OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

domingo, 22 de abril de 2018

COMO A IGREJA CULPOU AS MULHERES?

A Igreja Medieval não vivia um bom momento. Estava pressionada pelos “banqueiros da época” a pagar as dívidas contraídas, a venda das indulgências não estava dando o lucro que esperavam e os cofres estavam vazios, os fiéis estavam deixando de frequentar a Igreja depois da Reforma proposta por Martinho Lutero que discordava com algumas atitudes impostas pela Igreja. Além disso, a Igreja observava o avanço que as mulheres estavam conquistando. Estas estudavam, saíam-se bem no comércio, estavam conquistando cargos políticos e começavam a expor as próprias opiniões. E isto incomodava por demais os padres e monges e ficaram pensando que em pouco tempo, uma mulher poderia tomar o lugar papal, já que algumas chefiam os conventos.


A Igreja precisava, portanto, encontrar alguma coisa que desviasse a atenção desses problemas e trazer de volta os fiéis para continuar com seu domínio sobre eles. Por outro lado, queria ganhar a simpatia de seus credores novamente e quem sabe, ficar livre das dívidas. Quem sabe se achando um “culpado” as coisas não se resolveriam? Mas quem?

Foi vasculhando os escritos de suas bibliotecas para ver nos dogmas alguma coisa que poderia servir a seus propósitos, encontraram três teorias filosóficas que serviram em cheio a seus propósitos e com elas, poderiam justificar as atitudes que, por ventura, viessem a tomar.

1ª TEORIA


A primeira teoria foi a de Aristóteles, um filósofo grego que viveu na Idade Antiga. Nessa época, os conhecimentos estavam apenas começando. Tudo era baseado na observação, portanto, nada tinha de científico. E quem fazia isso era chamado de “filósofo”. Sua função era observar, analisar e tirar conclusões. E assim fez Aristóteles.

Num determinado trecho afirma: “ ... as mulheres (e todas as fêmeas da natureza), são deficientes e falhas, porque precisam dos homens para procriarem. Ao gerarem suas filhas transmitem essa deficiência a elas e quando geram seus filhos, isto não acontece. E justifica: “...essa deficiência pode ser causada por uma indisposição, uma transmutação ou pelos ventos austrais por serem muito úmidos”. (S.Th.I, q. 92, a. 1, ad 1).

Em outro trecho mais abaixo, ele conclui: “a primeira mulher (Eva) teria sido criada da costela de Adão. E ainda bem que tinha sido assim porque se um pedaço fosse tirado da cabeça, a mulher dominaria o homem. Se um pedaço fosse tirado do pé, seria sempre submissa a ele e poderia ser desprezada por ele. No entanto, como a costela está perto do coração, poderiam viver e conviver lado a lado e em condições iguais”. (S.Th. I, q. 92, a. 3, co).

2ª TEORIA

Santo Agostinho, que viveu de 354 a 430 d.C, época da Baixa Idade Média, na Argélia. Filho único de uma família muito pobre, tinha sonhos e desejos de grandeza. Gostava do que era caro, da luxuria e da riqueza, tanto que se casou com uma mulher rica e teve um filho com ela. Teve muitas mulheres na juventude e uma amante fixa durante o casamento. Mas não era feliz com nenhuma delas. Um certo dia, largou tudo e entrou para um mosteiro onde foi monge. Progrediu lá dentro e tornou-se Bispo de Hipona (cidade onde nascera).

Na época que Santo Agostinho viveu, ainda não havia as Ciências. Tudo era baseado na observação ou na experiência de vida do autor. E assim foi com este Santo que resolveu deixar por escrito sua história e suas experiências da juventude. E assim, ele escreveu a primeira autobiografia do mundo.

Agostinho (de Hipona) falava que o desejo de ter muitas mulheres e conseguir riquezas era uma desobediência às leis de Deus e da Igreja. E essa desobediência o afastara de Deus. E compara essa desobediência com a desobediência de Eva no paraíso, quando pega a maçã e come. Depois, insiste e dá para Adão. Deus, que os avisara sobre o fruto proibido, fica muito bravo e os expulsa do Paraíso. E surge o “pecado original”. Com essa comparação, Santo Agostinho queria mostrar que todos somos imperfeitos diante de Deus, cegos pela sexualidade e diante das riquezas.

Santo Agostinho critica Deus por permitir o “livre-arbítrio”. Para ele, todos cometemos atos bons e maus. E que Deus sabe e permite que os homens cometam esses atos e critica ainda mais afirmando: Se Deus sabe de tudo isso e permite que as pessoas se afastassem “Dele”, porque deu o Livre arbítrio, então?

3ª TEORIA


Esta teoria é a de São Tomás de Aquino, que viveu de 1225 a 1274, meados da Baixa Idade Média, na Itália. Foi monge, filósofo e escritor. Em seus escritos, citou os pensamentos de Aristóteles e de Santo Agostinho não porque concordasse com eles, mas para refutá-los.

Para Tomás de Aquino, “as mulheres eram frutos da sabedoria de Deus, assim como eram os homens e, por isso, o mundo não fora criado apenas para os homens, mas para as mulheres também”.

OS PADRES E AS TEORIAS

Além de machista, a Igreja Medieval também era manipuladora. Principalmente, quando tratava dos seus interesses. Os chefes da Igreja pegaram as partes que mais lhes interessava de cada teoria e ignoraram as justificativas e conclusões dos autores.

De Aristóteles pegaram a parte em que ele afirma que as mulheres são deficientes e imperfeitas, que passavam essa imperfeição quando geravam meninas, que elas dependiam dos homens”, e generalizando incluíram um “para tudo”. De Santo Agostinho ficaram com a parte de que “as mulheres “enfeitiçavam” os homens usando a sexualidade”, que eram más e perigosas porque transmitiam o pecado original a todos (filhos e filhas).

Com relação a teoria de São Tomás de Aquino, por ser mais recente, foi distorcida. Os padres afirmaram que “os frutos da sabedoria de Deus eram os homens”. E pegaram o texto da 1ª teoria, escrito para que ele pudesse analisar e contradizer e insinuaram que São Tomás concordava com o autor.

Fizeram um documento apoiados nessas distorções e espalharam por todas as pessoas de todas as regiões, como se fossem verdades absolutas, ou seja, como princípios da religião.

A “forma torta” das teorias divulgadas pela Igreja causaram um grande impacto na população gerando a misoginia, ou seja, um ódio mórbido, patológico e cruel contra as mulheres.

As mulheres daquela época sofreram muito com esse ódio. Eram desprezadas, ignoradas em suas necessidades e culpadas por tudo o que acontecia.

sábado, 7 de abril de 2018

O QUE A IGREJA MEDIEVAL TINHA A VER COM AS MULHERES?

Na Idade Média, a vida não era fácil. A expectativa de vida era muito baixa, o que significava que morriam muito cedo. Por isso, as mulheres casavam-se muito jovens, ainda na adolescência. No entanto, seus maridos tinham duas ou três dezenas de anos a mais que elas. Assim, saíam da tutela dos pais para entrarem na tutela dos maridos.

O casamento era uma forma de controle e domínio masculino sobre as jovens. A função do marido era o de chefe da família e de provedor. Gozavam de total liberdade, incluindo o poder de vigiar e controlar a vida das mulheres sob sua tutela e tomar as decisões que bem entendessem sobre suas vidas.

Após o casamento, as mulheres tornavam-se responsáveis pela manutenção do lar, do cuidado com os filhos, manter a fidelidade ao marido e ao sacramento dado pela Igreja, ou seja, cabia a elas a manutenção do casamento. Além das atividades domésticas, cabia a elas ajudarem nos negócios dos maridos. Somente quando os maridos estivessem ausentes ou fossem falecidos, elas podiam tomar decisões e chefiar a casa e os negócios. Mas não podiam votar, participar da política local ou tomar decisões por conta própria.

Se falecessem antes dos maridos, seus bens pessoais eram devolvidos aos os pais. Porém, se chegassem a idade adulta ainda solteiras, perdiam os direitos legais aos bens da família (herança, por exemplo).

Como se pode perceber, as mulheres da Idade Média tinham pouquíssimos direitos. No fundo, gozavam de uma “pseudo liberdade”, desde que fossem submissas aos pais ou aos maridos. Por isso, sentiam a necessidade de serem mais valorizadas e respeitadas.

No final da Alta Idade Média, o mundo vivia uma série de transformações devido a intensificação do comércio com o Oriente.  Os homens partiam para longas e duradouras viagens para comerciar no Oriente. E como a vida local não podia parar, as mulheres passaram a tomar conta e a tomar decisões sobre eles. Muitas mulheres tiveram que aprender o ofício dos pais ou dos maridos para tocarem os negócios da família. E ao fazerem isso, profissionalizaram-se.

Era possível encontrar mulheres que eram comerciantes, hábeis tecelãs, enfermeiras, tintureiras, copistas, encadernadoras. Outras que participavam ativamente da política local e algumas mulheres da nobreza se tornaram rainhas poderosíssimas. Algumas, até aprenderam a ler e a escrever (coisa que era uma atividade exclusivamente masculina) e se tornaram professoras, médicas e abadessas. E tudo isto sem esquecerem as tarefas domésticas e os deveres maternos. E todas já encontravam um momento em que podiam expressar seus pensamentos e sentimentos.


Mas a Igreja, que sempre foi muito machista, começou a perder seu prestígio e percebeu que as mulheres estavam ganhando muito espaço. Por isso, tentou coibir a iniciativa feminina para manter novamente o controle sobre elas. E como não estavam conseguindo, resolveram culpar “as mulheres”.

sexta-feira, 23 de março de 2018

A ORGANIZAÇÃO DA IGREJA MEDIEVAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Para entender como os padres da Idade Média pensavam e agiam é preciso que se saiba como o clero era organizado, sua influência na sociedade e as consequências disso tudo. Então, vamos lá.

A volta ao campo, o aumento da população de fiéis e o aumento de pessoas que queriam ingressar na vida religiosa com medo do inferno fizeram com que a Igreja se organizasse.

A presença dos padres nos feudos

Apesar de ainda apresentar uma estrutura simples, os fiéis de cada região escolhiam um bispo para dirigir todas as Igrejas da região (conhecida como diocese) e várias dioceses eram administradas pelos arcebispos e ambos obedeciam diretamente ao Papa. que comandava tudo e a todos, dentro ou fora da Igreja. Já os padres ficavam responsáveis por dirigir as paróquias (como um pequeno distrito) e pelo ensino da religião, pelas cerimônias religiosas e dar assistência á população. A parte administrativa ficava a cargo dos diáconos (aspirantes a padre).

A fé dominava a vida do homem medieval e determinava todos os seus atos do dia a dia. Os padrões morais e éticos eram vistos como exclusividade dos cristãos. E para que a população aplicasse esses padrões, os padres alimentavam o medo do castigo que os pecadores viriam a sofrer depois da morte no inferno e com muito tormentos. O medo do inferno agindo sobre a imaginação das pessoas, servia como forma de controle sobre as atitudes imorais e, impedia que os fiéis “pecassem”. Por medo, muita gente procurava a vida religiosa, mesmo sem ter vocação. Portanto, como a demanda era enorme, começarem a surgir várias ordens religiosas na Europa.

A vida nos mosteiros

Para abrigar toda essa demanda de novos religiosos foram construídos os primeiros mosteiros. Mas a vida lá dentro não era nada fácil. Haviam muitos períodos de oração e de aprendizado dos dogmas e de trabalho duro: de construção ou ampliação dos mosteiros, da higiene do local, do cuidado com os doentes, socorro a população mais pobre, o ensino da religião, as cerimônias religiosas e eclesiásticas, o cuidado dos animais e o plantio de subsistência. Tudo com regras rígidas que deveriam ser cumpridas a risca. Muitas dessas ordens religiosas optaram pelos votos de pobreza, de obediência e de castidade em separado ou todos ao mesmo tempo.

Além do controle sobre os sobre os monges, padres, paróquias e dioceses, competia à Igreja, era de sua competência a administração da justiça sobre os casos em que seus membros e civis da região estivessem envolvidos. E esses julgamentos eram baseados no Direito Canônico, cujas leis eram muito severas.

O Papa e assessores

Assim, a Igreja foi ficando cada vez mais rica. Fosse pela cobrança do dízimo, por donativos ofertados pelos senhores feudais ou por soberanos convertidos, vendendo indulgências que prometiam amenizar os martírios dos pecadores ou por monges e bispos que se tornaram senhores feudais, enquanto os pobres ficavam cada vez mais pobres. E também ficava cada vez mais poderosa. O poder da Igreja era quase ilimitado. Tanto que chegou a instituir uma norma, conhecida como a “TRÉGUA DE DEUS”, que proibia qualquer tipo de combate em determinados dias do mês e nas principais datas religiosas.

A vida cotidiana da população era impregnada de pequenos rituais religiosos. Se alguém ficasse doente, houvesse uma epidemia ou ocorresse uma catástrofe a culpa era do demônio e resolvidas com exorcismos, sinais da cruz e outros rituais e símbolos católicos.
A importância da Igreja na vida do povo medieval

E o poder da Igreja só aumentava. Além do poder espiritual e dos julgamentos, em quase toda a Europa, a Igreja também tinha o poder político. Nenhum rei ou rainha era coroado ou se casava sem o aval da Igreja. E foi mais longe ainda.
Com a justificativa de que precisavam salvar os pagãos do inferno, a Igreja decretou as chamadas “Guerras Santas” e a mais famosa delas foram as “Cruzadas”. Por causa da dependência com a Igreja, muitos soberanos, nobres e senhores feudais apoiaram essas guerras enviando dinheiro (ouro e outros metais preciosos), com suas guardas e que foram formados muitos exércitos. No entanto, nessas guerras fez com que os novos interesses econômicos e sociais fossem maiores que os interesses religiosos.

Quanto mais rica a Igreja ficava, mais jovens ricos se interessavam em entrar na vida religiosa. Não porque tivessem vocação, mas porque enxergavam uma possibilidade de enriquecerem ainda mais ás custas dos donativos e tributos pagos pelos camponeses, comerciantes e artesãos à Igreja.

Só os padres podiam ler e escrever

Outro poder importante que a Igreja medieval detinha era o controle do saber. Ou seja, somente os padres, bispos, abades e monges podiam saber ler e escrever. Muitos padres escreveram pergaminhos, cartas, livros e formaram grandes bibliotecas. Porém, os padres mais pobres e que, embora não soubessem ler, mas tinham habilidade para a escrita, tornavam-se copistas (ou copiadores) dos livros dos padres autores.

Naquela época, homens e mulheres viviam num mundo pequeno, não só geograficamente, mas principalmente, na parte intelectual. As notícias sobre outros lugares, sobre outros povos e seus costumes eram demoradas, esparsas e contraditórias. Por exemplo, ninguém sabia que o continente americano existia, por isso, não apareciam nos mapas.

Os mercadores

Os mercadores viajantes que traziam informações desses lugares, tinham suas informações censuradas pela Igreja e só permitia a divulgação das informações que interessavam a ela, como por exemplo, as riquezas de um determinado lugar ou das práticas pagãs dos povos visitados. Por que? Com segundas intenções: continuar com as Guerras Santas e, como desculpa, a “salvação” dos infiéis.

Martinho Lutero e a Reforma Protestante

Mas, por outro lado, a Igreja passou a sofrer alguns ataques. Reis, príncipes e senhores feudais passaram a discordar das atitudes da Igreja, dos Papas ou de seus comandados. Mas no fim, a Igreja sempre terminava como vencedora. E foi assim até o século XVI, quando Martinho Lutero organizou a Reforma Protestante.

As Guerras Santas

Um outro conflito veio atrapalhar os planos da Igreja e abalar seu prestígio. As Guerras Santas custavam muito caro para a Igreja. E a Igreja já havia gasto o que tinha ganho e o que não tinha também. Também não podia mais contar com a ajuda dos reis, príncipes e senhores feudais que andavam descontentes e discordando das atitudes Papal. Só lhe restava pedir emprestado para os banqueiros. E isso foi feito. Recebeu o empréstimo, mas não tinha como pagar a dívida contraída, pois os gastos com as Guerras e o luxo com que os padres viviam era grande.

Naquela época, um empréstimo era entendido como a venda do tempo (prazo) para a quitação da dívida. Assim, quanto mais tempo levavam para quitar a dívida contraída, mais cara essa dívida ficava. Dessa maneira, as dívidas contraídas pela Igreja foram ficando astronômicas. Mais uma vez, a Igreja quis dar uma contornada na situação, mas... do seu jeito.

Os banqueiros medievais

A desculpa foi a revisão nos dogmas (as leis) que regiam a religião. E sabe-se lá onde, os arcebispos e bispos encontraram alguma coisa a ver com “pecado mortal”. E para o povo da época, pecar era a coisa mais terrível que havia por causa do inferno. Assim, o medo foi, novamente, a solução encontrada pela Igreja, que passou a divulgando que a “usura” (ganância) era um “pecado mortal”.

A Igreja esperava que os banqueiros, diante desta notícia, se arrependessem de cobrar a dívida e oferecessem-na como doação aos pobres ou á própria Igreja, aliviando os seus pecados. Mas não foi isso o que aconteceu. E a Igreja caiu do pedestal onde ela mesma se colocara.

quinta-feira, 8 de março de 2018

A MULHER NA IDADE MÉDIA

A Idade Média foi um período muito longo de 22 séculos, indo dos anos 800 a.C a 1500 d.C. Para organizar os eventos corridos nesse tempo, os historiadores dividiram a Idade Média em três grandes períodos: Idade Média Arcaica, a Alta Idade Média (séc V d.C ao século XIII) e a Baixa Idade Média ou Idade Média TARDIA (do século XIII a XV).

IDADE MÉDIA ARCAICA (800 a.C a 600 d.C)

A vida das mulheres durante os primeiros 14 séculos da Idade Média Arcaica não mudou quase nada da idade antiga. As mulheres continuavam sem instrução, sem poder ansiar por cargos de mandos e não participavam da política local. Continuavam não sendo cidadãs, propriedade dos pais e depois, dos maridos. Mas continuavam cuidando da casa e de todas as tarefas domésticas, dos filhos e do marido. 

Por isso, não se conhecem mulheres que se projetaram na vida pública ou na vida social. No entanto, no período de ano 69 a 30 a.C, uma mulher se destacou pela sua importância na vida e no destino do Egito: Cleópatra VI, a rainha do Egito. Antes dela, outras cinco Cleópatras existiram, mas ninguém soube de suas existências.

Seu nome era Cléopatra Tea Filopátor, cujo significado é “aquela que faz o pai feliz”. Cleópatra era filha do rei egípcio Ptolomeu II, que fez questão que ela fosse muito bem educada e instruída, sabia e dominava 12 idiomas estrangeiros em sua época. Com a morte do pai e por um costume egípcio, Cleópatra, casa-se aos 15 anos com seu irmão mais velho, Ptolomeu XIII. Pouco depois, o marido foi assassinado pelo irmão Ptolomeu XIV, que também queria ser rei. Cleópatra se casou com ele também pela mesma razão: manter o trono. Reinaram juntos por algum tempo. Supõem-se que ela o tenha envenenado para reinar sozinha. Como rainha, foi hábil estrategista, diplomata e administradora das questões do reino. Seu governo foi próspero até a invasão dos Romanos.

Nessa invasão, conhece e apaixona-se por Marco Antônio, o general romano que comandou a invasão. Sem poder ficar com ele e para não ser transformada em escrava (atitude comum entre os romanos), suicida-se com picadas de uma serpente (naja) muito venenosa.

A SOCIEDADE FEUDAL

Durante esta primeira fase da Idade Média, o trabalho migrou das cidades para o campo. E por volta dos anos 800 a.C surgem os feudos, uma estrutura política para garantir a ocupação do território e segurança do reino. Possuir um feudo era sinônimo de poder econômico e de prestígio social e político. Portanto, eram comuns as batalhas entre nobres pela conquista de um feudo.


Os feudos eram grandes propriedades de terras distribuídas a senhores de posses, nobres locais ou generais que destacavam nas guerras em troca de serviços (impostos, apoio político (lealdade) e serviços militares (segurança) contra possíveis inimigos ou invasores.

Cena do filme Hobin Hood.

Nessa época, Igreja decidiu acompanhar o movimento de volta para o campo. E enquanto a sociedade feudal se organizava com suas bases militares, a função da Igreja era a de manter a ordem e a paz.

AS MULHERES NESSA SOCIEDADE

A sociedade feudal era extremamente patriarcal, ou seja, dominada pelos homens e, principalmente pela Igreja Católica. Se a vida das mulheres na Antiguidade e nos séculos iniciais da Idade Média eram difíceis, com o cristianismo ficou ainda pior.


As mulheres se tornaram cada vez mais invisíveis. Eram menosprezadas em suas necessidades e desrespeitadas como pessoas. Só para exemplificar: enquanto os homens tinham plena liberdade para circular por todas as dependências dos castelos e pelos arredores dos feudos, as mulheres eram obrigadas a circular e permanecer em áreas restritas e (seus quartos e algumas áreas privativas) ou circular apenas dentro da casa de seus pais ou dos conventos.


Enquanto os maridos e filhos mais velhos ficavam aquartelados no castelo e suas fortificações (pois a destreza no manuseio das armas e a valentia nas batalhas ou nas estratégias de guerra, eram consideradas grandes virtudes) cabia às mulheres pobres o trabalho no roçado, nos moinhos, no estábulo, no celeiro ou na feira, vendendo o que era produzido para sustentar a família. Outras, conseguiam trabalhar como servas no castelo


O CLERO








Tudo era muito simples. Os padres não tinham formação religiosa. Bastava se converterem ao Cristianismo, saberem um pouco da religião e peregrinar ensinando o que aprenderam, converterem os pagãos, dar assistência á população pobre e realizar casamentos. E eram respeitados pela população.


sábado, 24 de fevereiro de 2018

A MULHER NA ANTIGUIDADE

A antiguidade começa em 3500 a.C, quando os primeiros homens decidem deixar de serem nômades e se fixaram em um determinado lugar e ali construíram suas casas.
Os papéis de homens e mulheres continuavam simples e claros. No entanto, as atividades mudaram radicalmente, principalmente para as mulheres.


O homem passa a domesticar os animais, a cuidar do rebanho que começava a se formar e arar a terra para o plantio. Já as tarefas femininas eram: ajeitar a casa, cuidar dos filhos e do marido, cuidar das roupas, da alimentação de todos e ainda, do plantio e da colheita. Mas ninguém reclamava e continuavam felizes porque ambos tinham seus trabalhos reconhecidos pelos companheiros.


O tempo passou. E os lugares foram compartilhados com outras famílias que resolveram fixar suas raízes naquele lugar. Formavam-se assim, as primeiras povoações. E quanto mais gente chegava, mais o espaço ia diminuindo, dando origem às primeiras cidades. E como toda aglomeração, precisava de uma pessoa para liderar o grupo e resolver as questões de conflito que se formavam.

militares - guerreiros


Agora, além de proteger e prover, os homens assumiam a governança e a guarda da cidade. No início tudo ia bem até que ”o poder subiu à cabeça” – como diz o velho provérbio popular. E os líderes que decidiam as questões da terra e ordem do lugar, passaram a decidir também a vida das pessoas. E as cidades se transformam em reinos. 

cuidados na lavoura
tarefas caseiras

E as mulheres? Continuavam cuidando da casa, da prole, fiar, tecer e costurar, a lavoura (preparação da terra, plantio, cuidados e colheita) e dos animais domesticados e de todos os cuidados pertencentes a esta função.

os soberanos

os políticos

os sacerdotes

Na maioria desses reinos, os governantes acreditavam que eram divindades, ou seja, que eram deuses. E como tal, acreditavam ter todos os poderes possíveis e imagináveis, daí a maioria ser tiranos implacáveis. Como soberanos só pensavam em si mesmos. Como só podiam governar, precisavam de assessores e de uma guarda que protegesse a ele e ao reino. E passou a ser novas funções dos homens. E as sociedades se dividiam em castas: a realiza, dos políticos (assessores) e sacerdotes, a guarda, eunucos e o povo (maioria composta por mulheres, crianças e anciãos).


Na antiguidade clássica (Grécia) as mulheres não tinham o menor valor, porque os gregos exaltavam as qualidades intelectuais e desprezavam os trabalhos manuais (geralmente, realizados pelas mulheres). Logo, não tinham o menor valor na sociedade. Não tinham voz, nem vez. Não podiam ter propriedades (tudo era do marido), nem participar de cargos governamentais, estudar ou praticar esportes e muito menos de opinar ou ter ideias, porque os homens de então acreditavam que elas “não sabiam pensar”. Nem cidadãs eram consideradas.

submissão


No Egito, Roma, Assíria, Mesopotâmia, Pérsia e tantos outros reinos da antiguidade nada era diferente. Eram, portanto, sociedades bastante machistas. Os governantes manipulavam a todos para satisfazer seus desejos e loucuras. Os políticos legislavam em proveito próprio. A guarda e os sacerdotes procuravam tirar proveito dos que estavam acima deles e dominar a plebe. A esta só restava a obediência a todos.

Os governantes exploravam o povo para aumentar suas riquezas. Surge, então, a cobrança dos impostos, aumentando mais uma tarefa para as mulheres do povo: a venda dos produtos do plantio e do cuidado dos animais para a sobrevivência da família e para pagar os impostos.


AS MULHERES E O MATRIMÔNIO

casamento real

Os casamentos eram na grande maioria impostos às mulheres por seus pais, do qual dependiam inteiramente. Podia ser por algum interesse ou pagamento de uma dívida contraída.

Os casamentos da nobreza sempre visavam o setor financeiro ou o político e nunca por amor. As famílias das noivas davam um dote ao pretendente. Esse dote podia ser em dinheiro (moedas de ouro), joias ou terras férteis. 

Os maridos podiam casar inúmeras vezes (sendo a primeira, a rainha) e ter quantas mulheres quisessem. Mas as mulheres tinham que ser fiéis a seus maridos. Com a formação dos haréns, lugar reservado nos palácios, guardado e protegido pelos eunucos. Os eunucos eram “homens castrados” e por esse “privilégio”, eram os únicos a terem contatos com as esposas reais.

Tela representando o rapto de Europa por Zeus

A maioria dessas esposas eram moças raptadas em caravanas de viajantes ou sobreviventes de ataques a algum povoado. Neste caso, podiam ser nobres ou da plebe e sempre as mais bonitas e levadas ao palácio como presente ao soberano fosse como concubinas ou como escravas.

As mulheres mais abastadas (esposas reais, de políticos e dos generais mais famosos do reino) para conseguirem algo em benefício próprio (obtenção de alguns privilégios como dinheiro, joias ou serem sacerdotisas) usavam uma arma poderosa: a sedução. Mas tudo tinha que ser muito discreto.

No casamento das mulheres do povo, era sempre imposto pelos pais de quem dependiam e deviam obediência cega por serem propriedade destes e precisavam ser castas. Não havia uma idade limite para casá-las, portanto, podiam ser meninas ou jovens e não podiam reclamar de nada. Com o casamento passava a ser propriedade dos maridos a quem deviam fidelidade total. Se desobedecessem ou traíssem os maridos podiam ser devolvidas às suas famílias ou serem enxotadas de suas casas. Eram obrigadas a partir sozinhas e com apenas a roupa do corpo. E, geralmente, terminavam na prostituição.

O abuso sexual entre as meninas e moças da plebe era enorme. E como ninguém queria casar com elas porque não eram mais castas, só lhes restava a prostituição.
Conta-se que entre os povos bárbaros havia um rei que decretou uma lei que todo pai devia comunicar a ele, o dia do casamento de sua (s) filha (s), para que ele pudesse passar a noite de núpcias com ela.

Como se vê, os homens podiam tudo. A elas cabia apenas as tarefas de servir e nunca poderiam ser servidas.


concubinas 

Entre as mulheres da antiguidade também havia uma divisão: as esposas e as prostitutas. Cabia às esposas: satisfazer sexualmente o marido e obedecê-lo em tudo, fidelidade e dar à luz muito filhos e a filhos saudáveis (pois se fossem deficientes ou doentes eram mortos), cuidar da casa e da prole, cozinhar e tecer, costurar, bordar, cuidar lavar e passar, já que eram sustentadas pelos maridos. As esposas sabiam que os maridos se “divertiam com as prostitutas” antes de chegarem em casa e não podiam reclamar.

Em caso de viuvez, a situação das mulheres era terrível. Como já não tinham mais o provedor, restava-lhe duas opções: casar-se com o irmão subsequente ao marido e ser uma segunda, terceira ou mais esposas ou se tornar prostituta para garantir sustento dos filhos e o seu.

A função das prostitutas era o de manter e garantir que as esposas fossem puras, castas. Elas deviam servir a todos os homens que lhes pudesse pagar ou servir a eles como forma de pagamento de alguma dívida contraída pelo marido falecido ou por ela, após a viuvez.

Havia também muita discriminação entre as próprias mulheres das classes sociais mais ricas. As ricas sempre se colocavam como melhores diante das que não tinham o mesmo poder aquisitivo que o delas. Dessa maneira, conseguiam os melhores maridos e as melhores posições sociais e desencorajava as outras. Muitas mulheres solteiras preferiam a prostituição do que manter-se castas para juntarem uma pequena fortuna e conseguirem um melhor pretendente, já que entre os ricos, a castidade era visto como algo supérfluo. O mesmo acontecia entre as esposas e as solteiras além de uma rivalidade velada (pois não podiam reclamar) entre as esposas e as prostitutas, mesmo sabendo que um dia seriam como elas.

Nenhuma mulher conseguiu se destacar nesta época. E a Idade Antiga termina no ano 800 a.C.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

POR QUE TANTA A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES?

Todas as vezes que ouço uma violência contra meninas, moças ou mulheres me pergunto o porquê as mulheres são sempre as vítimas? Talvez, você também se pergunte. E nem sempre obtemos respostas. Por essa razão resolvi investigar. E as respostas que sempre procurei as encontrei na história. E por isso quero compartilhar com vocês, para conhecer, compreender e combatê-la.

A MULHER NA ERA PRIMITIVA


Desde a era mais primitiva, aquela dos primeiros hominídeos, não haviam vínculos afetivos entre eles. Machos e fêmeas agiam por instinto. E como animais no cio, os machos cobriam as fêmeas próxima por serem mais fracas diante deles. O que valia era a lei do mais forte. Copulavam apenas para necessidade (instinto). Depois do ato consumado, cada um seguia seu caminho.



Depois de milênios de evolução, descobrem que o grupo era importante porque facilitava o trabalho e a manutenção da sobrevivência. É quando surge o sentido de grupo e em seguida, o sentido de família. Tudo era muito simples, com papéis definidos para os homens e mulheres.

Cabia aos homens: a “atividade da caça” para alimentar a mulher e os filhos e, a “proteção do espaço”. Nestas atividades os homens arriscavam a vida enfrentando animais selvagens e os inimigos. No entanto, precisaram desenvolver: a) o senso de direção para localizar a caça e leva-la para casa e, b) a pontaria, para atingir a presa parada ou em movimento. Era só isto o que todos do grupo ou da família esperavam do homem. Nascia ali, a ideia do provedor e protetor do grupo.


No entanto, cabia a mulher: a procriação e o cuidado da prole. Ter filhos era considerado como um ato sagrado. E como os filhos quando pequenos precisavam de muitos cuidados, cabia às mulheres esses cuidados. Assim, as mulheres passavam o dia cuidando de seus rebentos e se relacionando com outras mulheres.
Quando a caça começava a rarear, os homens precisavam ir mais longe e muitas vezes, ficavam fora vários dias. 



Cabia então ás mulheres, encontrar sementes e frutos nas redondezas para alimentar os filhos maiores e a si mesma. Por isso, também tiveram que evoluir e adquirir certas habilidades como: a) identificar sinais de aproximação de algum perigo; b) aprimorar o senso de direção a curta distância, c) orientar-se por pequenos sinais da paisagem para encontrar o caminho de volta. Os cuidados maternais fizeram com as mulheres desenvolvessem uma sensibilidade especial: a de identificar pequenas mudanças comportamentais e na aparência no de crianças e adultos.


Nesse período da história, os homens ficavam satisfeitos quando a mulher reconhecia seus esforços para trazer a comida. E elas ficavam satisfeitas quando os companheiros reconheciam os cuidados dispensados aos filhos e aos outros. O grupo também ficava satisfeito porque cada um cumpria seus deveres. E como esses grupos eram nômades, nada mais havia para fazerem.

domingo, 28 de janeiro de 2018

VIOLÊNCIA CONJUGAL

Na violência conjugal, homens e mulheres também são vítimas e/ou agressores.


Homens vítimas são minoria, mas não se pode negar que existam casos de mulheres dominadoras e são raríssimos os casos denunciados. Porém, em mais de 90% dos casos, as mulheres com idade que variam de 15 a 44 anos são as vítimas. Nesta estatística fica claro que não importa a classe social, raça, idade, etnia ou nível de escolaridade para que as agressões aconteçam.


Os motivos da agressão contra as mulheres são variados: necessidade de mostrar-se poderoso, autoritarismo, alcoolismo, uso abusivo de drogas, agressividade mal controlada, crueldade etc. As atitudes agressivas vão desde os xingamentos e espancamentos até os assassinatos (os atuais feminicídios). Porém, em todos os casos, o intuito é a dominação do “mais forte sobre o mais fraco” com requintes de perversidade.


De todas as formas de violência contra as mulheres, o espancamento é a forma mais grave, porque deixa marcas visíveis e invisíveis minando a baixa autoestima e autoconfiança, causando ansiedade social e generalizada, depressão, sintomas de estresse pós-traumático, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias e a apresentar risco de suicídio porque atinge e deixa marcas profundas nos aspectos psicológicos, morais e emocionais da mulher. As mulheres ficam enfraquecidas em seu papel social prejudicam também a saúde emocional dos filhos, que assistem e convivem com essas as cenas agressivas.

Por consequência, resulta num aumento dos índices de violência social.  A maioria dos homens e mulheres agressores são frutos de famílias em que existe a violência conjugal. Quando crianças aprendem pelo exemplo, assistindo as atitudes de seus genitores, ou seja, pelas agressões do dominante e as reações de suas vítimas. 


Essas atitudes distorcem os sentimentos dos meninos sobre o que eles conhecem como amor, respeito e compaixão. Acreditam que amar é espancar, dominar, judiar etc. E repetem quando são adultos. Para as meninas, filhas de mulheres constantemente agredidas, também é danoso. Ao verem suas mães serem agredidas e permanecerem caladas, sentem que este é o caminho que devem percorrer diante de seus maridos. Por isso, sentem medo, não reagem e submetem-se a toda espécie de violência, porque acreditam que a vida é assim e essa é a forma de se comportarem.

A sociedade costuma dizer que essas moças ou mulheres “não tiveram sorte no casamento”. Isto não é verdade. O que acontece, é que diante de suas vivências e pelo exemplo dado por suas mães (de se calar diante das agressões e aguentar toda sorte de investidas), as faz procurar parceiros agressivos (semelhante aos pais) em seus relacionamentos, repetindo assim o padrão da violência conjugal.  É uma atitude inconsciente, segundo afirmas muitas teorias da Psicologia.

Por outro lado, muitas mulheres confundem as chamadas “obrigações sexuais”. Por dessas “obrigações”, entendem que precisam ceder a tudo e a todo momento que o marido ou companheiro deseja, mesmo que depois sintam-se desconfortáveis.


Toda relação sexual sempre deve ser consentida, ou seja, os parceiros devem querer realizar o ato sexual. Com o consentimento de ambos é uma relação prazerosa e faz com ambos fiquem felizes. 

No entanto, há circunstâncias em que as mulheres estão sendo abusadas sexualmente ou estupradas e não se dão conta disso. Acreditamos ou queremos acreditar que estas coisas ocorrem apenas quando somos forçadas por estranhos e que jamais acontecem com a pessoa que amamos. Isto ocorre porque a coerção é velada, discreta e sem violência física, mas que deixam as mulheres constrangidas e infelizes. E é muito mais comum do que se pode imaginar.

Sempre que uma mulher não estiver a fim da relação sexual, o marido ou companheiro deve respeitar essa decisão. No entanto, se ele não aceita essa decisão e força (insiste) de alguma forma (mesmo que corriqueira ou parecendo ocasional), e fazendo com que a mulher ceda, mesmo se sentindo desconfortável, configura-se como abuso sexual. Já quando cobra a tal “obrigação conjugal ou quando parte para a penetração sem aviso (carícias preliminares)”, configura-se como estupro.


Outro tipo de situação com coerção velada é o abuso psicológico. Configura-se por ressaltar seus “defeitos” ou proferindo palavras desairosas sobre a sexualidade dela (pressão verbal) antes ou no momento da relação, inibindo com essas palavras o desejo sexual feminino ou fazendo com que as mulheres se sintam amedrontadas e culpadas, cedendo aos desejos sexuais do companheiro. Fazem parte ainda dos abusos psicológicos dentro ou fora do casamento: os espancamentos, insultos, acusação de infidelidade, a acusação ou a comparação do amor (sendo o dela menor do que o que ele sente por ela), humilhações, rejeição e isolamento.

Fora do casamento, a coerção sexual também existe, seja induzindo, pressionando, ameaçando ou intimidando a mulher a praticar o ato sexual contra a sua vontade, a qualquer momento e em lugar (rua, carro ônibus, trabalho etc).  As ações coercitivas, neste caso, podem ser: a molestação, a pressão verbal, a penetração forçada ou sob ameaças.

Há ainda formas organizadas e com feição criminosa, como por exemplo o tráfico e a exploração sexual de mulheres, configurando-se como coersão.