OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O MERCADO DE TRABALHO E A SOCIEDADE



Vimos na postagem anterior que o mercado de trabalho mantém uma intima relação com as relações entre patrões e empregadas e que atua nas relações econômicas de ambos e da sociedade como um todo. Vimos também que o mercado de trabalho está intimamente ligado com a chamada lei da oferta e da procura. Esta lei, que não está escrita em nenhum lugar mas, que exerce forte pressão, serve tanto para quem compra e vende, como para quem compra ou vende produtos.



Supondo que alguém procure numa loja um produto recém lançado. O dono logo diz que não conhece. Porém, se muitas pessoas forem procurar esse mesmo produto, o dono irá atrás e encomendará uma quantidade maior e pagará por ele um preço bem maior que será repassado aos clientes que o procuram. Quando esse produto se torna muito popular, o preço abaixo, porque o tal produto não é exclusividade dessa loja, mas está presente também nas lojas de seus concorrentes. Portanto, a principal característica do mercado de trabalho é a concorrência


Em termos profissionais é a mesma coisa. Supondo que uma empresa abra uma vaga para serviços gerais (limpar e deixar tudo em ordem) logo se forma uma fila de candidatos de dobrar quarteirão. Ou seja, uma procura intensa para uma única vaga. A empresa contrata uma única pessoa e paga um salário baixo por esse serviço prestado, pois todas as pessoas conseguem dar conta desse serviço. No entanto, se essa empresa tiver uma vaga para um serviço especializado, como a procura de candidatos é menor, ela pagará um salário maior para o contratado. Para isso, é preciso estudar e se especializar. Bons salários não se conquistam sem esforço da parte dos candidatos. E nessa contratação, o que for melhor qualificado será o escolhido.


O segredo de um emprego com um ótimo salário está na qualificação profissional. E a empresa tem seus critérios para avaliar quem é o melhor que os demais. Novamente supondo, os candidatos possuem o mesmo grau de escolaridade, conheçam bem o serviço a desempenhar e mostram-se interessados no trabalho. Neste caso, há um empate de qualificações entre ou quatro candidatos. Mas só um é contratado. Como isto acontece?


As empresas possuem vários critérios para avaliar quem será o candidato escolhido. Os primeiros deles são a formação escolar e as especializações profissionais. Outros critérios são: as entrevistas, os diversos testes conhecidos como “dinâmicas feitas em grupos ou individuais” e, por fim, o desempenho no ambiente de trabalho. E neste ponto, são as qualificações pessoais do candidato que entram em jogo. E no quesito “qualificação profissional” o mercado anda muito exigente e criterioso. 

Quando há um excesso de procura e poucas vagas cria-se, então, uma desestabilização social. O mesmo acontece quando o número de vagas é maior que a procura. 

Muitas vezes, a falta de equilíbrio se dá quando a empresa se inova muito rápido, substituindo a mão de obra humana pelas máquinas. Neste caso, a oferta de vagas para uma determinada profissão ou qualificação profissional deixa de existir. Também pode acontecer que a empresa não encontra candidatos com a formação ou qualificação profissional necessária para desempenhar determinada função. Nestes casos, o desequilíbrio estabelecido gera o “desemprego”.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O MERCADO DE TRABALHO

Desde que o homem descobriu o trabalho, se preocupa com ele e com as relações que proporciona. A principal relação é a existente entre os trabalhadores e seus empregadores.

O estudo dessa relação permite perceber e prever como empregados e empregadores interagem levando em conta a situação econômica e social do país, da região ou da cidade numa determinada época ou lugar. Inclui-se nesse estudo, as ofertas de trabalho em empresas públicas, privadas ou de economia mista, as pessoas físicas e as normas que regem os salários, benefícios, carreira, conduta e aptidão dos profissionais que pretendem ingressar nessa relação.

Sempre que se fala sobre o trabalho, é preciso falar de uma relação importantíssima que existe entre empregadores e trabalhadores. O nome dessa relação é “Mercado de Trabalho”.

No Mercado de Trabalho há sempre uma interdependência. As empresas dependem do trabalho dos empregados e estes dependem daquilo que as empresas oferecem como trabalho. E, somente dessa maneira, empregados e empregadores podem crescer juntos.

Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo, o trabalho foi visto como um produto. Os trabalhadores sabiam fazer coisas que o empregador precisava. Assim, quem oferecia o produto era o trabalhador. Daí a ideia do trabalhador “vender seu trabalho” (produto) e o do empregador “comprar o produto vendido” (salário). Neste modo de pensar, nem sempre o empregador pagava o preço justo ao trabalhador. Os trabalhadores passaram a desejar melhores salários e o reconhecimento do seu trabalho e a escolher quem atendia esse desejo.


Então, quando um empregador oferecia uma vaga, muitos trabalhadores se candidatavam a ela. Os empregadores tinham que escolher um entre os muitos candidatos. E para isso, começaram a estabelecer critérios para essa escolha. Não bastava que o candidato soubesse cumprir direito com as funções do serviço. Era preciso que o candidato oferecesse algo a mais.

E assim, os empresários foram conquistando mais poder e o mercado foi ficando cada vez mais competitivo. O poder do empregador era o de estabelecer um salário sempre inferior ao que o trabalhador necessitava.



No final do século XIX, surge a ideia de produtividade pessoal. As empresas passaram a investir na capacitação de trabalhadores e permitir que tivessem um tempo para o lazer. Os trabalhadores diante das ofertas de trabalho podiam escolher livremente entre as muitas opções existentes de trabalho e de acordo com seus interesses, competências e remunerados de acordo com suas habilidades essenciais, ou seja, de acordo com sua produtividade.


No século XX, surge o pensamento de que o Estado devia interferir na economia. As empresas passam a produzir para atender o consumidor ou o que a empresa pretende vender a eles. E a mão de obra passa a ser definida por um novo modelo de mercado, onde as ofertas de emprego são sempre menores do que a mão de obra disponível. Portanto, este modelo considera o desemprego como algo natural.



Nos tempos atuais, como há mais condições de estudos e de informação, os trabalhadores procuram empregos condizentes com sua formação e competem em igual condições com outros candidatos. No entanto, mesmo que consiga uma vaga numa determinada empresa, não há garantia de uma longa permanência no emprego. Por isso, deve estar preparado para aguentar pressões quanto a sua produtividade, para que seu trabalho gere lucros e para que se mostre inovador. Embora exista a negociação com relação aos salários, o trabalhador deve agregar valores á empresa.



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O IMPACTO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Nos últimos tempos muito se tem estudado, debatido e observado por ângulos variados as relações do trabalho e o impacto que causa nas estruturas sociais, na construção da identidade laborial e na vida dos seres humanos.

A revolução industrial trouxe mudanças profundas nas estruturas da hierarquia social, nos mecanismos de segregação dos indivíduos e no aspecto cultural.


No século XVIII, as sociedades tinham suas economias baseadas no trabalho agrário e as relações do trabalho eram baseadas na obediência aos mais velhos. Era com os adultos que as novas gerações aprendiam seu ofício e formavam uma relação que facilitava a identidade laborial ligada á terra de onde os sujeitos tiravam o sustento para si e para seus familiares. Trabalhavam nesse ofício sem que houvesse pagamento por seu trabalho, quando precisavam de algum bem de consumo praticavam o escambo e dessa maneira, eram poucas as expectativas de ascensão social.


Com chegada das primeiras indústrias manufatureiras houve uma mudança completa e profunda na estrutura social. As relações entre os empregados e os empregadores passaram a ser mais distantes e impessoais. A produção era o foco principal e o resultado final dependia do esforço conjunto de todos os trabalhadores. Isto porque cada trabalhador realizava uma parte do trabalho para que outro trabalhador fizesse outra. Essa forma de trabalhar não permitia que os trabalhadores acompanhassem o processo completo do produto até chegar no produto final. No entanto, recebiam um salário por esse esforço e embora pudessem melhorar sua condição de vida e mudarem seu status social (grande propaganda da industrialização), era ainda coisa para poucos.


Mais recentemente, nas décadas finais do século XX, chega a “globalização” e alterar tudo novamente. A globalização é um fenômeno dos mais significativos e importantes que já se viu na história da humanidade. Ela trouxe consigo o encurtamento das distâncias e a possibilidade de vivenciar os acontecimentos em tempo real. As relações ficaram cada vez mais íntimas e, por isso, prolonga o período de trabalho, modifica a maneira de exercê-lo. O local onde se realiza o trabalho também não está mais restrito a um determinado lugar (fábrica ou escritório) mas podemos trabalhar na rua, no ônibus ou em sua própria casa. O trabalho não está mais restrito a um determinado número de horas, pois o que vale hoje é o quanto o trabalhador produz. A competitividade aumentou significativamente e tornou-se inerente ao resultado final e ao mercado de trabalho.


Toda essa flexibilidade tem se tornado uma exigência crescente do mercado de trabalho. O trabalho flexível exige profissionais com formação especializadas e com aperfeiçoamentos constantes. E aí está uma nova forma de segregação social. A mão de obra especializada exige um alto investimento em cursos de formação e de especializações (que geralmente são caros), além do tempo disponível (porque esses cursos requerem processos de longo prazo). As pessoas das camadas sociais mais baixas não possuem recursos financeiros para custear seus estudos, nem tempo disponível para cursá-los, como exige o mercado de trabalho. Já os que se arriscam, conseguem galgar novos degraus na hierarquia socioeconômica.


O avanço tecnológico trouxe um novo modo de segregação social: a automatização na produção dos bens de consumo. Por automatização entende-se a aplicação de técnicas, softwares e/ou equipamentos específicos usados em determinadas máquinas com o objetivo de aumentar a eficiência e maximizar a produção com o menor consumo de energia ou de matéria-prima, com menor emissão de resíduos de qualquer espécie, melhores condições de segurança (material, humana ou informação) e reduzir o esforço e a interferência humana sobre os processos ou máquinas. A automatização é um avanço da mecanização, onde o trabalhador manipulava as máquinas para realizar seu trabalho.


A automatização é sem dúvida um investimento muito caro para as indústrias. No entanto, se torna um investimento viável em relação ao aumento da produção. Por outro lado, a empresa evita os custos com a mão de obra humana, já que uma minoria é especializada na operação dessas máquinas. Daí o aumento das demissões e as faltas de vagas.

A competitividade não se dá apenas entre os trabalhadores. As indústrias competem entre si, porque querem estar no topo dos rankings mundiais. Elas estão mais preocupadas com os lucros que podem obter do que com o bem-estar dos seus empregados. Mas a competitividade não para por aí. 

Os países também competem uns contra os outros. Os países que possuem profissionais mais qualificados e indústrias mais automatizadas são os mais produtivos e ricos. Enquanto isso, os mais pobres são os que tem pouco ou não possuem condições de ter. E são os países em que seus trabalhadores tem as piores condições de estudo e de trabalho.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

AS LEIS DO TRABALHO NO BRASIL


A primeira lei brasileira a garantir a segurança do trabalho foi no tempo do império: a “LEI DA TERRA”, lei de nº 601, assinada em 18 de setembro de 1850, regulamentada e promulgada em 1854. Essa lei dispunha sobre o direito ás terras destinadas ao trabalho agrícola, uma lei que valorizava os proprietários.

Em 1891, já como República Federativa, começam as verdadeiras leis que valorizavam o trabalhador imigrante que chegava em número sempre crescente.


Em 1903, o Decreto 979, de 6 de janeiro, possibilitava aos trabalhadores do campo formar e organizar sindicatos para defender os direitos e interesses dessa classe de trabalhadores. Esse decreto foi um dos mais importantes para o Brasil e para os trabalhadores.

A Revolução Constitucionalista de 1930, coloca novamente Getúlio Vargas no poder em um governo provisório em 11 de novembro. Ele cria o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, sob o Decreto 19.043, em 26 de novembro de 1930. 

Em 1932, é criada pela primeira vez a Carteira Profissional, sob o Decreto 21.175. Esse fato proporcionou que, nos anos seguintes, fosse discutido e aprovado a duração da jornada de trabalho (diárias e semanais) para os diversos setores de atividade existentes no país.

Em 14 de janeiro de 1936, é instituído no Brasil o salário mínimo e em 1940 é publicada a primeira tabela de salário base para todo o país.


Em 1939, sob os Decretos-Lei de nº 1.237 e 1.346, é criada a Justiça do Trabalho. No entanto, essa Justiça só entra em funcionamento em 1941, porque havia uma desordem danada e cada setor trabalhista tinha suas próprias normas. A distância temporal entre a criação da pasta e sua entrada em funcionamento foi para dar uma unidade nacional ao tema. 

Em 1942, o jurista Alexandre Marcondes Filho assume o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio do Brasil e dá início a uma série de negociações para a criação e CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO E DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. Em 5 de janeiro de 1943, Getúlio Vargas designa pessoas que iriam estudar e analisar mais de duas mil sugestões enviadas e para redigir um projeto de lei que regulasse os dois temas em separado. As leis do Trabalho depois de aprovadas funcionam por 24 anos sem qualquer alteração. 


Em 1967, durante o período de ditadura militar, a CLT (Consolidação das leis do Trabalho) recebeu atualizações, umas grandes e outras pequenas. Dentre as maiores modificações foi a do Decreto-Lei nº 229 que passou a considerar “a necessidade imperiosa da adaptação de diversos dispositivos da CLT (…) por motivos de interesse da Segurança Nacional”. Nesse mesmo ano, a CLT trouxe mudanças profundas, como a proibição de greve nos serviços públicos e nas atividades essenciais e que foi definida por lei. Outras mudanças importantes foram: a intervenção do Estado na vida dos sindicatos e a “nacionalização do trabalho” descrita na Constituição e que permite a participação apenas de brasileiros natos em empresas jornalísticas de qualquer espécie, cabendo a eles a responsabilidade, a orientação intelectual e administrativa. Por outro lado, havia a preocupação social clara, quanto a proibição de diferença de salário e de critérios de admissão por motivo de sexo, cor e estado civil. A CLT também regulamentou o descanso semanal (Lei nº 4.090 de 1962) condizente com a realidade do País; a gratificação natalina ou 13º salário (Lei nº 4.090 de 1962). 

Uma grande modificação deveria ter ocorrido na CLT, em 1977. Estudos foram concluídos e um esboço escrito foi realizado. No entanto, o texto foi arquivado. 

Mas ao longo do tempo da existência da CLT, ela foi sofrendo alterações de acordo com a Constituição Federal (ou Carta Magna). Estão garantidos os direitos: os abonos e indenizações; o direito de greve e sem restrição para todas as categorias; a regulamentação criteriosa da jornada de trabalho, licença-maternidade de 120 dias; licença-paternidade de 7 dias; cálculos de aposentadoria com reajustes (se houverem) condizentes com as condições sociais do país. Estas mudanças (que não constavam na sua 1ª versão) só foi possível por possuir um formato mais dinâmico.

A partir de 1980, o Brasil passa a conhecer o processo da globalização e seus efeitos sobre o mercado de trabalho. É nesse mesmo tempo, que o Brasil passa por uma intensa crise econômica. E com o auto índice de desemprego, as pessoas procuravam sobreviver com trabalhos informais. Surge, uma nova alteração na CLF: o seguro-desemprego

Em 1988, promulgou a chamada “Constituição Cidadã”, que estabeleceu novos critérios novos direitos e deveres para os cidadãos e para o Estado. E essa nova Constituição foi reconhecida como inovadora em termos dos direitos aos trabalhadores.

Em 1999, um projeto de reforma sindical e trabalhista é apresentado pelo Ministro de Trabalho da época (Francisco Dornelles). Para sua implantação criou-se o Fórum Nacional do Trabalho (FNT), com representantes de trabalhadores, dos empregadores e do governo. As sugestões aprovadas nesse Fórum foram: criação do banco de horas, compensação de horas extras no prazo de um ano, a suspenção do contrato de trabalho (em que o patrão suspende o contrato de trabalho por 2 a 5 meses) sem que o trabalhador seja demitido, a oferta de cursos de qualificação ao trabalhador. O texto de lei teve outras modificações desse tempo para cá e ainda aguarda aprovação do Senado.

Em 2008, a lei nº 11.788, determinou normas que regem o estágio com redução da carga horária e concede férias remuneradas.

Em 2010, a licença-maternidade de seis meses tornou-se obrigatória no serviço público e opcional nas empresas privadas. Nesse mesmo ano, reafirmou-se que o aviso prévio continua sendo de 30 dias e com acréscimo de por ano trabalhado. 


Em 2011, pela lei de nº 12.470, conhecida como a lei do Estágio, as pessoas deficientes físicas recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada quando entram no mercado de trabalho e não o perdem mais. Ainda em 2011, pela Lei 12.470, Lei da Previdência Social, reduz a alíquota da contribuição para o microempreendedor individual. Outra novidade da nova lei é que as pessoas que atuam fora do lugar de trabalho e que presta serviços fora do local de trabalho à distância (em casa, por exemplo), tem os mesmos direitos trabalhistas de quem trabalha dentro da empresa.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

AS PRIMEIRAS LEIS TRABALHISTAS NO MUNDO


No final do século XVII foi criada a Organização Mundial dos Direitos Humanos, que lutava a lutar pela liberdade dos escravos e dos servos. Porém, uma porção de países escravagistas (entre eles o Brasil) tinha suas economias totalmente baseadas no trabalho escravo. Sobre esses países a organização exercia forte pressão.
Em 1806, na cidade de Lion (França), surge o primeiro “Conselhos de Prud’hommes”, criado por Napoleão Bonaparte. Esse conselho era composto por um tribunal e árbitros, que julgavam as questões do trabalho. Esse Conselho propagou-se por outras cidades francesas e chegou a Alemanha e Bélgica com a mesma finalidade. Mas, na maioria das vezes, os beneficiados eram os empregadores.
TRATADO DE VERSALHES - 1919
Em 28 de junho de 1919, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) firma o Tratado de Versalhes. O objetivo desse evento era garantir a universalização dos preceitos e da proteção do trabalho. O documento estabelecia as normas de proteção no ambiente de trabalho e organizava as relações entre empregadores e empregados. Ainda assim, os principais beneficiados eram os patrões.
ASSINATURA DO TRATADO DE VERSALHES - 1919
Pouco a pouco, a pressão da Organização Mundial dos Direitos Humanos vai ganhando força e passa a pressionar a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para que se façam leis que beneficiem os trabalhadores. Assim, em 10 de maio de 1944, a OIT prepara uma Conferência Geral que foi realizada na Filadélfia (EUA). Nessa conferência é firmado um documento chamado “Declaração sobre os fins, objetivos e princípios políticos da Organização Internacional do Trabalho”. Essa declaração estabelecia que a organização devia levar em conta, não só os empregadores, mas também estabelecer alguns direitos aos trabalhadores.
A partir dessa data, a OIT deveria priorizar o trabalhador segundo três princípios importantes: 
a) o trabalho não é mercadoria, portanto ninguém mais poderia ser submetido a escravidão ou a servidão. 
b) toda pessoa tem o direito de ganhar sua vida mediante um trabalho digno e livre e receber por ele um salário justo. 
c) nenhum trabalhador poderá ser forçado ou constrangido a executar trabalhos forçados ou obrigatórios.

Mediante esses princípios da OIT foi necessária uma fiscalização, para saber se os empregadores estavam ou não cumprindo. Para isso, foi criada a “Justiça do Trabalho”, inspirados nos conselhos franceses. Com a Justiça do Trabalho fez com que os países se reorganizassem. O Brasil foi um deles.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


Inglaterra, século XVIII, dá-se a “REVOLUÇÃO INDUSTRIAL”. Estudiosos, baseados no desenvolvimento das máquinas, afirmam que essa revolução se deu em três etapas. A primeira aconteceu da seguinte maneira:

Naquela época, as pessoas tinham o seu ganha pão no trabalho manual, fosse ele agrícola, pecuário ou no artesanato. Ganhar mais ou ganhar menos dependia exclusivamente da disposição e do interesse de cada um. E quanto mais trabalhassem, mais ganhariam e vice-versa. Era, portanto, um trabalho livre. Mas a necessidade de levar esses produtos (muitos deles perecíveis) para lugares mais distantes e abastecer esse mercado precisava ser cada vez mais rápido. Essa necessidade fez com que se desenvolvessem os motores a vapor, tanto para a produção ser maior, quanto para fazê-la chegar ao seu destino. E esses motores mudaram o rumo da história.

As máquinas movidas a vapor ajudavam os trabalhadores a produzir mais e com menos esforço físico. E isso era o que todo mundo queria. Mas, nem todos os trabalhadores tinham condições financeiras para comprar as tais máquinas. A solução era emprestar de alguém que as possuísse. No entanto, o proprietário cobrava pelo empréstimo, e não era barato. E enquanto o produtor ficava com pouco lucro, os proprietários das máquinas enriqueciam cada vez mais.
A sociedade se divide em duas classes: a classe dos patrões, que tinham as máquinas e as melhores condições de trabalho; e a classe dos “operários”, que apenas operavam as máquinas. E foi assim que surgiram as primeiras indústrias. Por isso, muitos trabalhadores deixaram de trabalhar por conta própria e para trabalharem nas indústrias.
A segunda etapa, ocorre no final do século XIX, com a descoberta da eletricidade e sua aplicação sobre os motores que deixavam de ser a vapor para se tornarem motores elétricos ou de explosão, garantindo maior produtividade e mais rapidez na produção. Mesmo com a novidade e a troca das máquinas que ficavam obsoletas, os patrões continuavam ricos e os operários continuavam pobres do mesmo jeito.

A relação entre patrões e empregados nunca foi tranquila e pacífica. Os trabalhadores sempre se sentiram explorados e sempre lutaram para melhores condições de trabalho e de vida. Sempre acharam que trabalhavam muito e ganhavam pouco porque tinham hora para entrar no serviço, mas não tinham hora para terminar o expediente. E sempre fizeram greves para reivindicar melhores salários. No entanto, nunca tiveram um apoio legal, embora também lutassem por isso.

A I Guerra Mundial (1910 a 1914) trouxe um certo desenvolvimento. As indústrias de armamentos, de víveres e de remédios decolam em suas produções. Como os homens estavam lutando, os operários passam a ser mulheres. Eram mães, esposas, filhas e namoradas dos soldados que partiram em defesa dos ideais de liberdade. E elas trabalharam duro, sem horário de termino de sua jornada. Mostraram que eram valentes, responsáveis e capazes de produzir tanto quanto os homens. 

Passada a guerra, as mulheres e homens voltaram ao trabalho. Mas, elas sempre ganhavam menos que eles. Em 1918, nos Estados Unidos, um incêndio numa fábrica matou muitas operárias. Só então, empresários e governos começaram a pensar em uma legislação trabalhista e de segurança no trabalho.
Mas algumas décadas depois tem início após a II Guerra Mundial (de 1945 em diante), quando acontece a automatização por meio de aparelhos eletrônicos. E foi a época em que as indústrias se desenvolveram mais em toda a sua trajetória histórica.

A terceira etapa ocorre após a II Guerra Mundial. Todas as guerras sempre abalam o mundo. Mas, esta em especial, trouxe um desenvolvimento de forma inigualável. Nunca houve um desenvolvimento tão grande das máquinas como nessa época. Em 5 anos de guerra, o mundo produziu conhecimentos numa velocidade jamais ocorrida em toda a história da humanidade. E as indústrias investiram pesado nesses conhecimentos e na sua aplicação prática.

A princípio, porque os soldados necessitavam de uniformes, apetrechos de sobrevivência (cantis, cintos, sapatos, remédios, alimentos, etc) e armas leves e pesadas (canhões, aviões, lança-chamas, bazucas, misseis etc) e munições de todos os tipos e tamanhos. Novas indústrias foram montadas especialmente para suprir as necessidades de guerra. Depois, E a população que permanecia também precisava sobreviver.

Durante a guerra, mulheres e idosos voltam ao trabalho nas indústrias. Dão duro e trabalharam muitas horas a mais do que deveriam porque, afinal, era preciso.  Quando ela terminou havia destruição por todos os lados. Muita gente morreu e inúmeros voltavam mutilados. Era urgente a reconstrução de cidades inteiras em quase toda a Europa, mas os países estavam sem recursos por investimentos e dependiam de cada membro de sua população e da ajuda dos países aliados. 


As indústrias e seus empresários estão mais ricos do que quando a guerra começou. Por outro lado, os países e suas populações estavam mais pobres que nunca. Mas ainda assim, patrões e operários dependiam um do outro. As indústrias precisavam da produção cada vez mais e os operários, precisavam garantir sua sobrevivência. Foi um tempo muito difícil.
Continua na próxima postagem

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O TRABALHO E O REGIME CAPITALISTA


No correr dos séculos XVI e XVII, iniciaram-se as grandes viagens, com a elas a descoberta de novos caminhos marítimos e novas terras. Foi uma época de muita evolução nos conhecimentos técnicos e científicos.



Os homens daquela época, conheciam o mundo de maneira diferente. Para eles, o mundo correspondia ás terras que conheciam por ouvirem dizer ou por terem estado lá. Alguns sábios fizeram estudos sobre novas terras, mas acabavam sendo presos porque ninguém acreditava. Porém com o início das navegações tudo mudou. Por isso, as navegações marcaram a passagem da idade Média para a Idade Moderna.


É, portanto, no início da Era Moderna que as relações comerciais de produtos in natura (como as especiarias) e de produção (como os tecidos) foram se estabelecendo entre a Europa e as novas terras recém-descobertas. E é, justamente neste momento que um novo regime sociopolítico e com objetivos econômicos mais de acordo com que os ideais de liberdade, fraternidade e igualdade começaram a se tornar uma prática concreta e real.

Surgem, então, as primeiras indústrias por toda a Europa. Como precisavam de mão-de-obra, os burgueses eram os candidatos perfeitos. Os burgueses sonhavam com a liberdade, melhorias de condições e mudança de status. E com isto surge uma nova ordem social: o capitalismo.


A propaganda do capitalismo apregoava objetivos que iam de encontro com o sonho da burguesia. E com isso, o o capitalismo se desenvolve a todo vapor.
O sucesso do novo regime também promove uma revolução: a Revolução Industrial, baseada no aumento da produção material e no rendimento sobre o trabalho realizado. Dessa forma, que se empenhasse mais ganhava mais e isto beneficiava a todas as classes sociais. Parecia a maravilha das maravilhas e conquistava todas as classes sociais.


E o capitalismo se desenvolve a todo vapor. Os trabalhadores passaram a se dedicar cada vez mais, chegando a trabalharem 18 horas diárias em 1840, na França.
E como tudo o que é bom sempre tem um “mas...” para atrapalhar, o capitalismo não foi aquilo que todos pretendiam. A realidade mostrava-se outra por causa da desigualdade social em detrimento do pessoal. Isto porque as metas sociais a serem alcançadas eram sempre muito maiores que as estipuladas para os trabalhadores, ou seja, quanto mais trabalhavam para atingir a meta social, continuavam recebendo o mesmo salário. Em virtude dessa desigualdade percentual, surgia uma nova desigualdade: “riquezas” para poucos, e “pobreza” para a maioria dos trabalhadores.
A sociedade capitalista dividia-se em duas classes sociais distintas: a CLASSE CAPITALISTA (formada pelos burgueses mais ricos) que possuíam todos os meios e recursos para a produção e dominavam os negócios e a CLASSE DO PROLETARIADO ( formada pelos trabalhadores) que vendiam o seu trabalho em troca de salários, nem sempre condizente com o que necessitavam.


Está parecido com a vida de hoje? É que desde que foi instaurado este regime, ninguém pensou ou tentou mudá-lo. E é assim a quase dois milênios. Assim, gostando ou não desse regime econômico, vamos nos adaptando ás situações mais adversas.