OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

terça-feira, 19 de março de 2019

A FAMÍLIA E MUNDO DOS NEGÓCIOS


Na postagem anterior falamos das barreiras que as mulheres passaram a sofrer em relação ao seu trabalho fora de casa. No entanto, essas barreiras nada tinham a ver com o cargo ocupado, nem porque elas cediam ou não ao assédio sexual, nem pelo processo de produção. Mas a hostilidade em relação ao trabalho feminino tinha outras forças mais inflexíveis: a da própria família.


Sim. A família foi o grande obstáculo para o trabalho feminino no mundo dos negócios. Os pais queriam que as filhas fizessem um bom casamento. Queriam para elas um marido que lhes garantisse um bom e seguro futuro e isso, dito diariamente, foi minando nas moças as aspirações e o desejo da obtenção de êxito profissional.



As unidades familiares queriam ainda redefinir os papéis sociais para homens e mulheres, voltando ao "status quo" de antes da guerra, onde a mulher deveria não ter outros anseios e desejos que não fossem os do matrimônio. Que fossem servis e submissas aos maridos e aos filhos, atuando como reservas morais da família e dos bons costumes na educação dos filhos. E suma, as mulheres deviam voltar a ser submissa ao homem.


A Medicina fundamentava suas ideias e concepções baseadas na Frenologia, um termo de origem grega (phrēn= mente + logos= lógica, estudo, ou seja, estudo da mente). A Frenologia era uma teoria que determinava o caráter, as características da personalidade e o grau de criminalidade. Esta teoria antecedeu a Psicanálise e desenvolvida pelo alemão Franz Joseph Gall sendo muito usada no século XIX. Contudo, deixou como legado: o estudo do cérebro como órgão da mente, lançou um olhar para as faculdades mentais e sobre os comportamentos.


No começo do século XX, a Frenologia ainda era usada pela Medicina em alguns casos de “convencimento”. E foi o que fizeram. Mediante a “concepções cientificas” a Medicina mostrava que o crânio e toda a constituição física e biológica das mulheres, as destinava para a maternidade, para viverem em seus lares e dedicar-se à família.

Era a velha e bolorenta cultura que estava de volta: a) da ideia do sexo frágil; b) da dedicação ao trabalho doméstico; c) dos cuidados com a família; d) da submissão ao marido; e) de repressão sexual. Mais uma vez, as mulheres se viam às voltas com um destino sombrio, preconceituoso e dominador.


As experiências, os anseios por uma nova visão de mundo e o desejo de independência conquistados no período da guerra, caíam por terra. E ainda tinham que ouvir que o trabalho feminino era degradante. Que mulher não precisava de dinheiro por ser um “objeto sujo, degradante, essencialmente masculino e contrário à natureza feminina”.

Todas estas barreiras serviram para restringir as mulheres ao seu espaço natural (lar), evitar toda espécie de contato além de sua casa e evitar atividades que pudessem atraí-las para o mundo público.

Felizmente, foi desacreditada e deixou de ser usada.

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