OBJETIVO DO BLOG
Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.
sábado, 20 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
MITOS SOBRE AS APRENDIZAGENS DOS DEFICIENTES INTELECTUAIS
Quando
se pensa nas capacidades dos deficientes intelectuais, a primeira pergunta que
fazemos é: Ele(a) vai aprender? E, evidentemente, nos referimos às
aprendizagens escolares.
As
aprendizagens não se dão apenas na escola. Quando um deficiente intelectual
gravíssimo (anencefalia, vegetativos e outros) se movimenta na cama, tem sua
cabeça bem sustentada pelo pescoço, quando se comunica de alguma maneira
(olhar, gestos ou balbucios) com os familiares, quando senta ou anda já
realizou aprendizagens bastante significativas para o estado em que se
encontra.
Os
deficientes intelectuais com gravidade de moderada a grave sentam, andam,
aprendem a falar, alimentam-se sozinhos mesmo que tenha alguma dificuldade,
aprendem a comportar-se nos diversos ambientes, aprendem normas e limites, os
valores e tradições familiares, se isto lhes forem ensinados. Estes, com
algumas dificuldades podem receber as informações dadas pela escola, desde que
se estabeleça um currículo e um atendimento especial.
Já
os deficientes intelectuais de gravidade leve podem aprender tudo o que lhes
for ensinado, tanto no seio familiar quanto na escola. Mas é preciso lembrar
que levam mais tempo do que os não deficientes. Isto porque eles possuem um
cérebro que funciona mais lento que o normal, razão pela qual as repetições são
mais necessárias e importantíssimas. E podem e devem trabalhar quando se
tornarem jovens e adultos adquirindo sua própria autonomia.
A
ideia de incompetência e de incapacidade com relação aos deficientes
intelectuais vem do medo e dos preconceitos que insistimos em manter vivos em
nossos pensamentos. Portanto, não são incompetentes, nem incapacitados. Ao
contrário, quando estão diante de uma tarefa são dedicados, caprichosos e
atentos a minúcias. A paciência é fruto das aprendizagens diante das
dificuldades que encontraram pelo caminho. As repetições são uma rotina. Por
isso, ao desempenharem uma tarefa o fazem com eficiência.
Outro
mito é a ideia de que os deficientes intelectuais aprendem até um certo limite
de tempo. Toda pessoa, deficiente intelectual ou não, fica limitada em suas
aprendizagens quando não lhes forem dadas as oportunidades para que as
aprendizagens aconteçam. No entanto, um deficiente intelectual pode e deve
aprender tudo o que lhe for possível em termos de acesso, incluindo as
abstrações. Porém aos poucos, fixando bem cada conteúdo. E uma vez aprendido, jamais
é esquecido.
Um
outro mito é o de considerar que os deficientes intelectuais só se sentem bem
com seus iguais. Mentira. Se limitarmos seu convívio eles não evoluem. Por isso,
a lei da inclusão e, principalmente a da inserção, são extremamente benéficas. Quanto
mais conviverem com pessoas não deficientes, mais aprenderão e evoluirão em
termos de conhecimentos. Portanto, a interação social é extremamente
importante.
Outro
mito é a crença de que os deficientes intelectuais se contentam com qualquer
coisa. Mentira. Eles também sonham em realizar coisas. Ás vezes, são sonhos
simples como o de trabalhar numa empresa, de dançar, ou de pintar. Outras
vezes, seus sonhos são mais audaciosos como por exemplo, o de montar um negócio
ou de graduar-se numa faculdade. E por que não? Para isto, basta que tenham uma
ajuda eficaz da família e/ou da Universidade. Ter essa ajuda não quer dizer que
passem sem saber ou que ganhem nota pela simpatia que despertam. Mas, uma ajuda
eficiente para que realmente aprendam. São pessoas como qualquer outra.
Achar que todo deficiente tem que ser
bonzinho e submisso às vontades alheias é outro mito. Como as demais pessoas,
os deficientes refletem o ambiente em que vivem. São bruscos, arredios e
agressivos quando vivem em ambiente de desamor, de injustiça e de violência.
São amorosos, cordiais, educados quando vivem em ambientes em que essas
qualidades são valorizadas. Mas, são francos e muito sinceros. Quando não
gostam (ou não concordam) de alguma coisa, falam o que pensam e o que sentem
sem rodeios. Eles não possuem aquela hipocrisia social costumeira de “falar
aquilo que o outro quer ouvir” ou de “mentir para bajular”. Por isso, muitas
vezes, são chamados de grosseiros e mal-educados.
Por isso, não sejamos super-protetores dos deficientes intelectuais. Isto
faz com que se tornem cada vez mais dependentes dos adultos. Não proteger
demais não quer dizer que não continuar a amá-los e a respeitá-los. Mas sim, que
devemos tratá-los com a dignidade que merecem, deixando com que tomem suas
próprias iniciativas, que lutem pelo que desejam e que enfrentem os desafios
que se apresentarem, como qualquer outra pessoa.
Ser deficiente não é defeito. É uma condição prolongada. Por isso,
devemos educa-los para a vida e para a autonomia.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
MITOS SOBRE A DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Muitas
pessoas possuem uma porção de dúvidas sobre a deficiência intelectual e não
procuram conhecer o que ela seja. Então baseiam-se em comentários que nada tem
a ver porque são invenções arcaicas. Outras sentem-se incomodadas diante de um deficiente
intelectual (DI) e evitam a aproximação com essas pessoas. Outras ainda, ficam
consternadas diante de um deficiente. Mas, tudo não passa de puro e simples desconhecimento.
Os
deficientes intelectuais são como qualquer pessoa. Tiveram uma concepção e um
desenvolvimento gestacional como todo mundo. Comem, dormem, fazem as necessidades
fisiológicas, tem desejos, necessidades e sonhos. Muitos sonhos. Portanto
deficiência intelectual não é uma doença, mas uma condição.
É na cadeia do DNA que ocorrem os erros genéticos.
Condição
porque eles não pediram ou não fizeram nada para que isto acontecesse. São
assim porque ocorreu um erro genético ou teve um traumatismo (falta de
oxigenação) durante o parto ou depois do nascimento que os deixou assim. Dependendo
do erro ou do traumatismo e da área cerebral afetada as consequências podem ser
leves, moderadas ou graves. Alguns tem mais visível as marcas desse erro
(estigma) e outros não possuem.
Somente de olhar já sabemos que esta garota
tem Síndrome de Down. O formato dos rosto e dos olhos
já dizem tudo. É o estigma.
Os
nomes das diversas deficiências da intelectualidade podem assustar um pouco. Sindrome
é um termo que mete medo: Síndrome de Down, Sindrome de Cornélia de Lange,
Síndrome Cri von Chat, Sindrome de Rett, Síndrome de Angelman, Sindrome do X
Frágil e tantos outros.
Saiba
que o significado do termo “Sindrome” refere-se a condição do sujeito e o complemento
é o nome do descobridor do erro genético. Independente do nome que tenha, fundamentalmente,
eles possuem um cérebro que funciona mais lento que o dos demais humanos
considerados “normais”. É só isso.
Uma
outra dúvida muito comum é se os deficientes intelectuais morrem mais cedo que
as demais pessoas por conta da deficiência? A resposta é NÃO. Assim como eu e
você podemos morrer amanhã, no ano que vem ou daqui a 20 ou 30 anos. Eles
também.
Algumas
síndromes vêm acompanhadas de algumas complicações (comorbidades), como problemas cardíacos,
pulmonares, intestinais e digestivos. Mas, se tiverem um acompanhamento médico
desde muito cedo, vivem bem e longamente.
Outra
dúvida também comum é saber se precisam tomar remédios para controlar a
deficiência? NÂO. Não existe remédio que combata e cure um erro genético.
Muitas vezes, eles tomam remédios sim para controlar alguma complicação
provocada pela síndrome, da mesma forma que o cardíaco toma remédios para o
coração, alguém toma remédio para aliviar as dores causadas pelas varizes ou
toma laxantes para resolver algum problema intestinal.
Outra
dúvida comum é a de saber se as pessoas que babam passam a “deficiência”.
Novamente, a resposta é NÃO.
Algumas
síndromes afetam o sistema motor (dos movimentos). Este sistema envolve os
músculos. E são eles que, além de rechear nosso corpo, puxam os ossos para
realizarmos os movimentos necessários ou desejados. Esta última função exige
que os músculos tenham uma certa força (tonicidade) para puxar os ossos (tensão)
e depois relaxar. Nessas síndromes os músculos não têm a força necessária. A
boca e a língua são formadas por músculos que ficam mais relaxados que tensos.
Por isso, não conseguem controlar a produção da saliva. Portanto, não passa
coisa alguma.
Continuamos na próxima postagem.
domingo, 19 de outubro de 2014
DECLARAÇÃO DE DIREITOS DO DEFICIENTE INTELECTUAL
Proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 20 de dezembro de
1971
ARTIGO 1
O deficiente mental deve gozar, no máximo grau possível, os mesmos direitos dos
demais seres humanos.
ARTIGO 2
O deficiente mental tem o direito à atenção médica e ao tratamento físico
exigidos pelo seu caso, como também à educação, à capacitação profissional, à
reabilitação e à orientação que lhe permitam desenvolver ao máximo suas
aptidões e possibilidades.
ARTIGO 3
O deficiente mental tem direito à segurança econômica e a um nível de vida
condigno. Tem direito, na medida de suas possibilidades, a exercer uma
atividade produtiva ou alguma outra ocupação útil.
ARTIGO 4
Sempre que possível o deficiente mental deve residir com sua família, ou em um
lar que substitua o seu, e participar das diferentes formas de vida da
sociedade. O lar em que vive deve receber assistência. Se for necessário
interná-lo em estabelecimento especializado, o ambiente e as condições de vida
nesse estabelecimento devem se assemelhar ao máximo aos da vida normal.
ARTIGO 5
O deficiente mental deve e poder contar com a atenção de um tutor qualificado
quando isso se torne indispensável à proteção de sua pessoa e de seus bens.
ARTIGO 6 (primeira parte)
O deficiente mental deve ser protegido de toda exploração e de todo abuso ou
tratamento degradante.
ARTIGO 6 (segunda parte)
No caso de ser um deficiente objeto de ação judicial ele deve ser submetido a
um processo justo, em que seja levado em plena conta seu grau de
responsabilidade, de acordo com suas faculdades mentais.
ARTIGO 7
Se alguns deficientes mentais não são capazes, devido à gravidade de suas
limitações, de exercer afetivamente todos os seus direitos, ou se se tornar
necessário limitar ou até suspender tais direitos, o processo empregado para
esses fins deverá incluir salvaguardas jurídicas que protejam o deficiente
contra qualquer abuso. Esse procedimento deverá basear-se numa avaliação da
capacidade social do deficiente por peritos qualificados. Mesmo assim, tal
limitação ou suspensão ficará sujeita a revisões periódicas e reconhecerá o
direito de apelação para autoridades superiores.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
RESPEITO
Um
segundo direito dos deficientes é o respeito. Um direito estabelecido na Convenção
Internacional 2001, dirigida por um comitê especial da ONU.
Falar
de respeito parece ser uma tolice. Mas, não é. Embora todos queiram ser
respeitados, muitos deficientes não o são. Segundo a ONU, existem 650 milhões
de deficientes no mundo. Uma quantia que corresponde a 10% da população mundial.
E 20% dos deficientes vivem nos países mais pobres do globo.
A
maioria das crianças deficientes (90%) não frequentam a escola. Vivem marginalizados porque não conseguem
realizar tarefas comuns do cotidiano seja pela deficiência, seja ela física, intelectual
ou sensorial. Este fato é agravado por condições sociais ou ambientais. Entre
os adultos deficientes apenas 3% são homens alfabetizados contra 1% são de mulheres
alfabetizadas. Diante desses dados podemos deduzir que não há tolice alguma. Mas
algo que precisa ser falado, discutido e posto em prática.
O
respeito começa na família. Em pleno século XXI, parece absurdo que as famílias
vejam seus filhos deficientes como estorvos. Mas, muitos ainda são vistos dessa
maneira. Reclamam de suas incapacidades, não ouvem suas ideias ou sequer ligam
para os seus sentimentos. Muitos apanham ou permanecem trancados em casa, por
vergonha de apresentá-los á sociedade.
Nosso
Sistema de Ensino ainda privilegia os não deficientes, quando leva em conta a idade
cronológica dos deficientes intelectuais e não a idade mental.
Muitas
escolas, embora se intitulem como “inclusivas”, na realidade apenas inserem.
Isto porque não fazem currículos especiais para as diferentes deficiências e nem
possuem materiais especializados. Por exemplo, os deficientes intelectuais são
obrigados a seguir um programa comum a todos, fazer trabalhos, provas e
avaliações iguais aos alunos não deficientes.
domingo, 21 de setembro de 2014
PERTENCER
Nas
décadas finais do século XX, várias conferências aconteceram em várias partes
do mundo para discutirem os direitos das pessoas deficientes. Essas discussões foram
longas e demoradas. Por fim, em 1994, na cidade de Salamanca (Espanha), todos os
governos se viram obrigados a tomar providências práticas para que os
deficientes tivessem seus direitos preservados.
Acessibilidade,
educação e capacitação profissional foram (e continuam sendo) os direitos mais
comentados. Mas existem outros direitos implícito nessa declaração e que são pouco divulgados pelos governos,
pelas ONGs, pela mídia porque não estão claramente expressos nos documentos.
Por isso, muitos abusos ainda são encontrados.
O
DIREITO DE PERTENCER
Todos
os seres humanos ingressam num grupo familiar ao nascer. Óbvio, não é mesmo?
Mas, nem todos os seres humanos sentem que pertencem a esse grupo por causa de
certas atitudes. Uns se percebem pouco queridos ou rejeitados; outros, recebem
toda sorte de agressão física ou verbal; alguns são considerados como as
“ovelhas negras” da família; outros, são “os bodes expiatórios” das mazelas
familiares e assim por diante.
PERTENCER
é muito mais do que ESTAR no grupo. Pertencer é ser tratado como igual, ter as
mesmas oportunidades, participar de tudo na vida familiar, ter o direito de
expressar ideias, pensamentos, de extravasar sentimentos e de poder desenvolver
habilidades que o preparem para a vida como acontece com os demais membros.
E
se a discriminação acontece entre pessoas não deficientes, imaginem o que
acontece quando ela está presente. Cegos, surdos e deficientes físicos podem
ser poupados ou impedidos de se desenvolver plenamente, fazendo com que se
sintam distantes do grupo familiar. Isto acontece por causa da forma como o
grupo vê suas limitações. Mas, ainda assim, sofrem menos que os deficientes
intelectuais.
Os
portadores de deficiência intelectual, por possuírem um funcionamento cerebral
mais lento que o comum, são considerados como inúteis, incapazes e, na maioria
das vezes, como um fardo pesado.
Na
relação com os deficientes intelectuais forças contraditórias se confrontam
constantemente, como por exemplo: amor X ódio; vergonha X culpas, razão pela
qual muitos deficientes intelectuais ainda permanecem marginalizados no
interior do grupo familiar. Uma marginalização que pode ser verificada por
restrições espaciais, por impedimentos na expressão de ideias, pensamentos e
sentimentos ou por cobranças aquém ou além de suas capacidades.
Este
antagonismo de forças data de muito longe. Forças que foram criadas a milênios
e que foi sendo incorporadas ao comportamento humano. E apesar dos conhecimentos que temos hoje, ainda
nos deixamos levar por elas. É o que C.G. Jung chamou de “inconsciente
coletivo”.
Nos
primórdios da espécie humana, os povos eram nômades e dependiam de pessoas
sadias para manter a sobrevivência da espécie. Dessa maneira, qualquer um que
apresentasse uma deficiência era morto ou deixado para morrer à mingua. Na
Idade Antiga, os deficientes intelectuais eram vistos como impuros por forças
diabólicas e demoníacas. Uma impureza que trazia vergonha para a família e
todos e seus descendentes. Na Idade Média, o advento do cristianismo trouxe uma
mudança no modo de pensar. E o comportamento humano ficou mais humanizado. E em
vez de matar, os deficientes eram deixados na “roda dos enjeitados” onde
ficavam sob a tutela de padres e freiras.
Dessa
época para cá, os conhecimentos e a modernidade transformaram o mundo. Mas os sentimentos
mudaram muito pouco. Ficaram camuflados pela pressão social e justificados
pelos sentimentos “de amor e de proteção”. E em nome desses sentimentos muitas
barbaridades são cometidas.
Mais
que ter um filho cego, surdo, manco ou paralítico, saber que é deficiente
intelectual ainda produz nas pessoas sentimentos de vergonha, de incômodo e de
culpas inconscientes, arraigados em cada um de nós e que são produtos do inconsciente
coletivo.
Muitos
grupos familiares ainda procuram “esconder” os deficientes intelectuais dos
olhares de outras pessoas. Acreditam que agindo dessa maneira os estão
protegendo. No entanto, provocam o isolamento, impedem aprendizagem e o contato
social.
Mas,
o direito de PERTENCER não se restringe apenas ao grupo familiar. Os deficientes
devem sentir que pertencem do grupo escolar, da classe e da turma. Muitas
escolas acreditam que, por permitirem a presença de deficientes intelectuais
dentro de seus muros ou da sala de aula, estão promovendo o sentimento de
pertencimento. Mas, não adaptam os currículos, não oferecem atividades
condizentes com as limitações e capacidades desses alunos. E se o fazem, nas
provas cobram os mesmos conteúdos dados aos demais. Mas, nestas circunstâncias,
o que a escola faz é INCLUIR simplesmente.
PERTENCER
é mais que INCLUIR. É integrar o sujeito deficiente intelectual de tal forma
que ele se sinta parte do grupo. Que se sinta amado e respeitado em suas
limitações e em suas capacidades pelo grupo. Um sujeito que pertence ao grupo não
sofre bullying, tão comum nas escolas.
O
mesmo acontece no trabalho. Uma empresa não deve contratar um deficiente apenas
para cumprir uma exigência governamental e preencher um certo número de vagas
da cota. Mas, para aproveitar seu poder de concentração diante de uma tarefa e
de uma ação incansavelmente metódica.
Na vida em sociedade, os deficientes são cidadãos como outro qualquer. Com direitos
e deveres como todo mundo. E uma sociedade que acolhe os deficientes como iguais
não maltrata, não ultraja e não discrimina por seus estigmas ou por suas
limitações.
Deficientes intelectuais casando - medalhista em natação
Portanto, garantir o direito de pertencer aos diversos grupos é obrigação de todos.
atuando como atores
bale realizado por deficientes intelectuais
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
DO QUE OS DEFICIENTES PRECISAM?
Toda
criança, deficiente ou não, precisa basicamente de amor, carinho, alimentação,
asseio pessoal e de cuidados médicos quando necessitarem. Mas, também precisam
de regras claras e limites bem definidos.
A
disciplina é uma das grandes preocupações que afligem todos os pais. Quando se
fala em regras e limites logo se pensa em pais autoritários, que impedem a
liberdade de ação das crianças e de falta de amor. Engana-se quem pensa desta
forma.
Disciplinar
é um ato de amor e de proteção. Colocar uma regra é estabelecer o que as
crianças podem e o que elas não podem fazer. Quando as crianças não sabem o que
podem e o que não podem fazer, fazem de tudo um pouco: gritam, agridem, desobedecem
e testam a paciência dos adultos em qualquer lugar. E as regras são fáceis de
serem colocadas. Basta dizer que NÃO PODE fazer determinada coisa. E uma vez
estabelecida hoje, não pode ser modificada ou esquecida amanhã ou depois,
porque estará feliz ou cansado.
O
estabelecimento dos limites está voltado para o bem comum e ao respeito ao
próximo. Ninguém pode agredir ao outro
só porque ficou nervoso ou porque não conseguiu o que pretendia. E a criança
que cresce sem limites não respeita ninguém e, mais tarde, não respeita as
leis.
Uma
criança bem educada e comportada é bem vista e bem aceita em qualquer lugar. Já
a criança mal educada, que não sabe se comportar é evitada.
Com as crianças
deficientes é a mesma coisa.
O
estabelecimento das regras e limites não precisa ser feito com gritos, surras e
castigos. Fale baixo e firme de modo que a criança entenda que você está
falando sério. Se você não afrouxar ou esquecer das regras e dos limites
colocados, em pouco tempo eles estarão com um comportamento exemplar. Não esqueça
de dar o exemplo, pois você é o modelo que eles têm e tudo o que você fizer
será imitado ou copiado por seus filhos.
Tratando-se
de crianças com deficiência (surdas, com problemas visuais ou com deficiência
física) devem ser tratadas como qualquer criança sem deficiência, pois são
capazes de compreender perfeitamente o que se ensina.
As
crianças com deficiência intelectual, por terem um funcionamento cerebral um
pouco mais lento, demoram um pouco mais para aprenderem. É preciso que se
repita mais vezes.
Tenha
sempre em mente alguns pontos importantes:
O
primeiro ponto é o de que a idade mental
dos deficientes intelectuais não corresponde com a idade cronológica. Normalmente,
a diferença entre essas idades é de 2 (ou mais anos) a baixo dessa idade. Por
exemplo: Se a criança tem 8 anos, seu entendimento e comportamento será, no
mínimo, o de 6 anos (ou menos). Portanto, observe o comportamento de seu filho
e exija dele, ações pertinentes a idade mental e, JAMAIS, pertinentes a
cronológica. E não espere resultados imediatos.
O
segundo ponto é NÃO PENSAR NO TRABALHO que terá ao ensiná-lo. Ao contrário, pense
nos BENEFÍCIOS que isto trará a seu filho.
Caso
precise chamar a atenção, NUNCA o faça quando estiver NERVOSA OU IRRITADA. Seja
firme e constante, fale baixo e em particular, mas deixe claro que VOCÊ NÃO
GOSTOU da atitude dele. NUNCA DIGA que não gosta dele, ou que aquela atitude fará você amá-lo menos. Isto evita estados de ansiedade.
Caso
a falta tenha sido grave e precisa de correção (castigo), lembre-se que para
estas crianças, tudo precisa ser imediato e que seu raciocínio é concreto. NUNCA
DIGA: “Amanhã você não assistirá a
televisão”, “Á tarde você não irá
mais ao parque”, “Você não irá ao passeio da escola na semana que vem”. Esses termos são muito distantes e abstratos para a
compreensão dessas crianças.
AVERIGUE
os motivos que o levaram a desobedecer uma regra ou a um comportamento
indesejado. NÃO ASSOCIE CASTIGO com o dormir, comer, estudar, ler e outras
coisas importantes e que devem ser prazerosas.
NÃO
DÊ SERMÕES porque quando chegar ao meio, seu filho já esqueceu o motivo da
repreensão. Os deficientes intelectuais não conseguem fazer a relação
causa-efeito, por isso, precisam de ações imediatas.
Quando
tiver um comportado adequado, RECOMPENSE com um elogio, com abraços e beijos, com
uma bala ou bombom para reforçar esse comportamento.
E,
quando menos esperar, você terá muitas alegrias e sentirá muito ORGULHO desse
filho.
Assinar:
Comentários (Atom)





























