OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

domingo, 15 de outubro de 2017

AUTOMUTILAÇÃO 2


CAUSAS DA AUTOMUTILAÇÃO



As causas da automutilação são variadas. Há causas familiares, sociais e de comportamento e as causas clínicas.

A rejeição e/ou o abandono, a simbiose (quando os pais fazem dos filhos uma extensão de si mesmos, a superproteção (excesso de carinhos e de atenção impedindo que os filhos ajam, pensem e expressem-se por si mesmos), os espancamentos como castigo por alguma falta, constituem as causas familiares. Já o bullying e o assédio moral e sexual, a  descoberta da sexualidade na contramão do padrão social, fazem parte das causas sociais.

A associação entre dor e prazer (crianças hospitalizadas por longo tempo), as atitudes de agressividade, injustiças, e os problemas de adaptação ao meio que causam baixa autoestima, baixa autoconfiança, inseguranças, a depressão e os sentimentos de inferioridade, de infelicidade persistentes, constituem as causas de comportamento. A esquizofrenia, o transtorno de Borderlaine, o transtorno bipolar, os alimentares e a epilepsia, constituem as causas clínicas e podem atuar ou não em conjunto com as descritas anteriormente e forçosamente ampliam o grupo de risco.
Se desde a infância essas pessoas se sentem inadaptados ao mundo (sociedade, família, grupos de amigos), se se percebem como insignificantes, incapazes e pouco produtivos e, portanto, se nada possuem de “bom” para oferecerem aos outros e o mundo para eles, aumenta o isolamento, a angústia e o sofrimento. E sentem que precisam botar para fora o que lhes está incomodando, precisam extravasar.

A IDEIA DE AUTOMUTILAÇÃO VEM DE ONDE?



Diante da necessidade de extravasamento da dor emocional, crianças e jovens adolescentes ficam a espreita de qualquer dica. Seja em conversas ou comentários entre amigos ou em sites de buscas na Internet.

A disseminação da automutilação tem sido feita pelas redes sociais. Disseminação esta que tem preocupado os especialistas como os psicólogos, psicopedagogos e psiquiatras do mundo todo. Principalmente no Brasil, onde a incidência tem aumentado consideravelmente. Alguns especialistas têm considerado essa disseminação como uma “epidemia de um castigo dado a si próprio”.

Todo mundo sabe que o acesso a Internet tem ficado cada vez mais fácil e que crianças cada vez mais cedo estão tendo acesso a essa forma de comunicação. E se por um lado essa facilidade é boa, por outro lado é também muito ruim. Por isso, é que se recomenda que os pais e professores fiquem muito atentos aos sites que as crianças e jovens entram.

Para realizar este artigo fiz uma busca no Facebook. Entrei numa porção dessas páginas e foi deprimente. E em todas as páginas, milhares de curtidas.

Encontrei uma porção de páginas que mostram fotos das feridas de pessoas que se automutilam. Há também relatos, giffs e fotos dos instrumentos que usam para essa prática, como canivetes, lâminas de barbear e, até mesmo, a lâmina dos apontadores etc.
Os administradores dessas páginas afirmam que o objetivo é a informação e o esclarecimento sobre o tema para que não aconteçam e ajudar os jovens que praticam a automutilação sem qualquer tipo de julgamento. Além do mais alegam que os usuários deste comportamento podem trocar experiências e indicam telefones de contato em grupos de “auto-ajuda” e pedem que o contato seja feito pelo Whatsap.

Ops! “AUTO-AJUDA”...  Há algo estranho por aqui, não acham?

Primeiro, se é de informação por que o contato é de “auto-ajuda” e não de profissionais sérios dos ramos da psicologia ou da psiquiatria que tratam especialmente deste problema? Por que o contato é pelo Whatsap e não diretamente no consultório do profissional? Quem dá esses conselhos? Que conselhos são dados a eles? E o que ganham com isso? Quem estará por detrás dessas páginas? Se os administradores das páginas são jovens, também serão praticantes da automutilação a procura de seus iguais nessa prática? Sem não forem, que tipo de “boa ação” é essa? Serão adultos enganando os jovens problemáticos e outros jovens também que acessam a página?


Lembram-se do caso da “baleia azul” e dos desafios entre jovens pela internet e que causaram a morte dos que aceitam esses desafios malucos que causaram a morte de muitos adeptos a este jogo? Quando postei um artigo mostrando os perigos deste jogo na minha página do Facebook, recebi algumas críticas que de algumas pessoas que estavam cansadas de ouvir falar sobre o assunto. Porém estas pessoas sabem do que acontece ou pode acontecer aos adeptos deste jogo?

Não são as novas tecnologias, a Internet ou as redes sociais que são ruins ou nocivas, mas o uso que nós (pessoas) fazemos delas. Elas são apenas instrumentos que usamos para o bem ou para o mal.

Portanto, as autoridades fazem algumas recomendações: o uso de computadores deve ser à vista de todos os familiares e os pais devem estar atentos ás páginas e sites que seus filhos entram.

PAIS, CONFIEM DESCONFIANDO.

Obs: Hoje voltei a procurar as páginas citadas no Facebook para tirar algumas dúvidas e só encontrei uma, a de uma garota de 13 anos (titular da página) que diz estar "curada a pouco tempo" que diz querer ajudar. Fica a pergunta: onde os outros foram parar?


terça-feira, 3 de outubro de 2017

AUTOMUTILAÇÃO: um pedido de socorro



A automutilação é mais uma das tentativas de controlar as dores emocionais que são incontroláveis. Trata-se de um comportamento e intencional silencioso que envolve uma agressão direta contra o próprio corpo. Os usuários desta prática querem se livrar das sensações de fracasso e de insignificância que geram essa dor. Em nenhum momento passa em sua mente a ideia de suicídio, no entanto, pode ser que venha a acontecer. 
Esta prática atinge 20% de crianças e adolescentes do Brasil e do mundo. É mais comum em jovens e adolescentes (principalmente entre as meninas). Embora essa prática seja uma constante em pessoas esquizofrênicas, também atinge pessoas com problemas emocionais menos severos.

Existem várias formas de automutilação. As mais comuns são: cortar a pele, bater em si mesmo, arranhar-se ou queimar-se. Outras formas menos comuns são: morder-se, furar-se com objetos pontudos, chicotear-se, enforcar-se por alguns instantes, morder as mãos, lábios, língua ou braços, apertar ou reabrir feridas, arrancar os cabelos, beliscar-se, ingerir produtos corrosivos ou alfinetes ou cacos de vidro, socar paredes ou superfícies rígidas/ásperas que machucam as mãos, automedicar-se exagerando nas doses.


Os adeptos deste comportamento sabem o que estão fazendo e, por isso mesmo, tentam esconder de todas as formas possíveis as feridas e as cicatrizes com as roupas. Quando são descobertos tentam justificar as cicatrizes ou machucados como se fossem “acidentes”.


Este comportamento não começa na adolescência cujo pico de incidência é maior, mas na infância. As causas são variadas e podem ser por rejeição/abandono, por mimos excessivos (superproteção ou simbiose), bullying, ou por crianças que passam muito tempo hospitalizadas por problemas físicos demorados e dolorosos que causam muito sofrimento e terminam associando dor com prazer. Muitos indícios que as crianças revelam como a falta de adaptação ao meio, agressividade ou formas de arredio, baixa autoestima e autoconfiança, insegurança ou de sentir-se inferiores aos demais e de infelicidade crônica passam despercebidos pela família e pela escola. É verdade que nem todos os que apresentam estes sintomas irão se auto-mutilar. Mas eles se encaixam num volumoso “grupo de risco”.


PERFIL DO AUTO-MUTILADOR

1- O automutilador é INTROSPECTIVO. Isto significa que são aqueles jovens muito calados que encontram muita dificuldade em expressar verbalmente seus sentimentos e emoções ou que sentem vergonha de chorar diante de outras pessoas, mesmo que sejam da família. Isto acontece porque sentem medo de serem julgados ou de que os outros não compreendam sua dor.

2- Por ser um ATO INTENCIONAL, depois que se machucam, sentem culpa por terem trocado a dor emocional pela dor física.

3- Os automutiladores gostam de escrever sobre o que sentem. Antes ou depois de se autoagredir, muitos escrevem textos, poemas, contos, letras de músicas onde revelam seus medos e falam dos seus sentimentos e dores e as escondem em lugares de difícil acesso. Poucos preferem desenhar ou pintar, pois acreditam que seria mais difícil de guardá-los ou de escondê-los.

4- São pessoas que se enxergam como FRACASSADOS ou como CRIATURAS INSIGNIFICANTES e que não merecem viver / conviver com os demais.

5- Seu refúgio é o ISOLAMENTO, seja da família ou dos amigos pois acreditam que estão fazendo um bem para eles não impondo a sua presença.


6- Apresentam FALSA AUTOSSUFICIÊNCIA. Procuram fazer tudo sozinhos para não incomodar os outros.

7- NÃO PLANEJAM O FUTURO. Acham-se tão incapazes que acreditam que o futuro nada lhes trará de bom. Por isso, se surpreendem quando tiram alguma nota alta, passam no vestibular ou arranjam um emprego. Mas estas conquistas não são capazes de interromper suas práticas autoagressivas.

ESTEJAM ALERTA PARA:

- Está calor e seu filho está de agasalho ou gostava de piscina e de repente, diz que não gosta mais – ele pode estar escondendo ferida e cicatrizes.


- Vive no quarto sempre de portas trancadas a chave – pode estar se cortando ou escondendo textos.

- Gavetas e armários que nunca estiveram trancados e de repente estão – escondem o objeto de corte ou os textos que escreve.


- Choros incontidos sem motivo aparente – revelam sentimento de culpa.

- perda do brilho nos olhos – problemas à vista.

CONTINUA

sábado, 23 de setembro de 2017

TENTATIVAS DE CONTROLE DAS DORES EMOCIONAIS


As dores emocionais são lancinantes e recheadas de culpas, remorsos, de sentimentos de fracasso e de insignificância pessoal, mesmo que os sujeitos não tenham cometido nenhum ato que sugerisse a existência deles. Ao contrário, eles são vítimas de situações constrangedoras como a rejeição, abandono, o bullying, rejeição ou chacota pela descoberta do interesse sexual por pessoas do mesmo sexo ou da transgeneridade e o abuso sexual.


Mas na tentativa de aliviarem essas dores, muitos adolescentes e jovens adotam comportamentos silenciosos de pura agressividade contra si mesmos, como se quisessem ser punidos por algo que se sentem responsáveis.

A bulimia, anorexia, uso abusivo de medicamentos, drogas ou álcool, outros tipos de problemas emocionais e a automutilação são comportamentos silenciosos, intencionais, incontroláveis e viciantes que vão minando as forças de quem os pratica. E mesmo que não queiram causar a própria morte, ela pode vir a acontecer.


É preciso que os adultos saibam que estes comportamentos não são casos esporádicos. Eles atingem cerca de 15% em crianças e 20% da população juvenil no Brasil e no mundo, atingindo pessoas de todas as etnias, raças, credos e classes sociais. A incidência maior é das moças e menor entre os rapazes.


Começa com isolamentos (até certo ponto comuns á idade e que confunde muito os adultos), passa por problemas de adaptação ao meio social, mexe com a autoestima e a autoconfiança baixam rapidamente, aumento da insegurança e dos sentimentos de inferioridade em relação aos demais e da infelicidade explícita ou velada.

Por serem viciantes, surgem com o tempo outras complicações. A depressão é uma delas. Muitas pessoas acreditam que a depressão é apenas uma tristeza momentânea que passa algum tempo depois. A depressão é mais duradoura mais profunda que isso. É algo que apaga o brilho do olhar, que desanima e impede os sujeitos de agirem. É uma doença que afeta os neurotransmissores do cérebro impedindo que produza a serotonina e afeta o físico e o comportamento. Surge então a apatia e o isolamento.


A anorexia e a bulimia podem estar ligadas ao bullying, a sexualidade e a rejeição do próprio corpo. E a complicação mais grave é a inanição. O contraponto, é a obesidade mórbida.

Todos estes comportamentos têm solução. Seja por meio de tratamento psicológico, tratamento psiquiátrico ou de ambos. Mas é preciso que, tanto o jovem quanto sua família participem do tratamento.

domingo, 10 de setembro de 2017

INFELICIDADE IMAGINÁRIA - parte V


Não é novidade para ninguém que a adolescência é uma fase complicada para meninos e meninas. Porém, embora seja uma fase normal, há muita infelicidade envolvida.

É claro que ambos querem ser amados e aceitos pelo seu grupo de amigos. Mas quem mais acaba sofrendo com isso, são as garotas. As meninas dão mais valor a algumas coisas enquanto os meninos nem pensam nisso. Isto acontece porque elas amadurecem bem antes que eles.

E enquanto elas estão preocupadas com a questão da popularidade ou da impopularidade, eles estão preocupados com suas mudanças corporais e as primeiras sensações provocadas pelos hormônios sexuais.

Tentando entender significado de “popularidade”, encontramos nos dicionários o seguinte conceito: “PESSOAS POPULARES são aquelas pessoas que possuem a qualidade de serem reverenciadas (amadas) por um grande número de pessoas. Conclui-se, então que PESSOAS IMPOPULARES são aquelas que são detestadas ou rejeitadas pela maioria.

Quem então seriam as pessoas populares? Pelo que se observa são as consideradas como a mais bonita, de corpo segundo os padrões sociais, que possuem muitas amigas e amigos. Por outro lado, as menos bonitas, a gordinhas e obesas, as que não se preocupam com a moda e se vestem de maneira mais simples, aquelas que apresentam uma inteligência acima ou abaixo da média. Sim, as “nerds” e as que possuem com alguns dos tipos de são deficiência intelectual são muito impopulares e, portanto, rejeitadas.

Cena do flime "GAROTAS MALVADAS"

Quem nunca assistiu àqueles filmes americanos em que há um grupo de meninas cheias de si, que vivem de nariz empinado, que se acham as donas do mundo e que rebaixam as demais pessoas de segunda classe? Estas estão sempre acompanhadas de duas ou três seguidoras formando um grupo fechado. Estas seguidoras são consideradas pela que lidera o grupo como se fossem suas subalternas, que a imitam em tudo e cedem a todos os seus desejos e vontades. E não pensem que este fato acontece apenas nos filmes ou nos estados norte-americanos. Essas garotas estão em toda a parte, em todas as sociedades do planeta e inclusive aqui em nossas escolas.

A questão da popularidade começa muito cedo. Começa no início da puberdade por volta dos 12 ou 13 anos. E para algumas, ainda um pouco mais cedo, por volta dos 10. Isto por conta da maturidade individual e das dúvidas e incertezas que acompanham as mudanças físicas e hormonais.

E, para uma parcela dessas garotas, a popularidade parece ser a solução de todos os seus problemas. Porém, para a maioria, não se dão conta de que essa popularidade pode ser um fato complicador em suas vidas, trazendo-lhes mais dor emocional.

A personagem principal do filme "MENINAS MALVADAS" ao chegar ao 
colégio e depois de  fazer parte do grupo das populares

Para essa parcela de garotas, ser popular é ser feliz. Manter este status e manter-se nele por um bom tempo exige tempo, dinheiro e criatividade. Precisam estar sempre bem arrumadas, conhecer todas as novidades da moda e da cosmética, criar e recriar coisas, estilos e artimanhas (brincadeiras de mau gosto com as impopulares), fazendo fofocas, promovendo eventos que as façam ganhar um brilho novo a cada dia. E isto, gera mais inseguranças e dúvidas do que certezas e segurança.

Cada novidade é uma ameaça para essas garotas. E quanto mais ameaçadas se sentirem, mais más vão se tornando. E o que começou de modo natural, vai se tornando forçado. E tudo em nome da popularidade. Brigas, discussões, maldades aos poucos vão se tornando rotina. Para as líderes desses grupos ser popular deixa de ser amizade, companheirismo para se tornar “exibição” e esnobismo.


Na escola, seu desempenho despenca, pois não há tempo para fazer tarefas e trabalhos porque gastam seu tempo em buscar informações sobre a moda, as baladas do momento e criar maneiras para se exibirem. E para não ficarem retidas, exigem que suas seguiras façam as tarefas e trabalhos em seu lugar. E o preço que pagam é a consciência de que não dominam os conteúdos escolares, por isso, as mais inteligentes sofrem em suas mãos. A inteligência mais desenvolvida das impopulares as incomoda e serve de nova ameaça. Por isso, as odeiam e as rejeitam.
Também sabem que não deveriam agir da maneira que agem, mas ainda assim o fazem. E essa consciência lhes traz mais dúvidas e inseguranças.

E quando menos esperam, percebem que sua popularidade não existe mais. Porém, não se prepararam emocionalmente para este momento. Mas, como para elas a popularidade é sua razão de viver e de ser feliz, jogam suas últimas cartadas para mantê-la. Cedem aos desejos sexuais de seus “ficantes” ou de seus namoradinhos, experimentam drogas e álcool.

A reputação de uma garota é o mais importante para elas, seja aqui, nos Estados Unidos ou em qualquer parte do mundo. E uma vez perdida, ficará uma marca para sempre, principalmente numa sociedade machista como a que estamos vivendo. O fim da popularidade, a perda da reputação, o uso de drogas associado ou não ao abuso do álcool causam uma dor tão intensa e angustiante, que não deixam outra escolha a não ser afundarem-se ainda mais num lamaçal chamado “vulgaridade”.

É verdade que nem todas chegam a este ponto. As que chegam estavam se o apoio familiar, são vítimas do desamor, da rejeição e da autoridade extremada que, em vez de estender a mão e retirar do estado em que estão, são afundadas ainda mais nesse lamaçal. E muitas se suicidam como forma de aliviarem suas dores.


Por outro lado, está o grupo das impopulares, ou seja, das que não se enquadrar num grupo. As que veem suas inseguranças se acirrarem pela rejeição dos amigos e descuido das observações e atitudes familiares, podem ter o mesmo fim.

Outras, levam as marcas da infelicidade e da crueldade para sempre. Mas, felizmente, uma boa parcela consegue superar tudo. Passam a entender que entrar e sair de um grupo, é comum e normal.

Por isso, é dever dos pais estarem sempre atentos a todas estas mudanças de comportamento dos filhos. Sei que é muita coisa, mas é imprescindível. Regras claras (o que pode ou não ser feito pelos filhos) e valores morais, familiares e sociais devem ser exigidos e cobrados desde a infância. Conversas constantes sobre sexualidade para solucionar dúvidas e dar segurança devem acontecer desde a infância e sobre sexo desde os 10 anos (início da puberdade) com palavras simples de forma que entendam.


Na adolescência, conhecer o grupo de amigos e onde vão, a que horas voltam é importante. E quando chegam, perguntar como foi, se gostaram ou não, se eles se sentiram bem nesse local e se algo desagradável aconteceu e que os incomodou é mais que importante. Pergunte o que aconteceu com aquele amigo (a) que vinha sempre á sua casa e que agora não vem mais? Procure saber como seu filho se sente em relação a cada um dos amigos. Cuidado com os elogios aos amigos que vocês (pais) gostam e com as críticas que fazem aos que não simpatizam. Pode ter efeito contrário.

Mostre sempre em suas conversas que popularidade e amizade são coisas diferentes. A popularidade é política, superficial e passageira. Incentive a amizade, a generosidade e a convivência pacífica e tolerante com todos. Que a amizade é pessoal, leal e duradoura.


Em relação ao sexo, diga que tudo vem a seu tempo. Que não precisa ter pressa e tomar decisões apressadas. Que o amar é mais importante que “ficar”. Que é melhor dizer muitos “nãos” do que muitos “sins” sem pensar muito bem em como se sentirá depois.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

INFELICIDADE REAL - parte IV


Interessante esta imagem. Ela exemplifica muito bem o que é o real e o que é imaginação. E as infelicidades são assim assim: reais ou imaginarias como já vimos anteriormente. Descobrir que sua sexualidade está na contramão da maioria é uma infelicidade real.  E as dores psicológicas são mais fortes que qualquer dor física. A dor psicológica mais intensa e muito mais angustiante.

E em meio a toda essa dor, os jovens que descobrem sua sexualidade na contramão do que é comum, ainda precisam conviver com uma série de preconceitos na família, na escola, no trabalho e na sociedade em geral. E isto traz ainda mais dor.

Imagine como sofre alguém que, ainda muito jovem, descobre que sua sexualidade não é como todos desejam. Principalmente, porque até essa idade, ouvia seus pais dizerem o quanto esperavam dele ou dela. E agora, descobre que decepcionaram esses entes queridos. E por conta dessa decepção, muitos são banidos de sua casa e de sua família.


Não digo que essa descoberta não seja penosa para os pais e para os irmãos. Sim, é difícil, muito duro e causa sofrimento também. É como se o mundo desabasse sobre eles. Mas esse sofrimento não é maior do que o do filho homossexual ou do filho transgênero.

É um sofrimento diferente como a perda dos sonhos e das expectativas depositadas naquela pessoa. E eles não concebem a ideia de perde-las e, por isto mesmo, custam a entender o que se passa com o filho (a).


Muitos pais, principalmente os que sempre os superprotegeram ou tinham uma relação simbiótica (enxergando-os como extensão de si mesmos) com eles, custam a aceitar seja a homossexualidade ou transgeneridade, porque se sua sexualidade não é dessa maneira, os filhos também não devem ser. E fazem de tudo para “mudar” o filho(a) fazendo com que voltem a ser como eram antigamente.

Num segundo momento, a preocupação dos pais se volta para os outros. É uma preocupação enorme com que os outros vão pensar deles, ou seja, da forma como seus parentes e a sociedade) os julgarão deles como pais. Então se preocupam em descobrir onde falharam e onde está a sua culpa. E se houve um erro ou culpa nisto tudo, foi a de serem cegos para alguns sinais ou de não os terem ouvido em suas inquietações. De resto, não há culpas nem de um lado, nem de outro.

A descoberta da homossexualidade ou da transgeneridade simplesmente acontece numa época conturbada do desenvolvimento e, portanto, não há culpas a serem contabilizadas.

Um outro tipo de sofrimento real para esses jovens se encontra na escola. Ao mesmo tempo que se comparam com outros, os outros se comparam a ele. Os que possuem um poder de observação mais aguçado logo notam algumas diferenças. E começam as zoações, as brincadeiras, os apelidos negativos, os bulliyngs e inúmeras humilhações. E, se não bastassem as preocupações pessoais e familiares, tomam conhecimento de como serão tratados pela sociedade.

Como todo jovem querem ser amados e respeitados pelo que são e não pelo que parecem ser. E, mais uma vez, camuflam ou escondem sua verdadeira condição, o que lhes traz mais sofrimentos.


Em busca de trabalho, mais sofrimento. Se se declaram homossexuais ou trangêneros não arrumam um emprego pois são vistos como pessoas inábeis e incapacitadas para a função a ser desempenhada, como se a aparência fosse o item mais importante. Se escondem, conseguem o emprego mas, precisam estar sempre vigilantes para não serem descobertos. E quando isto acontece, são perseguidos por chefes e colegas de trabalhos ou que se afastam como se fosse algo pegajoso.


Se vão a baladas comuns, ao cinema, ao teatro ou simplesmente caminham pelas ruas sua atenção deverá ser redobrada, pois sempre haverá alguém que poderá lhe causar algum mal. Podem ser vítimas de injúrias, agressões físicas ou assassinatos.



Nas novelas tudo acaba bem sempre. Mas não é o mesmo o que acontece na vida real. O que a nossa sociedade é hipócrita e precisa urgentemente olhar os outros com mais respeito.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

SEXUALIDADE NA CONTRAMÃO - PARTE III


Por uma condição biológica nascemos meninos e meninas e isto é um fato. E cabe ás famílias a formação dessas crianças. 

Pensando no significado do termo formação, originário do latim “formatio”, cujo sentido é “dar forma”, cabe ás famílias dar aos filhos, o formato que a sociedade quer. Por isso, todos nós enquanto pais ou filhos, sofremos com uma pressão da sociedade que quer que todos pensemos, agimos e sintamos da mesma maneira, como a massa de bolo colocada numa única forma para assar, para que sejam todos iguais.

Quando uma criança nasce, muitos desejos são depositados sobre ela. Desejo da família que quer que seja uma criança saudável, feliz, educada, honesta, estudiosa e que tenha muito sucesso na vida. Mas também há o desejo, ideais projeções individuais de pai e mãe de que o novo bebê seja igual a si mesmos ou que gostariam de ser. Já a sociedade não pensa dessa forma. Quer de cada bebê uma boa aparência. Essa boa aparência é o que conhecemos como “comportamentos adequados”, ou seja, que sejamos iguais para que possa progredir. E esses comportamentos sociais não passam de mera “convenção (padrão) social”.

Já repararam que apesar das boas intenções da família e da sociedade ninguém no que as crianças possam pensar, agir ou sentir? Pois é. A única preocupação são as próprias.

No entanto, a maioria das crianças acabam se adaptando a essas convenções e seguindo o caminho que lhes foi descrito. Mas existe uma minoria que é discriminada, vilipendiada em seus direitos como seres humanos, repudiada socialmente como aberrações da natureza, vítima de agressões físicas e morais, presa e assassinada por pessoas e governos preconceituosos simplesmente porque um pequeno detalhe: serem quem são. Sim, falo dos homossexuais e dos transgêneros. Mas vamos tratar desse assunto pela visão dos que passam por esse problema.


A homossexualidade e transgeneridade sempre existiram. Estavam presentes na Pré-História, na Idades Antiga e na primeira fase da Idade Média onde era vista com naturalidade. Porém, foi na segunda metade da idade Média, com o advento do Cristianismo, não pela religião e seus dogmas, mas pelas primeiras convenções sociais criadas pelos padres da época, os homossexuais (e outros que fugiam aos padrões de conduta da época), foram banidos do convívio social. Nas Idades Modernas e Contemporânea, algumas delas ainda continuam em vigor, embora muitas leis de conduta tenham sido modificadas ao longo do tempo. É por isso que, quando os adolescentes tomam conhecimento de quem e como são sofrem tanto.

Tudo começa na infância. Obvio que não nos primeiros anos de vida por ainda estarem conhecendo o mundo e descobrindo-se pessoas diferenciada de seus pais e irmãos. Mas depois que se descobrem meninos e meninas. E todos nós passamos por estas fases. A maioria se aceita como são porque se identificam de pronto com esse visual e com modo de ser.

Mas, para alguns, esse corpo é estranho. E um certo desconforto se instala e não conseguem definir essa sensação. Mas mostram esse desconforto em suas inocentes brincadeiras. Os meninos rejeitam os brinquedos que os meninos geralmente gostam e se empolgam com os brinquedos das meninas. E vice-versa. Brincam e trabalham com todos indistintamente.


Com o tempo e um pouco mais de maturidade, vem o convívio com outras crianças na escola. Na Educação Infantil se dão bem com todos. Mas, no início do ensino fundamental, as meninas preferem a companhia dos meninos.  Gostam das brincadeiras deles e participam mais ativamente delas. O mesmo acontece com os meninos, mas sua preferência são as meninas e suas brincadeiras. Mas se dão bem com todos e agem de forma natural. Os pais notam e se sentem ameaçados. Por isso, procuram e os aproximam de seus iguais. Mas o incômodo continua um pouco mais forte.

Um pouco depois, por conviverem mais com amigos do sexo oposto e gostar de estar e brincar com elas, os meninos são chamados de “maricas, mariquinhas ou outro nome com o mesmo valor”. Já as meninas, são chamadas “homenzinho, maria-homem, molecote ou outro qualquer”. Ficam enraivecidos, esbravejam e brigam. Mas a crueldade infantil é implacável e os alerta para uma dolorosa suspeita. E apesar de não acreditarem, ficam preocupados. Os pais por sua vez, certos de terem resolvido essa questão lá atrás, acham que essas “ofensas” é uma coisa normal, coisas de criança dessa idade.


Com a chegada da puberdade as coisas se complicam porque as dúvidas aumentam. Não se incomodam com as mudanças físicas que ocorrem durante a puberdade. Mas a certeza mesmo, acontece quando tomam consciência que estão deslumbrados (misto de paixão e admiração) por  alguém do próprio sexo. Aí caem na real. Procuram informação sobre o assunto na Internet, e ficam sabendo das consequências e dos perigos que podem vir a enfrentar. E, se por um lado se acalmam pelo fim de suas dúvidas, outras começam: contar ou não aos pais.

Embora saibam que é uma atitude inevitável, procuram adiá-la o mais possível, pois temem suas reações. E se martirizam novamente. Mas um dia, a verdade chega sem dó, nem piedade.


A família se assusta ao saber. Poucos são os pais que os entendem e apoiam. A maioria ainda os afastam do seu convívio como se fossem verdadeiras aberrações da natureza. Seu comportamento mais ou menos exagerado aparece com forma de proteção das ruas onde, geralmente, acabam. Acolhidos por outros gays ou sozinhos e sem ter com quem contar, amargam uma vida dura e cheia de discriminação. E muitos, se envolvem com o alcoolismo, nas drogas, por ambos ou na prostituição. 

Muitos homossexuais gays morrem vitimados pela homofobia.


OS TRANSGÊNEROS


Com os transgêneros a coisa é mais complicada. Demoram mais se assumir como são. Seu dilema ainda é pouco conhecido, mas isto não significa que seja uma novidade. Não é uma doença como todo mundo imagina, é simplesmente uma essência feminina num corpo masculino ou ao contrário, se forem meninas, uma essência masculina num corpo masculino. Para ambos, é um corpo que nada tem a ver com sua alma, seu espírito ou essência.


As mudanças físicas os incomodam demais. Os pelos no rosto e no corpo, o formato dos músculos, as roupas que usam são um transtorno para os meninos. Há noticia na mídia que um menino transgênero tentou cortar o pênis por não aceitá-lo em seu corpo. Até seu nome é um tormento ao ser pronunciado por eles ou por outras pessoas. 

Os seios, o arredondamento dos quadris e a chegada da menstruação são terríveis para as meninas. A vontade que sentem é de interromper essas mudanças, embora nada possam fazer com quanto a isso. Então, procuram esconder seu corpo, evitam trocar-se diante de outras pessoas, de falar de suas dúvidas. De algum modo evitam os gestos mais delicados (meninos) ou mais bruscos (meninas) adquiridos com a convivência com o sexo oposto. E essa difícil tarefa de esconder-se, traz mais insegurança.

E quanto mais se escondem e experimentam uma adequação a esse físico eu lhe é tão desconhecido, mais sofrem. E para evitar tanta dor, muita terapia é feita. Mas um dia, explodem e a verdade nua e crua vem a tona.

Muitos tentam cirurgias de mudança de sexo. Mas muitos outros depois de saberem de transgeneridade preferem ficar como estão. Vestem-se, adotam posturas e pensamentos femininos ou masculinos, conforme sua predisposição.

Muitos transgênicos cometem suicídio quando não encontram o devido apoio que tanto necessitam.


Precisamos fazer aqui uma ressalva. Embora homens e mulheres de acordo com sua essência e se vistam com roupas masculinas ou femininas podem não ser transgêneros, mas transformistas.


Transformistas são homens heterossexuais, bissexuais ou homossexuais que se vestem com roupas femininas por opção ou para realizarem um trabalho artísticos, apresentando-se em shows ou musicais realizados em casas noturnas.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A DESCOBERTA DA SEXUALIDADE – parte II

A INFELICIDADE DOS ADOLESCENTES


Todo adolescente possui bons sentimentos. Seus ideais são positivos e elevados pois querem estar bem, amam sua família, seus amigos, gostam do bairro, cidade e o País em que vivem. Gostam de ter autonomia e, muitas vezes, brigam por ela com os genitores. Muitas vezes, mesmo lutando pela autonomia, não lhes resta outra alternativa a não ser fugir de casa, abandonar a escola e os estudos ou procurar um emprego porque agem de modo radical, do tudo ou nada.


É preciso que os adultos entendam que tudo o que acontece com os adolescentes está recheado de intensas emoções. E que, nesta fase de suas vidas, tudo é realizado com pouca base real e muita ilusão.

Os projetos mirabolantes que fazem para melhorar a sociedade e o país, os recursos de que dispõem para conseguir autonomia, as estratégias que utilizam para chamar a atenção dos genitores para sua pessoa ou desejos e necessidades apresentam muita fantasia e pouca realidade. Poucos são os que realizam esses ideais para si mesmos e para os seus. O mundo parece desabar sobre suas cabeças. E como sofrem! Mas, isto passa muito rápido. Dois ou três dias e tudo volta ao normal.


INFELICIDADES REAIS


Há algumas infelicidades que são reais como: a perda de um parente ou amigo querido, o afastamento dos amigos por conta de uma mudança de escola ou cidade, discussões com os pais, o término de um namoro, a impopularidade ou ser impopular. A infelicidade dura um tempo maior, mas também passa com o tempo.

Os namoros dessa idade são um bom exemplo disso. No início, parecem “flutuar nas nuvens” de tanta felicidade. Acreditam que será para sempre e que o final será muito feliz, como acontece nos contos de fada. E não importam as dificuldades desde que fiquem juntos. No entanto, quando o namoro termina, é um “Deus nos acuda”. Sofrem demais. Choram, ficam tristes, isolam-se, não querem conversar com ninguém e, muitas vezes, perdem o apetite.

Se é ruim e doloroso para os jovens que tiveram uma educação menos protetora, com regras claras e valores familiares a serem cumpridos na infância e que aprenderam, aos poucos, a lidar com as frustrações da vida, imagine para os que passaram a infância toda vivenciando a superproteção ou a simbiose. Estes, nunca experimentaram as frustrações e não sabem lidar com elas porque sempre tiveram alguém que resolvesse por eles as questões mais complicadas.

Sabemos que lidar com as frustrações não é nada fácil. Nem mesmo para os adultos mais experientes e equilibrados. Imagine ter que lidar com as perdas. Infelizmente, sofrerão em dobro.


Faz parte do desenvolvimento emocional de crianças e jovens, a vivência de experiências desagradáveis. Elas servem para que aprendam a lidar com elas, para que amadureçam e se tornem pessoas mais fortes. É claro que ninguém gosta destas experiências, pois trazem sentimentos ruins, amargos e dolorosos. Mas precisam aprender a se adaptar às diversas situações. O mundo e a vida não eternamente um “mar de rosas”. E mesmo que fossem, precisaríamos aprender a nos defender dos espinhos.

INFELICIDADES IMAGINÁRIAS


A maioria deste tipo de infelicidade tem a ver com coisas que são frutos da própria imaginação. isto porque estão numa fase em que todos os seus projetos e desejos vão muito além de suas possibilidades. Não é diferente com seus medos e infelicidades.

Quando a adolescência tem início (por volta dos 14 anos), seu corpo já está bastante modificado. É o momento de novas transformações, mas desta vez, internas. Essas mudanças internas têm a ver com a produção das células e hormônios sexuais e eles vem acompanhados de uma série de sensações que não tinham antes. Os jovens ainda não compreendem essas sensações. Por isso, aparecem os conflitos internos que se misturam com as questões morais aprendidas desde a infância. E daí, os medos, angústias e vergonha.

Mas medos, angústias e vergonha do quê?


Os garotos temem, se angustiam e se envergonham com as ejaculações noturnas e vestígios que deixam e as ereções diurnas que ocorrem sem que esperem em qualquer lugar e a qualquer hora.

E com as meninas não é diferente. Envergonham-se dos seios e do corpo, e do receio da menstruação chegar a qualquer momento, embora torçam para que isso aconteça o mais breve possível. Também temem as sensações e não sabem o que fazer com elas quando de repente aparecem.

E as perguntas são sempre as mesmas para ambos os sexos: O que fazer? Devem atender a “coisa instintiva” ou não? E se os outros perceberem? Como ficará se descobrirem que estão sentindo? Será que estou dando “bandeira”? A quem devo falar sobre isso? Em quem devo confiar? O que me acontecerá?


E como normalmente os pais evitam falar sobre sexo com os filhos, recorrem a um amigo(a) mais chegado(a). Esse, mais “esperto(a)”, resolve instruir o(a) amigo(a) novato(a). E enfia uma série de inverdades e mitos em suas cabecinhas preocupadas. E em vez de ajudar, acabam por colocar mais preocupação. Isto quando não dão o endereço de sites pouco confiáveis onde aprendem da pior forma possível ou quando saem contando para todos os amigos o que está acontecendo com esse(a) “novato(a)”. Envergonham-se das brincadeiras que fazem com ele(a), da falta de confiança depositada em alguém que não soube guardar seu  “segredo pessoal”.

A dor da vergonha se mistura com a dor do medo e a angústia se instala. E isso os deixa muito, mas muito infelizes mesmo. Muitos deixam de comparecer às aulas por causa das brincadeiras de mau gosto ou passam a tirar notas mais baixas porque se distraem tentando compreender o que lhe acontece ou tentando achar uma solução para este. E sem atenção, menos concentração. O que gera mais broncas, sermões e cobranças dos professores e dos pais.


E o medo, a vergonha e a angústia geram um estado de infelicidade e que vem acompanhada de mudanças de comportamento, tais como: o aumento considerável dos medos, da falta de consideração para com os outros, da grosseria e a aspereza no falar e das gírias próprias de grupos pouco conceituados. Ficam mais: intolerantes com os outros e chegando a insultá-los; ficam mais reservados ao tratarem assuntos pessoais e mais exigentes com relação ao dinheiro e que é gasto com coisas para eles mesmos. Ficam mais rebeldes e o contrário do que lhes foi ensinado ou pedido. Repudiam e desdenham de qualquer tipo de sentimentos e são mais reservados com relação aos membros da família. Se vestem de forma excêntrica (em estados mais graves usam andrajos e sujas), mas se enfeitam excessivamente. E, por fim, evitam encarar o(s) motivo(s) de suas tristezas de frente e preferem fugir deles.

Com o tempo vão encontrando um estado de equilíbrio entre o que sentem e a forma que se comportam. Aprendem a controlar seus instintos e encontram uma forma mais adequada de satisfazer suas necessidades sexuais.