminaram fazendo uma grande revolução: a “Revolução Francesa”, que tinha como lema a luta pela liberdade, fraternidade e igualdade para todos. 



E com ela, reis e rainhas foram presos, condenados e decapitados.  Os senhores feudais perderam suas propriedades, foram presos e condenados por exploração popular e sistema de escravidão. Uns morreram, outros foram exilados. E o povo ganhou vez e voz numa revolução que influenciou o mundo todo.

sábado, 13 de agosto de 2016

O TRABALHO (parte 1)


No início da vida, a força muscular era o bastante para a sobrevivência de todos os animais. Até que uma espécie sofreu uma lenta e importante transformação física e neurológica, que culminou nos hominídeos. Estes, vivendo isoladamente de seus iguais, lutavam pela sua própria sobrevivência. Tinham como arma apenas a força bruta para enfrentar as ameaças dos animais e contra as intempéries da inóspita natureza. Porém, ao perceberam que trabalhando junto, tudo ficava mais fácil. Uma nova transformação entrou em ação: a inteligência. Não era uma Inteligência como a que conhecemos hoje, mas os primórdios dela. Por isso, a força bruta ainda era importante.

Foi por meio dessa inteligência rudimentar que faz com que alguém usasse uma pedra, um pau ou um osso que estava por perto para afugentar um animal. Ação que, com certeza, foi imitada por seus semelhantes, que provavelmente mostraram a outros e foi passando de geração a geração. E assim foi até um belo dia, perceberam que se distanciavam e em muito dos animais. E surgem os primeiros “seres humanos”. Essa distância se deve a uma evolução da inteligência e que nenhuma outra espécie jamais conseguiria desenvolver.


Com a inteligência, desenvolveram as capacidades para aprender, observar, imitar, criar e inventar coisas. E com essas capacidades surgiram outras e mais outras. Tudo lenta e progressivamente. Porém, das capacidades surgiram também as habilidades, de trabalhar com as mãos, de comunicar-se com os demais, de criar utensílios para as longas migrações para obter comida e água fresca. E o pau, a pedra e os ossos atirados com força para uma defesa de si próprio ou do grupo, foram pouco a pouco se transformado em machados, facas e lanças e, algumas gerações mais adiante, se transformaram em arcos e flechas.

No início, a alimentação era instintiva. Pegavam um fruto silvestre ou caçavam um animal somente quando sentiam fome. No entanto, quando se tornaram homens entenderam que não havia necessidade de ir para lugares desconhecidos. Podiam ficar num lugar que gostassem e que a natureza daria o que precisassem, bastava observar com a natureza agia. Perceberam também que se a natureza fazia a parte dela, o homem também deveria fazer a sua. E resolveram plantar e criar animais e conservar, cuidar o que conseguiam.

No começo, dormiam onde dava. Depois, enfrentaram as cavernas e  viveram em tendas que, mais tarde, se transformariam em casas bem mais seguras.

A descoberta do fogo, a invenção da escrita por meio de desenhos e a fixação na terra foram marcos importantes para a evolução da espécie humana. Tão importantes que o trabalho que faziam se tornou uma ação natural, inata e essencial aos humanos. E a partir de então, os humanos passaram a cuidar e explorar a lavoura, a pecuária, a construção de moradias, o artesanato de todas as formas que sabiam e podiam.





O TRABALHO NA ANTIGUIDADE



Mas, os humanos sempre tiveram a necessidade e o desejo de facilitar sua vida e o trabalho que fazia. Mas os desastres naturais sempre aconteciam e os obrigavam a dispor melhor de suas reservas para aguentar esses momentos. Estas ocasiões sempre fizeram com que os humanos melhorassem seus instrumentos e criavam novas formas e hábitos para o trabalho.

Nos primórdios da Idade Antiga, um dos hábitos para facilitar o trabalho foi o uso da escravidão. Naquela época, o homem ainda não tinha a preocupação com o social. Agia inconsciente e instintivamente fosse para preservar seu território ou defender sua aldeia.








Naquela época, era considerado especializado, o escravo que sabia plantar e cuidar das frutas, das verduras e legumes. A criação de aves como a galinha, o peru, o faisão era outra especialização e quem sabia ambos os trabalhos e suas técnicas eram muito valorizados. E forma eles que instituíram o trabalho dos hortifrutigranjeiros. Devemos a eles também a invenção e melhoria do arado com rodas e puxados por tração animal. 







O trabalho escravo permitia construções de vulto, como canais, represas, construção de navios e prédios maiores (construção de templos e palácios) sem que os homens livres tivessem que desenvolver nenhum esforço físico. E como o trabalho sempre foi uma necessidade humana, estes se dedicavam ás artes e ás ciências.




Com a falta de interesse de ambas as partes, os  escravocratas deixavam de confiar nos escravos, nem colocar em suas mãos instrumentos mais delicados ou dar-lhes funções mais específicas. 

Com isso, o desenvolvimento que conquistaram foi diminuindo. Por outro lado, os homens livres mais pobres se uniram aos escravos para uma revolução social, mesmo que, muitas vezes, não falassem a mesma língua, nem tivessem os mesmos hábitos e costumes, nem os mesmos conhecimentos. Porém, com uma consciência da situação muito baixa e objetivos diferentes, formavam uma massa tão grande e poderosa que fez o regime escravocrata cair por terra.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A ESCOLA E O TRABALHO


A escola ocupa um lugar fundamental na vida dos estudantes. Mas também é um momento crucial na vida deles, porque a transição não é tão fácil quanto se imagina. Não é fácil porque tem seu ápice nos papéis da vida e do mundo dos adultos.

Para a sociedade, essa passagem significa uma mudança nos comportamentos que cada indivíduo deve assumir enquanto adulto, para manter ou mudar sua situação na estratificação social. Mas, as mudanças no comportamento são as que trazem mais dificuldades para os jovens. Agir como adultos, numa fase complexa como a adolescência, parece ser algo impossível para eles. E compreender as responsabilidades que envolvem tudo isto ganha, para muitos, um aspecto aterrorizante.

O processo de transição da escola vem mudando a partir de meados do século passado. Essas mudanças foram se tornando cada vez mais significativas com o crescimento econômico do pós-guerra. Não só no que diz respeito à legislação trabalhista de cada país, mas principalmente, no mercado de trabalho. Antigamente, bastava que os indivíduos soubessem cumprir uma determinada função (conhecimento técnico-operacional). Mas nas últimas décadas o mercado vem exigindo, cada vez mais, que os trabalhadores se atualizem constantemente, sejam mais flexíveis e adaptáveis diante das novas demandas do trabalho. Além disso, o profissional tem que ter personalidade firme e colocá-la a disposição do trabalho que executa e da empresa.

Essas novas exigências aumentou a inquietação e a fragilidade dos jovens, enfrentadas no mercado de trabalho. Normalmente no primeiro emprego, o jovem não sabe o que deve fazer ou como agir dentro da empresa. Mas se o jovem não tiver boa qualificação a situação se agrava.


A competição pelo emprego é sempre uma desvantagem para os jovens. A falta de experiência, pouca ou nenhuma qualificação específica para determinados tipos de trabalho, dificulta e aumenta o desemprego. Fato que tem virado um problema social.

Por isso, o período de transição da escola para o trabalho está cada vez mais longo e mais diferenciado. Sair da escola ao final do Ensino Médio no Brasil, ou o equivalente em outros países, não é garantia de ingresso no mercado de trabalho. É melhor do que aquele que pára no Ensino Fundamental (no Brasil) ou do Ensino Básico (em outros países), mas não garante a conquista de um emprego. Estes cursos são, apenas, o início de uma longa caminhada a ser percorrida.

Estes cursos apenas mostram o mundo das áreas que os jovens poderão atuar e onde os conhecimentos são gerais e básicos. Por isto, estudamos várias disciplinas, como a língua pátria e as línguas estrangeiras na área da Ciência Comunicação; a matemática e a física, na área das Ciências Exatas; a biologia e ciências na área das Ciências Físicas e Biológicas; a história e a Geografia na área das Ciências Sociais e assim por diante.

É por meio desse contato que os estudantes vão sentindo e percebendo suas facilidades e dificuldades nas diferentes áreas do conhecimento humano e de atuação no mercado. Há quem prefira as Ciências Exatas, outros se dão melhor com a Comunicação, ou a área das Ciências Sociais ou, ainda, tenham predileção pela área das Ciências Biológicas.

E cada uma dessas áreas tem suas subdivisões e cada uma dessas subdivisões possuem um mundo a ser descortinado e descoberto. Como por exemplo, na área da biologia encontramos a Medicina, Enfermagem, Zoologia, Botânica, Biologia Marinha, o Magistério etc. E dentro de cada uma, as especializações. Identificar-se com o ramo ou a especialização de cada área depende do que costumamos chamar de “VOCAÇÃO”, que nada mais é do que uma escolha pessoal.

Mas, em falando de vocação, há quem queira seguir outros campos de ingresso no mercado de trabalho, como a mecânica, o comércio, a marcenaria, a serralheria, a culinária, o vestuário etc. E mesmo aí, se não houver uma especialização, também não conseguirá o emprego desejado. E a maioria destas profissões necessita de cursos técnicos.



Mas a escola também prepara alguns comportamentos para o mercado de trabalho. Alguns ainda são comportamentos arcaicos, como por exemplo, o sinal tão usado nas escolas para a entrada, a saída e a troca de aulas. Arcaico porque eram muito usados nas fábricas do início do século passado.




Mas, outros comportamentos trabalhados pela escola são importantes e bem vistos nos dias atuais. São as tarefas e trabalhos com prazo de entrega. Estes trabalhos e tarefas ensinam a responsabilidade e a pontualidade, coisa muito exigida em qualquer emprego.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O AMBIENTE VIRTUAL E AS APRENDIZAGENS


Quando falamos do protagonismo dos alunos em sala de aula, logo se imagina um tumulto daqueles onde os alunos fazem o que querem, cada um procurando saber de uma coisa, falando ao celular com os pais ou com amigos etc. Mas não precisa acontecer assim desde que o professor prepare sua aula com objetivos a cumprir.


O conteúdo programático pode seguir como atualmente, só que os alunos terão um tempo para pesquisar em uma lista de sites confiáveis e fornecidos pelo professor e com os tópicos a serem abordados no trabalho. Podem ainda dividir um tema em partes e distribuí-los aos alunos em grupos e poderão trabalhar na escola ou em casa. Depois disso, abre-se a discussão sobre o tema, onde o professor avaliará se o conteúdo apresentado está dentro do foi estabelecido. Caso esteja, o trabalho prosseguirá. Caso não esteja, o professor dirá o que precisa ser refeito, ou complementado, sem que o trabalho todo tenha que ser reescrito.


O uso da tecnologia da informática permite um ambiente virtual em que professores e alunos podem aproveitar e contribuir para o aprendizado coletivo desde que o professor os instrua. As tecnologias facilitam o armazenamento, a distribuição e o acesso ás informações e não há impedimento algum quanto ao lugar onde o aluno pesquise. Além disso, propicia uma comunicação maior entre os membros do grupo. Com isso, o ambiente escolar se torna mais participativo e interativo entre os membros do grupo.

O ambiente virtual se torna adequado para a transmissão da informação e  não descarta a possibilidade de pesquisas ou consultas a jornais, revista, livros, enciclopédias e nem ao hábito de frequentar a biblioteca da escola ou fora dela.

Segundo Kenski (2003), “o homem transita culturalmente mediado pelas tecnologias do seu tempo”. E o ambiente virtual, mediado pelo professor, transforma as maneiras de pensar, sentir e agir dos alunos tal qual na sala de aula comum. Os principais objetivos do ambiente virtual são: a) facilitar o processo ensino-aprendizagem, b) estimular a cooperação e a interação entre os participantes do seu grupo ou com outros através de uma comunicação chamada “síncrona”, ou seja, o professor poderá criar e monitorar uma espécie de “chat” ou “bate-papo” para uma ou várias turmas.

Os alunos, em momentos diferentes, poderão acessar esse “chat” e trocar informações sobre suas pesquisas, fazer questionamentos e tirar dúvidas, trabalhar em grupos maiores, acrescentar novas informações ao trabalho e enviá-las ao grupo ou ao professor on-line. Caso o professor não saiba como fazer chat, poderá criar uma página numa das redes sociais com a mesma finalidade.

As atividades presenciais não estão descartadas.  E as pesquisas podem acontecer dentro da sala, no espaço de informática ou em casa. Mas as discussões e as apresentações dos trabalhos devem ser dentro da sala de aula. O mais importante é que a presença do professor e do seu conhecimento não são descartados. Aliás, tornar-se-á mais fundamental do que nunca, como planificador, consultor e orientador das aprendizagens. O que muda para o professor é que ele terá de ter um conhecimento maior de informática.


O que muda é a lousa e o giz que deixarão de ser o símbolo da escola por perderem a importância que tinham até o momento. Servirão apenas para pequenas anotações. Outra coisa que perdem o valor são os “cadernos”, pois os trabalhos serão realizados via computadores. A leitura (fonte de todo o conhecimento) e a arte de escrever bem e correto ganham vida nova e maior importância.

Outra tendência a ser extinta dentro da sala de aula é a indisciplina. Já perceberam como crianças e adolescentes se ficam atentos e concentrados ao mexerem na internet ou no celular? Pois então, se pesquisarem obterão dos alunos a mesma atenção e concentração.

Mas também é preciso que se reveja e reflita sobre o que disciplina. Alunos imóveis olhando para o professor? Aqueles que não falam, não interrompem para perguntar ou argumentar?  Aqueles que repetem o que o professor ou livro?


Para mim, indisciplina é a falta de respeito com o professor e com os colegas, com xingamentos ofensivos, tirando um “barato”, surrando os colegas, bagunçando e impedindo a aprendizagem dos colegas como vemos nos dias de hoje.

Evidentemente, haverá um vai e vem de conversas entre eles para discutirem alguns pontos do trabalho, poderão sair do lugar, irem á biblioteca. Seria isto indisciplina ou interesse pelo assunto? Segundo alguns teóricos essa movimentação é fundamental para o conhecimento, para a troca de informações, para manter vivo o relacionamen-to e a interação interpessoal e como forma de se expressar oralmente e manter vivo este tipo de comunicação. Mas para isso, é preciso que a escola e os professores se adequem a este novo tipo de disciplina.

sábado, 25 de junho de 2016

OS PROFESSORES DO SÉCULOS XXI




Ao contrário do que todo mundo pensa, o trabalho do professor não terminará com o protagonismo dos alunos. Ao contrário, ele será de fundamental importância. Apenas, sua função será remodelada para uma função mais nobre: a de orientador e desafiador das aprendizagens. O que termina com este novo modelo são as excessivas aulas expositivas e que serão transformadas em leituras, debates e comentários. 


O professor perderá a transmissão do conhecimento?


O professor nunca fará valer tanto o seu conhecimento como no novo modelo. Pois esse conhecimento lhe trará as bases dos argumentos a serem usados nas orientações, discussões, correções e avaliações do empenho e do trabalho dos aprendizes. O que perderá na verdade, apesar de já estar perdendo nos dias de hoje, é o conceito que ele é o “detentor do saber”.

Mas, porque mudar se está bom assim?

Bom para quem? Para a escola, para o professor ou para os alunos? Se está tudo bem porque razão reclamamos da indisciplina, do desinteresse, da falta de atenção? Ou será que a escola, como instituição, já não está atendendo às necessidades do novo tempo?

Os alunos estão (e cada vez mais) conectados com as infinitas informações e para isto basta apenas um clique. E eles levam seus celulares para a escola e, muitas vezes, atrapalham as aulas. Então, porque não dar um bom uso para esses celulares? Por que não usá-los para que os alunos façam pesquisas dos conteúdos escolares? 

O protagonismo estudantil constitui numa realidade bem diferente daquela em que o professor ensina. E a escola ainda lida muito mal com a ideia. As instituições educativas (escolas) precisam se reformular em suas estruturas e práticas e os professores terão, cedo ou tarde, que se acostumar com as novas propostas. 

Deixar de ser aquele que detém o conhecimento não é uma mudança fácil, mas também, não é impossível. Mas impedir que isto aconteça só atravanca as mudanças e os professores sofrerão duplamente: primeiro porque rema contra a maré dos tempos com classes de alunos insatisfeitos, e em segundo lugar, por ter que se adaptar a uma nova situação.

Há muitos professores que não dominam esse mundo digital enquanto isso, os alunos (inclusive os pequenos) estão nas redes sociais e buscam informações na Internet. Os professores contemporâneos precisam funcionar como técnicos e guias dos estudantes, orientando-os de forma multidisciplinar e não simplesmente como especialistas de uma única disciplina. Não precisa saber tudo, mas tem que estar antenado. A tarefa do professor do século XXI é o de ensinar o aluno a aprender a aprender, com liberdade, autonomia e responsabilidade.

Muitas escolas brasileiras já praticam essa ideia dentro das escolas com práticas tradicionais. E devem se alastrar por todo o país em curto prazo, diz Viviane Mosé. São os professores que, agindo de um modo mais coerente com o novo tempo e os novos alunos formarão seres mais úteis para a sociedade, pois estão formando pessoas mais pensantes, críticas e que acreditam em sua criatividade para mudarem as vicissitudes que a vida lhes impõe. 

Ninguém exige que estas mudanças aconteçam de uma hora para outra. Pode levar 10, 20 ou 30 anos. O que importa é dar os primeiros passos desde já.