OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL



Guerra Mundial teve início em 1939 e terminou em 1945. Foi a guerra mais englobante da história, com a participação de inúmeros países no conflito. Foi sem dúvida, uma guerra sangrenta, mobilizando mais de 100 milhões de militares. Foi um conflito militar e bélico organizados em dois grupos opostos: o dos ALIADOS e o do EIXO.

Os países em laranja faziam parte do Eixo. Em 
vermelho escuro, dos Aliados.


Esse conflito influenciou, não somente a capacidade econômica, industrial e científica dos países envolvidos, mas a vida dos civis desses países. Esta foi uma guerra que deu pouca importância tanto para a vida dos militares como a dos civis. Muitas vidas foram desperdiçadas entre militares e civis atingidos por inúmeros ataques aéreos, terrestres e marítimos, sem contar com o Holocausto.  As armas nucleares foram as mais letais da história da humanidade até então, resultando na morte de 50 a 70 milhões de pessoas, deixando sensivelmente marcados milhares de sobreviventes e destruindo cidades inteiras a quilômetros da explosão.  


A guerra terminou com a vitória dos aliados, em 1945. Essa vitória alterou o alinhamento político, a geografia e a estrutura social do mundo. A União Soviética e os Estados Unidos  emergiam como grandes potências rivais. Para acalmar os ânimos, estimular cooperação entre os países e evitar futuros conflitos é criada a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao longo dos anos que se seguiram, as rusgas entre Estados Unidos e União Soviética se mantiveram por 46 anos. Era a conhecida Guerra Fria. Mas na verdade, essa estranheza nunca terminou. Sempre há um conflito para que essa rivalidade se mostre firme e atuante. Exemplo disso, foi a descolonização da Ásia e da África, cujos efeitos foram devastadores para o continente africano. A principal sansão dada para a Alemanha foi a sua divisão de seu território.


A Europa ocidental sob a proteção dos Estados Unidos dava início a um movimento de recuperação econômica e integração política.  Por outro lado, a Europa Oriental vivia sob a proteção da União Soviética e sob um governo de regime comunista que lhes trouxe muitos dissabores e sofrimentos.


imagens Google

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A POLÍTICA DOS ANOS 30

A Alemanha perde a parte do seu território colorida de rosa.

Após a Primeira Guerra Mundial muitos tratados de paz foram assinados. Esses tratados são importantes porque ficam registrados para que as nações compreendam os motivos que as levaram ao conflito e para evitá-los para que não haja um próximo. Além disso, ficam registrados também as punições ou duríssimas imposições às nações vencidas, podendo levá-las a grave crise econômica. O exemplo que podemos citar foram as sanções o que aconteceram com a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Bulgária após a Primeira Guerra Mundial. 

O prejuízo econômico dessas nações foram enormes e causaram desemprego, inflação, colapso dos setores produtivos, protestos sociais extremistas tanto de direita, quanto de esquerda. Quem sofreu mais com essas punições foi a Alemanha. A taxa inflacionária foi tão alta que a população não tinha dinheiro nem para comprar uma fatia de pão. E a adversidade era de tal monta, que Adolf Hitler foi chamado a formar o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Esse partido defendia o ideal antidemocrático, racial e imperialista. 

Liga das Nações

Logo depois da Primeira Guerra, os países criaram um órgão internacional chamado “Liga das Nações” que tinha como objetivo combater os conflitos e as hostilidades diplomáticas. A ONU foi um órgão importante por um breve período, mas foi ficando ineficiente nos anos posteriores. E perdeu o apoio das grandes nações. Nesse meio tempo, Hitler é aclamado chefe do Estado Alemão. 

Invasão na Manchúria

Em 1931, o Japão invade a Manchúria, uma parte do território chinês. Em 1935, A Itália conquista a Abissínia (hoje, Etiópia). E Hitler ia governando, porém descumprindo o Tratado de Versalhes. A Alemanha toma Sarres e Remânia territórios perdidos na Primeira Guerra. Evidentemente, os países do mundo inteiro temiam outra guerra. Assim, iam tolerando alguns conflitos mais localizados. No entanto, Alemanha não se satisfez e tomou Sudetos, na fronteira da Tchecoslováquia alegando ser alemã a maioria da população dessa localidade. 

Guernica - obra de Picasso - representa a 
Guerra Civil Espanhola 

Em 1936, explode a Guerra Civil Espanhola e os espanhóis buscaram parceria com a Alemanha e com a Itália, por estarem preparados belicamente para uma possível guerra. E foi, justamente o poderio bélico e militar desses países, que atraíram o apoio do governo japonês, formando o chamado Eixo Roma-Berlim-Tóquio. 

Embora a Itália estivesse do lado vencedor na Primeira Guerra Mundial, não recebeu as compensações prometidas nos acordos feitos com a Liga das Nações e passando por grave crise econômica. Mussolini, líder do governo italiano, adotou um estilo governamental mais totalitário, baseado em promessas da recuperação de seu país e de predomínio europeu. 

Conferência de Munique

Inglaterra e França foram os países vencedores da Primeira Guerra e estavam preocupados com as novas invasões alemãs. Por essa razão, chamaram Hitler e Mussolini para uma conversa de negociação e acordos em um território neutro, realizado na Conferência de Munique. Nessa conferência, representantes franceses e britânicos reconheceram as conquistas alemãs e Hitler se comprometeu a não invadir outros lugares sem que ingleses e franceses fossem avisados (porque queriam proteger a Polônia). 

As setas indicam as invasões realizadas pela Alemanha.

Mas Hitler não cumpriu o combinado. Invadiu a Polônia para fazer um corredor com saída para o mar, no Porto de Dantzing, porque a intensão de Hitler era invadir e dominar a União Soviética. Com essa atitude, Hitler deu o último passo que culminaria na Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 29 de março de 2019

O CENÁRIO MUNDIAL DE 1930



Enquanto as mulheres se tornavam cada vez mais femininas, por conta dos discursos médicos da Frenologia, o mundo fervilhava. 

Desde 1929, os EUA viviam um período de crise econômica, iniciada com a Grande Depressão. A fragorosa queda da bolsa de valores dessa época foi considerada a “pior crise econômica” vivenciada por esse país. 



Os esportes, a vida ao ar livre e os banhos de sol foram descobertos nos anos 30, como benéficos para a saúde. Os mais ricos procuravam os lugares a beira-mar para passarem as férias e os banhos de mar começavam a ser incentivados como saudáveis pela medicina. Os menos abastados procuram clubes para as práticas esportivas. 


O modelo de beleza era as mulheres magras e bronzeadas, com visual sofisticado. Sobrancelhas e pálpebras bem marcadas com lápis em contraste com pó de arroz claro. Nas praias a moda era o maiô cavado e decote baixo (muitos até a cintura) mas com uma saia curta (chamada “saiote”). Estes decotes foram estendidos para os vestidos de noite e que, na minha opinião, ficavam muito charmosos. 

Muitos modelos novos e requintados de roupas femininas e masculinas surgiram nessa época. Esses modelos atingiam os esportivos (surgimento dos calções masculinos), os cotidianos e os de noite. Chapéus, casquetes e bolsas compunham o visual dos modelos cotidianos. 


O cinema estava em alta. E foi o cinema o grande referencial para a influência dos novos costumes. Em Hollywood, nomes como Marlene Dietrich, Edith Head, Gilbert Adrian entre outros eram considerados “astros e estrelas” das telonas. 

A música do momento era o Swing, a partir de 1935, em substituição do Jazz. Época também do surgimento das “Big Bands” que se torna popular nos EUA. 


Na Europa, movimentos totalitários nos governos de alguns países começam a ser notados como: o de Salazar (Portugal); o de Mussolini (Itália), o de Franco (Espanha), Stalin (na União Soviética) e Hittler (Alemanha) todos baseados nas ideias de Marx, Engels e Lenin. 

terça-feira, 19 de março de 2019

A FAMÍLIA E MUNDO DOS NEGÓCIOS


Na postagem anterior falamos das barreiras que as mulheres passaram a sofrer em relação ao seu trabalho fora de casa. No entanto, essas barreiras nada tinham a ver com o cargo ocupado, nem porque elas cediam ou não ao assédio sexual, nem pelo processo de produção. Mas a hostilidade em relação ao trabalho feminino tinha outras forças mais inflexíveis: a da própria família.


Sim. A família foi o grande obstáculo para o trabalho feminino no mundo dos negócios. Os pais queriam que as filhas fizessem um bom casamento. Queriam para elas um marido que lhes garantisse um bom e seguro futuro e isso, dito diariamente, foi minando nas moças as aspirações e o desejo da obtenção de êxito profissional.



As unidades familiares queriam ainda redefinir os papéis sociais para homens e mulheres, voltando ao "status quo" de antes da guerra, onde a mulher deveria não ter outros anseios e desejos que não fossem os do matrimônio. Que fossem servis e submissas aos maridos e aos filhos, atuando como reservas morais da família e dos bons costumes na educação dos filhos. E suma, as mulheres deviam voltar a ser submissa ao homem.


A Medicina fundamentava suas ideias e concepções baseadas na Frenologia, um termo de origem grega (phrēn= mente + logos= lógica, estudo, ou seja, estudo da mente). A Frenologia era uma teoria que determinava o caráter, as características da personalidade e o grau de criminalidade. Esta teoria antecedeu a Psicanálise e desenvolvida pelo alemão Franz Joseph Gall sendo muito usada no século XIX. Contudo, deixou como legado: o estudo do cérebro como órgão da mente, lançou um olhar para as faculdades mentais e sobre os comportamentos.


No começo do século XX, a Frenologia ainda era usada pela Medicina em alguns casos de “convencimento”. E foi o que fizeram. Mediante a “concepções cientificas” a Medicina mostrava que o crânio e toda a constituição física e biológica das mulheres, as destinava para a maternidade, para viverem em seus lares e dedicar-se à família.

Era a velha e bolorenta cultura que estava de volta: a) da ideia do sexo frágil; b) da dedicação ao trabalho doméstico; c) dos cuidados com a família; d) da submissão ao marido; e) de repressão sexual. Mais uma vez, as mulheres se viam às voltas com um destino sombrio, preconceituoso e dominador.


As experiências, os anseios por uma nova visão de mundo e o desejo de independência conquistados no período da guerra, caíam por terra. E ainda tinham que ouvir que o trabalho feminino era degradante. Que mulher não precisava de dinheiro por ser um “objeto sujo, degradante, essencialmente masculino e contrário à natureza feminina”.

Todas estas barreiras serviram para restringir as mulheres ao seu espaço natural (lar), evitar toda espécie de contato além de sua casa e evitar atividades que pudessem atraí-las para o mundo público.

Felizmente, foi desacreditada e deixou de ser usada.

sexta-feira, 8 de março de 2019

A DESCONSTRUÇÃO DO HOMEM-HERÓI



Como já vimos, o homem sempre foi uma espécie de herói, fosse por sua força física ou por sua coragem. Por isso, sempre galgou por caminhos de austeridade, de autoridade e onipotência. A eles cabiam tudo: estudos, carreiras, dinheiro e poder. Porém, com o fim da guerra, os homens que voltavam do front estavam doentes dos nervos, feridos e amputados, com problemas emocionais e mentais. Mas outros tantos continuavam saudáveis.

As mulheres haviam provado que eram hábeis e valentes em outras coisas que não só o casamento, as atividades domésticas e para o cuidado e educação dos filhos. Com a guerra assumiram as funções dos maridos e com habilidade, coragem e garra. E se destacaram com distinção no que fizeram.

No final da guerra, quando os homens sãos voltaram, queriam seus empregos de volta. Tinham prioridade por serem os provedores familiares. Razão pela qual, inúmeras mulheres foram demitidas.

A economia de vários países estava em baixa, principalmente, onde as batalhas foram mais ativas. O desenvolvimento industrial, tecnológico e as economias estatais estavam deficientes, pois havia muito a ser reconstruído.
 

Dois fatores surgiram para auxiliar na recomposição do trabalho e recolocação dos trabalhadores masculinos: a criação do “setor terciário” para o surgimento de novos empregos e o “serviço burocrático” que incluía a educação, saúde e comércio. Porém, os novos empregos tinham salários mais baixos por exigirem pouca escolaridade. Embora estes novos empregos tivessem uma chefia ou gerência (visando os homens), não promoviam acesso de novos cargos mais altos tanto no serviço público como no privado.


Acostumados com mordomias e muito poder, poucos homens aceitaram os novos empregos. Porém, os cargos não foram extintos, mas ocupados por mulheres. E assim, elas continuaram se multiplicando no mundo do trabalho, fosse nas indústrias de todos os tipos, no comércio ou na prestação de serviços. A consequência foi a melhoria da condição de vida das famílias, pela socialização feminina e pela independência financeira do marido. Assim, segundo alguns escritores em 1921, haviam 1.220.000 trabalhadoras e, em 1926, já eram 1.470.000.

Apesar do elevado número de trabalhadoras no mundo do trabalho, podemos supor que elas iam aos poucos substituindo os homens, não é? Mas não foi isso o que aconteceu. Aos poucos, as mulheres iam sendo expulsas das fábricas e os homens as substituíam. Essa substituição não foi por incapacidade ou desobediência. Ou por lutarem por melhores salários, pela diminuição das horas trabalhadas, por insalubridade, por serem contra o assédio sexual ou pelo controle disciplinar. Nada disso. o que causou sua substituição foram as barreiras que o mundo dos negócios impunham a elas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

AS MULHERES NA RESISTÊNCIA



Precisamos ainda ressaltar aquelas que, nos centros urbanos invadidos pelos inimigos, participavam secretamente dos movimentos de resistência.


Em muitos casos, somente uma mulher podia transitar entre os inimigos e sondar seus planos para que os movimentos da resistência pudessem antecipar ou retardar ações importantes e evitar que fossem mortos ou presos. Essas mulheres, corajosas e destemidas, colocavam suas próprias vidas e de suas famílias, em risco. Quando presas sofriam torturadas ou eram mortas sem julgamento. Por outro lado, inúmeras anônimas, mas não menos corajosas, escondiam os perseguidos em suas próprias casas e os ajudava a fugirem das garras inimigas.


Outras, pegavam em armas e lutavam com os inimigos de igual para igual nas matas, nas montanhas, em meio aos escombros de alguma cidade ou vilarejo.

As mulheres do mundo todo assumiram papéis extraordinários e os desempenharam com galhardia em condições duríssimas e, muitas vezes, letais, como na explosão que matou 35 trabalhadoras da National Barnbow, uma fábrica inglesa.


A participação feminina teve grande relevância pelos seus feitos. A I Guerra Mundial fez com que as mulheres quebrassem barreiras tanto na vida civil como na vida militar.

A I Grande Guerra Mundial termina em 1918. Infelizmente, nem todas voltaram para casa. E as que voltaram, perderam seus empregos. Porém, todas essas mulheres merecem o nosso reconhecimento e o nosso profundo respeito.


NOSSAS HOMENAGENS A TODAS AS MULHERES
DESTEMIDAS QUE TRABALHARAM NA RESISTÊNCIA E 
QUE NÃO VOLTARAM PARA CASA NO FINAL DA 
PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

AS MULHERES E A GUERRA


Muitas mulheres decidiram se alistaram e enfrentaram os inimigos nas frentes de batalhas. Fosse como enfermeiras, médicas, telefonistas, correios e outros cargos assumidos, incluindo como soldados administrativos.



No seu país de origem, as mulheres estavam nas fábricas das industrias bélicas produzindo, conchas de artilharia, máscaras de gás, tanques, navios, aviões, minas e munições com habilidade e precisão em posições que antes, era dos trabalhos destinados exclusivamente ao trabalho masculino. Apesar de tudo, essas mulheres recebiam salários reduzidos por duas razões: por causa da situação e pela simples condição de serem mulheres.


 

Enfim, após muitas lutas e muitas vidas ceifadas, a Grande Guerra Mundial chega ao fim, em 1918.

CONSEQUÊNCIAS:

1- Elevado número de mortos, jamais visto. Esse se igualou a soma das baixas de todas as guerras existentes desde a Antiguidade.

2- Elevado número de mutilados, feridos, cegos e surdos (por conta do barulho das explosões) de civis e soldados.

3- Grande número de pessoas com problemas emocionais e mentais.

4- Os sãos assumiram suas funções trabalhistas, enquanto as mulheres perderam seus empregos, embora fossem valorizadas por seus patrões e pela sociedade.

5- Outras permaneceram em seus cargos pela competência e habilidade. Mas foram uma minoria.

MULHERES EM DESTAQUE:

Muitas transportaram soldados dirigindo carros, jipes, ambulâncias, trens e pilotaram aviões. Muitas se alistaram na Marinha dos EUA, onde Loretta Perfectus Walsh tornou-se a primeira mulher militar (sem ser enfermeira) chegando a servir ativamente.








Julia Stimson foi superintendente do Corpo de Enfermeiras do Exército dos EUA e a primeira mulher a atingir o grau de major e ganhou a Medalha de Serviço Distinto, por serviços prestados na França.


Na Rússia, um regimento feminino composto por enfermeiras, motoristas de ambulância e cozinheiras de Petrogrado (hoje São Petersburgo) atuou diretamente linha de frente dos combates. O destaque é para Maria Bochkareva que criou o I Batalhão da Morte das Mulheres Russas, formado por mulheres militares com missão de atuar em combates.









Lenah Higbee, canadense, enfermeira-chefe da Marinha dos EUA, serviu como superintendente do Corpo de Enfermagem da Marinha Americana. Mais tarde, foi a primeira receptora feminina da Cruz da Marinha.



A inglesa Mary Sophia Allen se destaca como segunda comandante do Serviço de Polícia das Mulheres. Por outro lado, as inglesas Mairi Chisholm e Elsie Knocker, motoristas de ambulância, montam um posto de atendimento de primeiros socorros, a 100 metros das trincheiras, na Bélgica.