OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

NO LIMIAR DO SÉCULO XX



Após o término da primeira década, a sociedade vivia dois momentos importantes: a Belle Époque e uma grande animosidade que surgia entre algumas nações. 


Em 1914, é declarada a I Grande Guerra Mundial, fruto dessa animosidade. Muitos homens são convocados ou se inscrevem para fazerem parte do conflito e são enviados para as frentes de batalha, com o objetivo de conter os avanços de grandes potências. Com isso, ficam em seus países: as mulheres, crianças e idosos.

Embora saibamos que as mulheres são pessoas batalhadoras, ainda parece novidade falar sobre elas. Isto porque, não existem registros de suas atuações nos livros escolares ou nos de História Geral, com exceção de umas poucas nobres. Mas é preciso ressaltar que a participação feminina foi fundamental neste conflito.


Enquanto os homens estavam no front, alguém precisava dar suporte para que, a vida em seus países de origem se mantivessem em equilíbrio e provendo o básico de sustentabilidade. Por outro lado, os materiais bélicos precisavam ser constantemente repostos de forma rápida e eficiente.

O fato é que diante dessa gravíssima situação, essa tarefa coube às mulheres. E não se fizeram de rogadas. Ergueram as mangas e assumiram o trabalho. Atuaram no campo, no comércio, nas indústrias de todos os tipos incluindo-se as bélicas. Além disso, assumiram o papel de agentes de trânsito, policiais, caixas bancárias e policiais.

Mas nunca deixaram de cumprir os afazeres domésticos, maternais, educadoras e cuidadoras de suas famílias. Todas as mulheres, da elite ás de classes mais baixas, estavam na mesma situação e enfrentando as mesmas adversidades.


Foram mulheres guerreiras que, pela primeira vez, podiam de fato mostrar ao mundo que não eram tão frágeis como se pensava. A delicadeza, a elegância e a feminilidade não fora destruída pelo trabalho exercido, mas ao contrário, foram ressaltadas as capacidades, as habilidades e o empenho demonstrado.

Nossas homenagens a todas as

mulheres daquele tempo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

AS MULHERES DO SÉCULO XX


Apesar de todas as conquistas do século XIX, os patrões ainda detinham grande influência (princípio de liberdade) sobre seus empregados. No entanto, no ocidente europeu e nos Estados Unidos os patrões de diversos setores cediam aos reclames das manifestações populares. Devido a isso, criaram-se várias leis trabalhistas.



A princípio, essas leis legislavam sobre as condições de trabalho, principalmente, de mulheres e crianças. Porém, essas leis somente beneficiavam as mulheres que trabalhavam em casa. As que trabalhavam no comércio, nas lojas familiares, as domésticas e as do campo ficavam sem regulamentação e sujeitas a toda espécie de exploração. Assim, uma boa parte das trabalhadoras que ocupavam cargos mais simples não eram beneficiadas por essa lei.


Como todos os esforços para conquistar seus direitos pareciam ser em vão. As manifestações trabalhistas feministas se tornaram raras e fracas por pouca organização, sem apoio masculino ou pelas associações com pouca expressão. As feministas manifestantes ainda corriam riscos: prisão e a perda do emprego. Mas ainda assim, marcavam presença.

primeiros sindicatos

Já no final do século surgem os sindicatos masculinos e as mulheres conseguem se filiar a eles. A princípio não eram sindicatos “qualificados” (que serviam a todas as categorias de operários). Mais tarde, esses sindicatos foram separados por categorias trabalhistas. Estes sindicatos faziam a apologia de que as mulheres trabalhavam não só por necessidade, como também como forma de se emanciparem pessoalmente e na sociedade. E, nessa época, já prometiam pagamento igual ao dos homens se exercessem a mesma função e mesma responsabilidade.

sábado, 29 de dezembro de 2018

O TRABALHO, A VIDA E AS PRESSÕES DO SÉCULO XIX



Apesar de terem conseguido alguns direitos por conta das manifestações, o trabalho continuava na mesma: muitas horas, salários baixos, patrões autoritários e exploradores. E o voto feminino custava a não ser permitido e as mulheres e suas famílias foram pressionadas de todas as formas.

Aos poucos, as mulheres começaram a perceber que a vida familiar e a vida profissional pareciam não combinar. E sobreviviam às custas de um sobre o outro de forma que, ou trabalhavam e se descuidavam da família ou ocorria o contrário. Desanimadas com a situação, a vida ia sendo pouco a pouco delimitada.


As pressões (urbanas, econômicas, científica, institucional e trabalhistas) modificaram as populações tornando-as mais flutuantes e os matrimônios passaram a ser regidos por essa flutuação. Porém, a sociedade de mercado se tornou mais efervescente e liderada por empresários arrojados que faziam de tudo para atingirem novos patamares rumo a um futuro promissor. Mas não era nada fácil. Houveram muitos espinhos, dores, tragédias e muita sujeira também. As mulheres, esperançosas, ansiavam por esse futuro. Um mundo idealizado que custava a chegar.

E enquanto esperavam criava-se um novo sistema de pensamento influenciado pela Psicanálise de Sigmund Freud, cujo centro era o sexo e a sexualidade. E com esse pensamento surge a grande mudança progressiva no comportamento, mas que só se verificou no século XX.

O primeiro comportamento mudado lentamente foi a criação de mentalidade sobre a família e da relação conjugal. Por meio dessa conscientização os filhos se ligavam aos pais e aos irmãos pela biologia e pela hereditariedade. Com esse novo modo de pensar, a família passou a ser entendida como uma instituição indestrutível, enquanto o casamento, podia acabar a qualquer momento já que não havia laços sanguíneos envolvidos entre maridos e mulheres.


O casamento dentro desse novo conceito cultural, religioso e sexual adquiria um conceito mais amplo e moderno: o de união estável. Portanto, desde que duas pessoas (de sexos iguais ou diferentes, legalmente casados ou não) que vivessem diariamente sob o mesmo teto numa relação afetuosa e amorosa, esta relação podia ser chamada de casamento.

Os filhos bastardos deixaram de existir, porque os pais passaram a assumir as suas responsabilidades extraconjugais. Além do mais, as mães sempre ficavam mais oneradas fosse pelo abandono do lar ou pela “desonra” de ter um filho “bastardo”. Além da morte natural, só o desquite permitia uma demanda investigatória de paternidade.

A segunda grande mudança no comportamento da época, diz respeito a escolaridade da população. No século XIX, mesmo com as melhores expectativas, apenas 12% da população mundial era alfabetizada e, que nesse índice estavam inclusos homens e mulheres.


No entanto, em épocas anteriores, 88% nunca tiveram a oportunidade de acesso à educação escolar. Não sabiam nada de suas próprias existências quanto mais da existência do mundo que estava à sua volta. Tudo o que sabiam deles e dos outros estava baseado nas suas próprias experiências (e que eram poucas) e do fruto de sua própria imaginação.

Mas nem tudo eram espinhos. Dos 12%, 2 a 3% formavam a elite letrada (literários, médicos, juristas, enfermeiros, industriais, professores etc) e considerados como “mentes geniais”. E eram eles quem lideravam uma revolução que fez surgir a “sociedade de mercado” nova e efervescente que, por sua vez, fez o mundo levantar voo e chegar a patamares inimagináveis.


A urbanização consolidou a organização dos movimentos sociais e esse modus vivendi de total desapego se mostrou perigoso ao Estado. Campanhas reforçaram o valor da estabilidade, do casamento, de quartos separados, de sexos separados, de camas individuais, de famílias em casas separadas com no mínimo dois quartos, etc. Camadas isoladas da sociedade se opunham ao veiculado. E tudo que era liberado anteriormente visava, agora, um controle de proximidade e da possibilidade da visualização do ato proibido, como era a masturbação. É verdade que, em menos de um século, a humanidade passou por muitas sujeiras e tragédias para encontrar um novo rumo.


IMAGENS: Google

domingo, 23 de dezembro de 2018

FELIZ NATAL

 Que neste Natal encontremos a paz, a união, 
o amor e a tranquilidade tão necessárias 
a nossas vidas, e...


... que estes sentimentos sejam nossos 
maiores e melhores presentes.

domingo, 16 de dezembro de 2018

CONQUISTAS FEMINISTAS DO SÉCULO XIX


As mulheres que lutavam pelo voto, também lutavam para conseguirem alguns direitos:

1) poderem fazer campanhas sobre a interdição das uniões livres - este direito se diferenciava das épocas anteriores no sentido de que naquela época, as práticas matrimoniais eram definitivas e cristalizadas no pensamento popular.


2) poderem fazer campanhas sobre o controle da natalidade - que passava a ser uma preocupação social e das famílias -  Mas o controle de natalidade desaparecia porque quanto mais pessoas trabalhassem, mais a família ganhava.


3) difusão patrimonial - Nas aldeias, as pessoas se casavam com os habitantes locais e o patrimônio familiar circulava apenas nas aldeias, passando das mãos de uns para os outros. Já nas classes operárias, portanto mais urbana, o patrimônio adquirido pelo matrimônio tornava as relações mais sólidas e mais duradouras, impedindo que os patrimônios fossem parar em outras mãos.


4) o direito ao desquite – Antes, apenas a morte de um dos cônjuges permitia a separação do casal. Agora, esse pedido podia ser feito com menos burocracia.


5) requerer a paternidade dos filhos – Antes os maridos saiam premiados, pois não assumia qualquer responsabilidade pelo fruto de suas aventuras extramatrimoniais. A mãe era onerada e acabava tendo que sustentar o filho sozinha e pagando o preço pela “desonra” de ter um filho “bastardo”.

6) requerer a revogação da punição dos filhos “ilegais” – Dado como certa a paternidade, os filhos de aventuras extramatrimoniais passavam a ser reconhecidos como filhos naturais e o pai devia cumprir o dever de auxiliar na sua educação moral, social, financeira e escolar. Mas muitos descumpriam esta ordem judicial e não havia punição para tal, cabendo às mães todos os ônus dessa tarefa.


imagens - Google

sábado, 8 de dezembro de 2018

POR QUE O LUTAR PELO VOTO FEMININO?



As sufragistas (como eram chamadas as feministas que lutavam pelo poder de votar) entenderam que precisavam de leis que regulamentassem as horas abusivas de trabalho, os salários baixíssimos, os assédios sexuais e estupros que as operárias sofriam por parte dos patrões sob as ameaçadas constantes de perderem seus empregos. As sufragistas sabiam que não podiam contar apenas com os votos masculinos, todos muito machistas e que não queriam abrir mão de seus privilégios.

Para conseguirem o que pretendiam, sabiam que não seria fácil. Por isso, as sufragistas sofreram muito, mas não se deixavam abater. Encontravam-se em lugares diferentes e sempre às escondidas para discutirem os problemas, traçarem planos de ação e decidirem as estratégias das manifestações. Mesmo assim, alguns maridos e patrões as denunciavam à polícia. 

As manifestações de rua sempre eram pacíficas, no entanto, eram atacadas pelas polícias locais que agiam com brutalidade. As sufragistas eram presas, torturadas e mortas, em alguns casos.                   

Nietzsche
No início desta onda, as mulheres marchavam sozinhas. Com o passar do tempo, alguns homens entraram para o movimento e as apoiavam nas manifestações. Por isso, esses homens foram chamados de “cabeças ocas” por Nietzsche - um filósofo conservador e um homem machista, intransigente e autoritário.


Aos poucos, as manifestações pelo voto foram ganhando força. Espalharam-se pelos Estados Unidos e pela Europa toda e, posteriormente, seu clamor atingiu todos os cantos do mundo. 

A Nova Zelândia foi o primeiro país a liberar o voto feminino em 1893, na década final do século XIX. Todos os demais países da América e da Europa, aceitaram o voto feminino apenas no início do século  XX.                                                                                  


Imagens Google.

domingo, 2 de dezembro de 2018

AS ONDAS FEMINISTAS


O movimento feminista começou em meados do século XVIII, nos Estados Unidos, reconhecida por muitos historiadores como a “primeira onda feminista”. À princípio, as mulheres queriam romper com a opressão masculina que vinham sofrendo ao longo do tempo. 


O movimento feminista foi um movimento organizado por mulheres que, revoltadas com a situação que ocorria dentro das indústrias, decidiram por erguer sua voz. Usavam argumentos reformistas, afirmando que se sentiam como “propriedades móveis” dos maridos a quem deviam ser subordinadas como se fosse uma condenação pelo simples fato de serem mulheres.

Mas também queriam se mostrar como pessoas e cidadãs, defendendo além da igualdade entre homens e mulheres, pedindo a liberdade e o  direito a educação de qualidade, justificando que as sociedades não podiam abrir mão de metade da população adulta, formada por mulheres capazes, ativas e participativas. Nos Estados Unidos, acrescentavam ainda a luta pela libertação dos escravos.


Era um grupo de reivindicações que estavam entaladas na garganta das mulheres há milênios. Por isso, essa luta onde muitas coisas eram pedidas à sociedade, essencialmente masculina e machista, parecia terminar em nada.

No entanto, suas vozes se fizeram ouvir. De concreto, surgiram mudanças os contratos de casamento, o fim dos casamentos arranjados e um novo olhar para os sentimentos das mulheres, embora estas conquistas só fossem postas em prática no início do século XIX.


Uma segunda onda começou nas décadas finais do século XIX e foi até os anos iniciais do século XX. Uma onda feminista de caráter “político” e que trouxe grandes mudanças. Desta vez, as mulheres se uniram para lutar pelo direito de votar que, até então, somente era permitido para os homens brancos e ricos que dominavam os poderes públicos. Além do voto, era preciso afirmar e reafirmar sempre a igualdade entre homens e mulheres. E lembrar que as mulheres eram (e ainda são) tão racionais, morais e responsáveis quanto eles.


Nos Estados Unidos, as manifestações feministas ligavam-se a outros fatores históricos além dos já citados acima, como por exemplo, o fim da escravidão vigente naquele país.

imagens Google