OBJETIVO DO BLOG
Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
FELIZ NATAL!
A todos os meus caros leitores, amigos, seguidores, pais e professores que acompanham este blog.
É com o coração feliz por poder contar com sua presença neste blog, seja por uma simples passagem, por comentários ou por perguntas que tanto me fazem aprender. Afinal, estamos sempre aprendendo, não é mesmo?
Também é, com o coração feliz e emocionado, que desejo a todos um Natal muito feliz, cercado de muito amor, de paz, de tranquilidade e de harmonia. Que o Cristo Menino espalhe bênçãos de fé e de esperança sobre vocês e suas famílias.
Estes são os votos do "EDUCANDO ADOLESCENTES" e os meus.
Sueli Freitas
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
DINAMISMO DA PERSONALIDADE
Na
postagem anterior, vimos que introvertidos e extrovertidos ficam sujeitos a
ação de funções psicológicas como as de pensamento, sentimento, sensação e intuição.
Jung
observou ainda que uma dessas funções ficam mais evidentes (prevalecem) mais
que as outras. Sendo assim, chamou-a de “função
dominante” ou “principal”, porque
e ela quem exerce maior influência sobre a personalidade dos indivíduos.
Enquanto isso, as outras não desaparecem. Apenas se desenvolvem com menor
intensidade, como se fossem auxiliares desta, foram chamadas de “funções secundárias”. A última,
denominada por Jung de “função terciária”
ou “inferior”, geralmente em oposição
a função dominante, permanece no inconsciente sem que se desenvolvam.
Um
sujeito introvertido ou extrovertido, por exemplo, poderá ter suas atitudes voltadas
para o sentimento (função principal), tendo a sensação e a intuição como
funções auxiliares e a função pensamento (inferior) não desenvolvido.
Isto
parece complicado, mas não é tanto assim. Vejamos:
A
função dominante é sempre inata ao sujeito, ou seja, já vem estabelecida no
momento do nascimento e, com o decorrer do tempo, ela vai se mostrando mais
evidente ou, frequentemente utilizada por ele. Por isso, dizemos que é a mais
marca do sujeito.
Observando
as pessoas, podemos verificar que umas pensam mais antes de agir, outras são
mais impulsivas, outras que são dadas a seguir o “coração” (sentimento) ou as suas
intuições. Por outro lado, existem aquelas que preferem viver ao ar livre ou
escolhem profissões em que usem mais os sentidos (sensações). Para Jung, a
função dominante ajuda os sujeitos na luta pela própria existência e adaptação
ao meio.
Já
as funções secundárias é para Jung, uma função diferenciadora e, por isso
mesmo, possuem um desenvolvimento menor. Mas, são importantes porque são elas
que mantém o equilíbrio entre a introversão e a extroversão. Por isso mesmo, há
introvertidos que conseguem falar em público ou escolhem profissões em que conseguem
expor seus pensamentos, como por exemplo: cantores e atores.
Como
vimos, a função terciária tem um desenvolvimento bastante rudimentar. Ela
também é importante porque estabelece o equilíbrio entre o consciente e o inconsciente
já que é oposta a função dominante.
Se
tivesse algum desenvolvimento, a carga energética dispendida faria com que a
pessoa entrasse em choque com o tipo dominante. Assim, por exemplo, o sujeito
estaria constantemente em dúvida em ter autonomia ou dependência. Isto causaria
personalidades patológicas e colocaria em risco a sanidade mental.
É
preciso citar que não existem sujeitos de um tipo psicológico único ou puro. Todos
os seres humanos são uma mescla destes tipos, onde inúmeras combinações são possíveis.
Fonte:
JUNG,
C.G. Tipos Psicológicos. RJ, Editora Vezes, 1971
SILVEIRA,
Nise da. Jung, vida e obra. RJ, Ed. Paz e Terra, 1998
STEIN,
Murray. Jung: o mapa da alma – uma introdução, SP, Cultrix, 1998
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
A PERSONALIDADE E SEUS TIPOS

Jung gastou mais de 20 anos observando as pessoas,
registrando, estudando e analisando os dados obtidos. O resultado foi um
trabalho completo, original e bastante interessante sobre a personalidade. E esse
trabalho foi publicado num livro que intitulou como “TIPOS PSICOLÓGICOS”, onde
Jung traçou um perfil da personalidade.
No entanto, preferiu usar o termo “TIPOS
PSICOLÓGICOS”, porque para Jung, a personalidade se trata de uma disposição
geral, ou seja, um estado da psique que se organiza para agir e reagir de
determinada maneira diante das situações. Ao se referir a essa disposição, o
autor lembra deve-se levar em conta: a genética, as referências familiares, as
experiências, os interesses individuais e as aptidões e habilidades pessoais. Lembra
ainda que essas ações e reações podem ser conscientes ou inconscientes e que
funcionam como atitudes ou preferências natural das pessoas diante de qualquer
tipo de situação.
Baseado em seus estudos, Jung (1967) determinou
dois tipos básicos da personalidade: a extroversão e a introversão.
Na extroversão, as pessoas se mostram mais
preocupadas com objetos, pessoas e situações do mundo externo. São mais
decididas e confiantes, tomam mais iniciativas para alcançar seus objetivos, são
mais comunicativas, mantém boas relações sociais e maior facilidade na
expressão oral. No entanto, são mais impulsivas (agem primeiro e pensam
depois).
Na introversão, ocorre o oposto. As pessoas se
preocupam mais com o mundo interno, ou seja, são mais introspectivas,
reflexivas, hesitantes e pensam muito antes de agir. São mais reservada e
discretas, retraídas socialmente, guardam suas emoções para si próprias e
apresentam ótima comunicação escrita.
Jung adverte que nenhum ser humano é apenas
introvertido ou apenas extrovertido. Ao contrário, ambas estão presentes em
cada ser humano. O que ocorre é que uma foi mais desenvolvida que a outra. Por
isso, o tipo que não foi desenvolvido adequadamente perde força, mas ainda
assim continua influenciado o sujeito.
Outra influência importante é a das funções
psíquicas ou psicológicas. Essas funções nada mais são do que atividades da
psique que estão intimamente ligadas com nossas percepções, pensamentos, afetividade,
habilidades, aptidões e tendências e que atuam sobre nossas ações e reações
diante dos fatos apresentados pela vida e pelo mundo. São elas que diferenciam
as pessoas que se encontram em cada um dos dois grupos citados acima. Funções que estão presentes em
tudo o que fazemos diariamente e cada momento de nossas vidas.
Para Jung, quatro são as funções psíquicas ou psicológicas: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Funcionam como pares opostos e
quando um dos pares é mais acentuado, o outro é mais fraco. Mesmo sendo fraco,
não deixa de existir. Ao contrário, continua influenciando. As duas primeiras
são mais racionais e ligadas aos julgamentos, enquanto que as outras duas são
mais irracionais e ligadas as percepções e informações.
A função PENSAMENTO é mais lógica. Liga as
percepções com a razão. Separa as percepções umas das outras, classifica, faz
sua análise por meio da reflexão e sem deixar que os afetos e emoções se
envolvam, conclui e emite um julgamento que determina a ação.
Oposta a anterior, a função SENTIMENTO desempenha
as mesmas tarefas, mas avalia e se preocupa com a harmonização do ambiente,
incentivando as ações sociais. Para isso, vale-se dos valores pessoais e morais
para tomar suas decisões. Embora tenha uma lógica diferente, não exclui a razão.
A função SENSAÇÃO é a função dos sentidos, do real,
da que traz as informações do mundo por meio dos órgãos sentidos. A pessoa com
esta função mais desenvolvida, dão valor aos fatos, lembram-se deles com mais
facilidade e são mais preocupados com o aqui e o agora. São mais realistas, seus
pensamentos são mais concretos e mais práticas, dedicam-se ao bom funcionamento
das coisas e evitam seguir ou criar um novo caminho.
O oposto da função sensação é a da INTUIÇÃO. Uma função
onde o inconsciente atua mais que o consciente. As percepções se formam por
meio de “pressentimentos”, de “palpites” ou “inspirações”. As pessoas com esta
função mais desenvolvida buscam os significados, as relações e as
possibilidades das coisas. Tendem a ver o todo em detrimento das partes, razão
pela qual encontram mais dificuldades em perceber ou reparar nos detalhes.
Resumindo, as pessoas do tipo Pensamento tendem a
não dar valor aos sentimentos (valores pessoais) ao contrário das pessoas do
tipo Sentimento que insistem em não dar crédito ao que não gosta ou ao que não
lhe é prazeroso. Da mesma forma, as pessoas do Tipo sensação ignoram a intuição
e o intuitivo, despreza o presente e o que está diante dos olhos.
CONTINUA
Fontes:
JUNG, C.G. Tipos Psicológicos. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro,
Editora Vozes,1971aª
_______. O eu e o inconsciente . Petrópolis: Editora Vozes, 1985.
_______. O homem e seus Símbolos. Rio de Janeiro: Editora Nova
Fronteira, 1977.
SILVEIRA, Nise da. Jung: vida e obra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.
STEIN, Murray. Jung: o mapa da alma - uma introdução. Editora Cultrix,
São Paulo, 1998.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O QUE É PERSONALIDADE?
Personalidade
é o conjunto de características psicológicas e que nos torna quem somos. Essas
características determinam nosso modo de agir, de pensar e de sentir. É,
portanto, a individualidade de cada sujeito e engloba o ser pessoal e o ser social.
Todas as pessoas a tem. Portanto, afirmar que uma pessoa não tem personalidade
é uma inverdade.
Muitas
pessoas acreditam que nascemos com uma determinada personalidade. Mas, não é
bem assim. A personalidade é formada ao longo do tempo e de acordo com as
experiencias e vivências de cada um. Por isso, a formação da personalidade é única,
gradual e complexa.
O
bebê não nasce com personalidade, embora tenha predisposição para isso. Ela
ainda não tem consciência de quem é e por que está neste mundo. Por isso,
levará algum tempo para que isso aconteça.
O
primeiro passo para essa consciência é dado pelos cuidados maternais. A
alimentação, a sede, o banho e a troca das fraldas exigem um contato sensorial
com o bebê e é fonte de inúmeras experiências prazerosas ou não. Mas, o bebê,
devido a sua relação de dependência com a mãe, ainda sente como se fosse uma extensão
dela. Por isso, essa relação é tão forte.
Com
o crescimento do bebê e com os afazeres maternos, a mãe provoca um afastamento natural. Espera
um pouco mais para levar o alimento, demora (ou atrasa) o banho ou a troca de
fralda, ou então, deixa o bebê sozinho no quarto para pegar alguma coisa. É por
meio destes pequenos afastamentos que o bebê adquire a noção de que ele e a mãe
são pessoas diferentes.
O
sentar e o andar são fontes de autonomia para o bebê e provocam uma ampliação
de suas percepções. Ao final do primeiro
ano de vida, o bebê já sabe que ele e a mãe são pessoas distintas e com
necessidades diferentes.
Dos
2 aos 6 anos, o bebê entra numa fase de imitação dos adultos para que ele
compreenda como a vida funciona. Nesta fase, a criança imita tudo: o jeito de
falar, de fazer as coisas e o modo de se comportar dos pais. Isto porque os
pais são modelos (exemplos) que devem ser copiados.
Crianças
teimosas, briguentas, birrentas, agressivas não possuem personalidade forte. Da
mesma forma, a criança calma, tranquila e obediente não possuem uma
personalidade passiva. Elas apenas
repetem e refletem a atitude dos pais. Carl Gustav Jung costumava dizer que:
“até os 6 anos de idade, os filhos são o que os pais fizeram dela”. Reparem bem
e percebam com Jung estava correto em sua afirmação.
Por
volta dos 6 anos, alguns comportamentos imitativos se fixaram na forma de ser
da criança. É a época em que despontam as primeiras tendências de comportamento.
Tendência porque a criança pode apresentar um certo comportamento hoje e daqui
a uma semana ter outro completamente diferente. Comportamentos que ainda variarão
por meio de e novas e importantes experiencias.
Por
volta dos 7 anos, começa a despontar a personalidade baseada nas tendências comportamentais
que se fixaram. Mas, a personalidade ainda é um pequeno embrião e ainda levará um
bom tempo para que se fortaleça.
Por
volta dos 11 ou 12 anos, já com uma compreensão maior de si mesmo e dos outros,
a criança define certos comportamentos que serão marcantes em sua vida. As
tendencias deixam de existir e passam a ser traços de personalidade. Mas, esses
traços ainda podem sofrer alterações.
Fonte:
apontamentos de aula
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
ESQUIZOFRENIA
A
esquizofrenia é uma doença mental grave. Caracteriza-se por pensamentos, percepções
e emoções desorganizados, resultado de uma desorganização muito grande dos
processos mentais, causando prejuízo nas relações interpessoais, sociais,
familiares e no trabalho dos sujeitos.
O
sentido de realidade e imaginação ficam tão confusos que os sujeitos não conseguem
distinguir uma da outra e perdem o sentido de certo e de errado.
A
doença se manifesta por meio de crises agudas, com sintomas intensos e com
intervalos de aparente normalidade (remissão) quando os sintomas parecem
desaparecer e os poucos que permanecem, não são tão fortes.
Geralmente,
essa doença tem início no final da adolescência ou, na vida adulta, até os 40
anos e atinge homens e mulheres. É uma doença que deteriora a personalidade dos sujeitos, fazendo com que
vivam num estado de demência, mais conhecido como loucura.
CAUSAS
As
causas da esquizofrenia ainda são desconhecidas. Porém, sabe-se que fatores
biológicos, genéticos e ambientais podem influenciar no seu aparecimento. Essa influência
varia em diferentes graus, tanto para o aparecimento como para a evolução da
doença. Estatisticamente, filhos de esquizofrênicos tem 10% de possibilidade de
contrai-la, enquanto que para a maioria da população essa possibilidade
equivale a 1%.
SINTOMAS
Os
sintomas variam de um sujeito para outro. Alguns esquizofrênicos podem
apresentar delírios. Isto é, formulam um pensamento ou ideia fixa, falsa,
imaginativa e sem lógica e acreditam nela. Geralmente, são ideias de
perseguições, místicas ou de grandeza, como nas psicoses. Outros, tem
alucinações, como ouvir vozes que os “obrigam” a realizar certos atos ou, ter
visões assustadoras. Mas, todos tem pensamentos e fala desorganizados, desconexos
e ilógicos. Isto é, são incapazes de manter uma conversação com pensamentos em
uma sequência lógica.
Os
esquizofrênicos apresentam também uma incapacidade de mostrar suas emoções e
sentimentos. A expressão de alegria, tristeza, orgulho, saudade (entre outras) são
mornas e sem viço, podendo ser definidas como “indiferença”.
Os esquizofrênicos
mostram ainda alterações comportamentais. Uns são mais impulsivos, agitados e
agressivos. Outros são mais calmos, tranquilos e cordatos. Alguns podem falar
sozinhos e em voz alta ou andarem nús em público. Alguns tentam o suicídio,
agridem, xingam, quebram coisas porque se sentem (ou julgam ser) perseguidos.
Outros, se auto-isolam, ou seja, perdem o interesse pelo contato com outras
pessoas e evitam qualquer aproximação com outros seres humanos.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico consiste
numa entrevista com o sujeito e sua família onde é levantada sua história de
vida, do relato completo e detalhado dos sintomas que apresenta, pois não
existem exames que possam detectar as alterações mentais causadas pela doença.
O TRATAMENTO
O tratamento é o
psiquiátrico, combinado com terapia ocupacional e arte-terapia. O remédio é o
interesse, afeto e carinho. Não há, até o momento, cura para essa doença.
Fonte:
Apontamentos de
aula
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
PSICOSES DELIRANTES CRÔNICAS
As
psicoses delirantes crônicas são distúrbios da mente. São conhecidas pelo termo
“paranoia”, e infelizmente, são distúrbios graves porque envolvem a sanidade
mental de quem as possui. São manifestações de um estado de loucura.
O
paranoico é uma pessoa doente da mente. Por isso, apresenta uma desarmonia (incoerência)
entre o que pensa e o que sente. Em outras palavras, o sujeito paranoico distorce
a realidade.
Se
pensamento é desconexo. As ideias aparentam um conjunto estruturado e
organizado. Isto significa que, possuem um tema e um relato compreensível aos
ouvintes. No entanto, percebe-se pelo contexto desse relato que os fatos não
são verdadeiros e, sim, de um delírio. E esses delírios não são estranhos, nem
bizarros. Ao contrário, parecem mais uma ideia fixa e, por mais que se faça, não
muda seu pensamento por acreditar que ele está com a verdade.
Os
delírios, geralmente, são baseados na interpretação do sujeito sobre alguém ou
algum fato em que ele se vê envolvido e é a figura principal (egocentrismo). Interpretação
esta que parece sistematizada e coerente.
No
início, até pode parecer teimosia ou birra. No entanto, se durar 30 dias ou
mais, os familiares devem ficar alerta, pois esta é a principal característica
da doença. Neste caso, a família deverá procurar um psiquiatra para uma
avaliação e diagnóstico.
As
alucinações são raras, mas podem acontecer em alguns paranóicos. E as mais
frequentes são as táteis e as olfativas.
O
sujeito paranóico tem “aparentemente” um bom convívio social porque se parecem
em muitos aspectos com as demais pessoas. São amáveis, cordiais, gentis e a
maioria, consegue desempenhar tarefas profissionais. Isto porque, sabem “esconder”
seus delírios.
Em
alguns casos, pode haver prejuízo funcional, matrimonial e isolamento social. Isto
porque acredita que está sendo perseguido e que será assassinado e para evitar
abandona o emprego e se isola.
PRINCIPAIS
TIPOS DE PARANÓIA
DELÍRIO
PERSECUTÓRIO – é o mais comum. O sujeito
acredita que está sendo vítima de perseguições, de complôs, de conspirações,
traições, espionagens, que o estão envenenando ou colando drogas em seus
alimentos ou que estão fazendo comentários maldosos e maliciosas a seu
respeito.
DELÍRIO
DE GRANDEZA – Em seus delírios acredita ser parente (e não importa o grau de
parentesco) com alguém importante como por exemplo uma personalidade histórica
ou artística. O mais famoso desses delírios é do sujeito se julgar parente de
Napoleão, por exemplo. Podem ainda, acreditar possuir um dom extraordinário,
como o de curar pessoas com o olhar ou toque de suas mãos. Outras vezes,
julga-se dono de grande e incalculável fortuna. Podem ainda imaginar que são
grandes inventores (como Santos Dumont) ou reformadores do mundo ou da ciência (como
Lutero ou Darwin).
DELÍRIO DE CIÚME –
atinge as mulheres, na maioria das vezes. Mas, pode aparecer em homens também. O
sujeito acredita na infidelidade do (a) parceiro (a). E para provar que está
correto(a) no seu julgamento, busca e se apega a qualquer pequena e provável
evidência, como roupas desalinhadas, manchas na roupa ou nos lençóis, sinais de
perfumes, fios de cabelo, vasculha celulares e ligações telefônicas, liga para
o trabalho do companheiro (a) para confirmar sua presença, exige sua permanência
no lar de forma agressiva e autoritária ou impede saídas desacompanhado (a)
dele (a).
PARAFRENIA – conhecido como “delírio somático”.
É o delírio onde o sujeito acredita que seu corpo está infestado por insetos,
parasitas ou que certas partes do seu corpo está deformada ou não estão
funcionando como deviam. Podem convencer-se, ainda, que sua pele, boca, ânus ou
vagina exalam odores mau cheirosos.
DELÍRIOS SEXUAIS – o
sujeito imagina um amor romântico e platônico. Nessa
imaginação, são amados por artistas, ídolos do futebol, políticas ou por pessoas comuns.
Apontamentos de aula
domingo, 10 de novembro de 2013
PSICOSE REATIVA BREVE
A Psicose Reativa Breve também é chamada de transtorno Psicótico
Transitório. Seus sintomas aparecem subitamente e sem sintomas anteriores que
anunciem este mal. Mas, há sempre um motivo que estressa a pessoa e ela “explode”.
Esta “explosão” é chamada de “surto”. Porém, passado algum tempo (menos que um
mês), tudo volta ao normal.
Durante os surtos pode-se perceber uma certa incoerência de pensamentos,
a pessoa não consegue fazer relações lógicas entre associações, pode ter
delírios ou alucinações e seu comportamento
fica desorientado e desorganizado. Muitas vezes, pode apresentar comportamentos
catatônico, ou seja, ficam imóveis por um longo tempo, com olhar perdido.
Há ainda uma mudança brusca nos afetos. Por ex: o que gostavam antes e agora,
não gostam mais. A pessoa em quem confiavam plenamente, agora desconfiam dela. Isto
causa perplexidade e confusão, não só para as pessoas psicóticas, mas para quem
convive com elas também.
A forma como as pessoas reagem num surto não se deve somente ao motivo
que o provocou (psicotraumática), mas muito das predisposições e características
da personalidade dessa pessoa. As
reações psiquicas dependem do caráter da perturbação, mas também, na maneira
como o sujeito encara suas frustrações, suas vontades e necessidades. Se tem
dificuldades para aceitar e superar as frustrações, com certeza, suas reações
diante de um fato desta natureza será mais anormal.
Outras vezes, o sujeito psicótico julga e emite opiniões sobre si mesmo e
sobre os outros de acordo com suas contradições internas, suas angústias e
sentimentos. Por isso, tem uma enorme dificuldade em se adaptar aos ambientes e
aos grupos de pessoas que os formam e, consequentemente, o convívio social fica
prejudicado.
Alguns sujeitos psicóticos preferem transferir todas as suas angústias,
medos, dificuldades e fracassos para um objeto, animal ou pessoa e parecem
sentir-se mais aliviados com esta atitude. Neste casos, negam o que sentem e culpam
os outros, como se eles o perseguissem por um motivo qualquer. Mas, todas estas
ideias lhe parecem reais e lógicas, embora sejam, na verdade, fantásticas e
doentias.
O QUE CAUSA TUDO ISTO?
Geralmente, os surtos psicóticos atingem pessoas que se acham vítimas de
outras pessoas ou de certas situações. São pessoas que estão sempre na
defensiva. Quando algo dessa natureza acontece, confirma seus pensamentos.
Diante disto, se desorganiza mentalmente e surta.
Segundo Kaplan, o fato ou situação é o elemento deflagrador da desordem,
mas também envolve o biológico e o mental ou psicológico.
Esta alteração psíquica é mais frequente em adolescentes e adultos jovens.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as pessoas com este
tipo de psicose não devem ser enquadrada nas psicoses de outras naturezas e,
portanto, mais graves. Isto porque, na visão dessa Organização, a pessoa deve
estar passando por um momento emocional difícil e recente. Mas, não deixa de
ser uma alteração psicótica e tem como causa os fatores ambientais.
O tratamento é psiquiátrico.
Fonte:
Apontamentos de aula
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
PSICOSE
A psicose é um distúrbio mental mais grave que a neurose. sua principal característica é a forma como os sintomas aparecem: de súbito e em forma de surtos. Os surtos podem ser rápidos (algumas horas) ou mais longos (semanas), mas não chegam nem ultrapassam 30 dias. Segue-se um período de (aparente) normalidade e retornam em estágios mais avançados e por períodos cada vez maiores.
SINTOMAS:
Sujeitos
psicóticos percebem a realidade de um jeito distorcido. Encaram os fatos e
situações corriqueiras como uma ameaça a sua pessoa física. Um exemplo
clássico, é achar que está sendo perseguido por alguém (pessoa, animal ou
objeto) que quer lhe fazer mal. E, uma vez instalada essa ideia, é de difícil
remoção porque acreditam piamente nela. E expressam isso verbalmente, mostrando
um pensamento perturbado.
Esta
forma equivocada da realidade impede que algumas ações do cotidiano sejam
realizadas a contento. O trabalho, os estudos, as relações interpessoais, as
relações sociais e o desempenho dos papéis costumeiros na sociedade ficam
prejudicados, porque podem ser acompanhadas por delírios ou por alucinações.
Esses
sujeitos apresentam comportamentos bizarros e esquisitos, posturas peculiares
(trejeitos estranhos, gritos ou mutismo) fazendo com que o convívio social também
fique prejudicado.
Os
pensamentos, julgamentos e atitudes dos psicóticos revelam um funcionamento
mental desorientado e confuso. Mas, não devemos confundir com funcionamento
cerebral, embora este pode ser prejudicado pelo demais sintomas.
CAUSAS:
As causas
deste distúrbio são variadas. Podem emocionais, reativos, delirantes,
alucinógenas, por uso abusivo de drogas ou do álcool, por problemas
neurológicos, infecções, depressão.
TRATAMENTO:
Alguns
tipos de psicoses podem ser totalmente curáveis. No entanto, para o outros
tipos a cura não existe. Pelo menos, até este momento.
O
tratamento é psiquiátrico e medicamentoso, mas a indicação hospitalar só é
feita em casos muito graves.
Fonte:
Apontamentos
de aula
domingo, 20 de outubro de 2013
NEUROSES OBSESSIVAS COMPULSIVAS
As
neuroses são transtornos que atacam a
mente das pessoas. Esse transtorno provoca ideias, pensamentos, palavras ou
frases negativas e pessimistas, imagens, números ou impulsos de forma
repetitiva e continuada. A isto chamamos de obsessão.
Nas
obsessões, a pessoa se sente irresistivelmente impelida a fazer alguma
coisa. Mas, esse “fazer” é estranho,
esquisito e não tem uma explicação lógica para essa estranheza.
As
obsessões mais comuns são:
Sentir-se sujo, ser contaminado por bactérias e
ficar doente.
Algumas pessoas tem uma necessidade de agredir, ferir, magoar ou insultar os outros, nem que isto fique apenas no pensamento. Outras limpam a
casa inúmeras vezes por acreditarem que está suja.
Há aquelas que recolhem lixo da rua e levam para casa, entulhando todos os espaços.
Ou pessoas preferem não gastar dinheiro,
mesmo que algo seja muito necessário. Mas, não guardam numa agência bancária,
porque preferem vê-lo, manuseá-lo e senti-lo bem próximo a si. Mas, também há quem goste da
perfeição, do alinhamento, da simetria dos objetos e quem se preocupe com
doenças ou com o corpo.
Há também os que se preocupam com a religião e com os
conceitos de pecado, sacrilégios ou blasfêmias. Agem como se
fossem culpados de algo inescrupuloso que praticaram.
Há também os que ficam
fascinados com números especiais, cores, datas e horários (pensamentos
mágicos). Essas pessoas contam e recontam os cantos da casa, calculam o número
de tijolos de cada parede ou são extremamente preocupados com horários.
Mas, por que agem desse jeito?
Ceder ás compulsões alivia a ansiedade por um tempo, por isso, repetem os atos compulsivos. Essa repetição (do gesto ou dos movimentos estranhos) transforma-se numa espécie de ritual e são chamados de “rituais mágicos”.
A presença dos pensamentos negativos, dos atos
estranhos, repetitivos e ritualizados, os medos, a ansiedade e a culpa
constituem as principais características deste transtorno.
A CAUSA
Muito se
tem pesquisado sobre o pode ser a causa desse transtorno, mas os resultados ainda
não são conclusivos. No entanto, há uma tendência ainda em estudo de que a
causa desse transtorno pode ser ambiental ou familiar, como algo que é
aprendido por conta de uma rigidez educacional. Essa tendência se baseia em
relatos feitos por pacientes nos consultórios.
O transtorno
tem início ainda na infância (por volta dos 9 e 11 anos de idade). Na idade
adulta costuma aparecer os sintomas por volta dos 30 ou 40 anos. Pode ser um
transtorno periódico (fica por um tempo e desaparece após tratamento) ou durar
a vida toda. Mas, em qualquer caso, estão presentes os sentimentos de angústia,
de ansiedade, de impotência, baixa autoestima e a depressão.
O
TRATAMENTO
O
tratamento é psicoterapêutico e realizado por psiquiatras. Quando necessário, é
aplicado um acompanhamento medicamentoso que ajuda na baixa da ansiedade, o que
auxilia no controle pessoal das compulsões e facilita a aquisição de uma melhor
qualidade de vida.
No
entanto, a maioria dos pacientes são resistentes ao tratamento. Primeiro,
porque o desconforto e os medos os fazem pensar que estão ficando loucos. É
preciso informar que, os transtornos obsessivos compulsivos atrapalham a vida das
pessoas, mas não evoluem para estados de loucura.
Fonte:
Apostila e apontamentos de aula – curso de Psicopedagogia
terça-feira, 8 de outubro de 2013
AS “NEUROSES” E SEUS TIPOS
Os transtornos ou neuroses dividem-se em quatro grupos:
Grupo
1- dos
transtornos de angústia
Como o próprio nome já diz, caracteriza-se pelo sentimento de angústia.
A
angústia é uma sensação esquisita. As pessoas imaginam que algo horrível vai
acontecer com ela mesma ou com alguém próximo. Por isso, temem a ocorrência ou
as consequências desse acontecimento.
É
uma sensação que surge de repente. Começa com uma espécie de abafamento e com
uma pressão sobre o peito que parece dilacerá-lo. Uma pressão tão forte que chega a ser expressa
como dor. Mistura-se a tudo isto: medo, insegurança e ressentimento.
A
razão desses sintomas é uma propensão para criar pensamentos negativos vindos
de lembranças traumáticas (reais ou imaginárias) e que chegam á consciência.
Quando
ficamos angustiados esporadicamente, é normal.
No entanto, quando se torna uma rotina, já podemos dizer que se trata de
um transtorno ou neurose. A constância pode fragmentar o ego, ou seja, a parte
da mente que chamamos consciência.
Grupo
2 – dos transtornos fóbicos.
Fobia
é um medo ou aversão diante de objetos, animais, lugares ou situações. Esse
medo é proveniente de um transtorno de ansiedade que se manifestam em uma
situação única e particular. Ex: medo de aranha, de cobras e serpentes, sapos,
cães, barata etc. Dentre os objetos, o mais comum é o medo de andar de avião. E
são chamadas de “fobias simples”.
Mas,
algumas pessoas sentem medo de estar em lugares públicos apinhados de gente (agorafobia). Podem ainda ter medo de
sentir-se observada por outras pessoas ou do julgamento (comentários) que essas
pessoas poderão fazer dela (fobia social).
Grupo
3- dos transtornos histéricos ou dissociativos
Os
transtornos histéricos se caracterizam quando problemas psicológicos passam a
ser refletidos pelo organismo sem a pessoa tenha consciência. Ex: Conheci um
menino que parou de falar aos 5 anos. Após um longo tratamento descobriu-se
que, ao entrar na garagem de sua casa, viu um dos tios enforcado. Em outros
casos, podem haver paralisias e contraturas musculares que vão de leves a
graves.
Grupo
4- dos transtornos obsessivos
Neste
grupo dominam as compulsões e obsessões. Compulsões são hábitos aprendidos e
que garantem ao sujeito um bem-estar emocional. Por causa desse bem-estar, eles
repetem este hábito inúmeras vezes e vira uma válvula de escape ou desculpa
para qualquer problema emocional que venha ocorrer posteriormente.
Comer
demais é uma compulsão e bom exemplo. Come quando está alegre, quando está
triste, quando fica nervoso, quando está calmo e assim por diante. E quanto
mais repete esse comportamento, mais difícil será o controle. Com o tempo, associado
ao alívio, sente-se culpada por não ter evitado a comilança.
As obsessões são as ideias fixas de contaminação, doenças e morte. Para evitar a contaminação passam a lavar
as mãos de forma exagerada (40 ou 50 vezes por dia) ou tomar banho seguidos; medicar-se sem necessidade
para evitar que fique doente; ou bater na madeira a cada 15 minutos para evitar
a morte.
E ainda há outros comportamentos
obsessivos como a mania exagerada de limpeza ou de organização da casa e dos objetos, dispondo-os sempre da mesma forma e nos mesmos lugares.
O
tratamento desses tipos é psicológico (psicoterapia) e psiquiátrico (quanto for
medicamentoso).
Fonte:
ABC.MED.BR,.
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